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19/02/07

E se acabassem com a berraria, o chove no molhado e...

...discussões sobre o sexo dos anjos e pensassem em andar prá frente!?

Mostrem, agora, gentes do NÂO o quanto vos é importante a VIDA e façam qualquer coisa para defender os que já cá andam 'ao deus dará' e, de seguida, usem essa energia toda (balofa, é certo, mas pode ser que sirva para alguma coisa) para lutar por medidas eficazes e aplicáveis, neste nosso país do 'deixa andar', de modo a que cada vez menos mulheres sintam ser o aborto o último recurso.

E, já que tanto vos preocupa a legião(???) de gajas inconscientes que usam e abusam do aborto como método contraceptivo, lutem por uma sociedade mais culta - de cultura, mesmo, e não de sabichões 'à lá valupi' - em vez de alimentarem esta porcaria de reality show permanente em que vivemos.

Mais honestidade, gentes, mais honestidade, lucidez e menos demagogia bacoca!

Entretanto lembrem-se disto:

«(...)curioso é que durante toda a discussão poucos tenham recordado facto de o parlamento ter aprovado, em janeiro de 2006, uma lei sobre a procriação medicamente assistida que o presidente da república promulgou em julho e que, ao enquadrar legalmente uma prática médica com mais de 20 anos no país, estabeleceu um estatuto jurídico para o embrião humano que não só não criminaliza a sua destruição como o estabelece como propriedade daqueles para quem foi criado. é a eles, os eventuais progenitores, que cabe decidir o destino dos embriões excedentários, que só poderão ser ‘doados’ a alguém para serem implantados e assim ‘viabilizados’ caso eles assim determinem. os embriões que ao fim de 3 anos não sejam implantados num útero ou ‘viabilizados’ podem ser usados para investigação.(...),
in opções esquizofrénicas
Fevereiro 19, 2007
por Fernanda Câncio



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

03/02/07

A VIDA E A "VIDA", no Abrupto...convém ler o texto todo!

«(...)E se eu não acreditar que há uma "alma" e me basta o código genético, e se eu for materialista e entender o corpo como uma máquina aperfeiçoada apenas pela evolução natural e resumir o Logos a um produto dessa mesma máquina, e se eu entender que verdadeiramente tudo tem a ver com o "egoísmo" dos genes e for sociobiológico, será que tenho que aceitar esta visão da "vida" mesmo sem fé? E se eu considerar que não há "vida" passível de ser descrita pela ciência a não ser como excepção temporária e precária à segunda lei da termodinâmica e entender que para perceber essa violação da entropia que é o metabolismo, a que chamamos vida, não preciso de qualquer princípio vital? E se eu no meu laboratório não encontrar nem Deus nem a "vida", mesmo desejando encontrá-los, será que me coloco fora dos valores civilizacionais? E se eu considerar que uma coisa é esta "vida" divina e outra é a vida, mais modesta, menos programática, mais humilde, menos pretensiosa, mais "terrestre", que inclui não apenas a criação mas o desejo da criação, que implica mais do que o código genético, ou o acto da fecundação, mas a vontade de a criar, exigindo um "programa" que inclua a vontade dos seus progenitores, coloco-me à margem dos nossos valores civilizacionais? A "vida" a que se bate palmas é apenas uma das muitas interpretações da vida como valor, que assenta numa fé de carácter religioso e numa interpretação que depois extravasa para a aceitação selectiva de determinadas doutrinas éticas e "científicas" que estão longe de ser as únicas e de serem incontroversas.(...)»



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW