23/12/05

Espero q tenham feito um mt bom proveito...q tenham gostado e...até pró ano!;-)

Ora então vamos lá à Ceia(zinha) de Natal cá do pedaço...;-)


...segundo sugestão expressa do nosso querido ...e na fa
lta do Dão, contenta-te com este...;-)
1998 - Medalha de Ouro em vinhos tintos, no XIX Concurso da Confraria dos Enófilos da Bairrada - "Os melhores vinhos da Bairrada". O vinho tinto de 98 foi considerado "O Melhor dos Melhores Vinhos da Bairrada"
Os nossos Vinhos e a Gastronomia:
A região bairradina não é só conhecida pelos seus vinhos. Também a sua gastronomia é sobejamente conhecida e apreciada. O Leitão Assado à Bairrada é indub
itavelmente o ex-libris gastronómico desta região. Guarnecido de alface e tomate e acompanhado com o espumante bruto natural "Quinta da Mata Fidalga", é sem dúvida um prato inolvidável. A Chanfana, feita de cabra adulta regada com vinho tinto, e assada em caçoila de barro preto em forno de lenha, é divinal quando acompanhada dos excelentes vinhos tintos "Quinta da Mata Fidalga", das colheitas de 96 e 98
. O Bacalhau, nas suas múltiplas e variadas formas, deve ser bem regado pelos vinhos brancos "Quinta da Mata Fidalga".

...siga então a comezaina... para quem ñ vai com o fiel amigo, siga com as amigas
Um belíssimo Natal cheio de coisas boas pra comer que é o melhor que se leva desta vidinha...;-)
Sintam-se todos convidados, bem vindos e...amados!, se vierem por bem...;-)


Beijos...e abraços que aquecem o coração e fazem parecer tudo mais belo...;-)

Amok_She


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

22/12/05

SULturas...pra quem estiver com falta de programa de fda;-)

SULturas

Lia...este é para ti...;-)





















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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

21/12/05

'A sedutora miragem do distante...'

A felicidade reside sempre, portanto, no futuro, ou ainda no passado, e o presente parece ser uma nuvenzinha escura que o vento empurra sobre a planície ensolarada; na frente e atrás dela, tudo é claro; sozinha, não cessa ela própria de projectar uma sombra.

Arthur Schopenhauer, in 'O Mundo como Vontade e Representação', in Citador



(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

18/12/05

Lia C disse...


«(...) estou demasiado angustiada com a aproximação do Natal. É todos os anos a mesma coisa: por esta altura fico conveniente e solidariamente deprimida com toda esta coisa de prendas (que compro só à última da hora), comidas e etcs - a pensar sistematicamente em quem não tem Natal. Sinto-me idiota, com uma consciência filha da puta que não me larga todo o ano e se agudiza agora, quando deveria estar feliz e contente quanto mais não fosse para fazer felizes as minhas crianças. Queria mesmo ter um natal politicamente incorrecto, caramba!»


...pois!, nós - os chatos! - somos assim: precisamos de mais que o nosso mundinho (quase perfeito) para sermos felizes...


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

16/12/05

CêTê disse...

«Só abrimos assim a porta para ir embora ou para deixar sair quem sabemos que irá voltar de livre vontade.(...)», in Murcon



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Murcon: Directos ao corac,o.

Murcon: Directos ao corac,ao.

«Receio que a velhice também seja isto - refugiar-me nas palavras para esconder a preguiça que torna difícil as barricadas, mesmo simbólicas. Saber-te nelas enche-me de orgulho e receio. Porque me rejuvenesces e afastas ao mesmo tempo.»


RECEITA PARA FAZER O AZUL

Se quiseres fazer azul,

pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,

que possas levar ao lume do horizonte;

depois mexe o azul com um resto de vermelho

da madrugada, até que ele se desfaça;

despeja tudo num bacio bem limpo,

para que nada reste das impurezas da tarde.

Por fim, peneira um resto de ouro da areia

do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.

Se quiseres, para que as cores se não desprendam

com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.

Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez

ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre

na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor

até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.

Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que

possas distinguir entre uma e outra.

Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,

iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,

algum dia, imitar o céu.

Nuno Júdice
(Portugal, 1949).

Poeta, ensaísta, crítico literário e romancista.
Autor de livros como Lira de Líquen (1985),
Meditações sobre Ruínas (1994),
Teoria Geral do Sentimento (1999),
e A Árvore dos Milagres(2000).

15/12/05

...desculpem lá, mas isto ag é até ao fim do ano...

...vai ser um corrupio q nem vos digo, nem vos conto...ele é a lista das minhas prendas, mais as minhas prendas em lista, mais o q eu quero na minha lista de prendas, mais as prendas q eu quero na minha lista, mais...umas coisitas q lá terei de comprar pra uns quantos oportunistas q só pensam no natal pra estas coisas...pufffff, prendas!, cambada de consumistas!!!

...depois são as jantaradas...dos q foram pra outras bandas...dos q ñ querem ajuntamentos...dos q gostamos, mas ñ gostam de quem nós gostamos...enfim, ainda faltava o da empresa mas a esse baldo-me na maior!...tinha lá eu pachorra de ir fazer o frete de aturar aquelas gajas q levam o ano todo a f****-** o juizo!?! [esta delicadeza dos pisssss escritos é atendendo à época, claro!:->] ...e depois o mais engraçado era se eu fosse a estas comezainas todas!... caramba, lá se me iam três -trêsssssssss!!!- meses de dura e sacrificada dieta!, porra...nem pensem!

...ah e ainda me falta escolher o modelito prá passagem prá outra banda...anual!;-)))...estou a pensar em qq coisa assim...ou assim... ...mas, acho q preferia qq coisa deste tipo ...era só uma questão de fazer umas extensões no cabelito e...emagrecer pr'ai uns dez -dezzzzzzz!!!- quilitos...no mínimo!grrrrrr

...vou pensar nisto e depois digo-vos!:->


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

14/12/05

SULturas...["o Mundo sim, pode evoluir para o raio-que-o-parta já que a mudança é a sua condição"]

SULturas: «Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
"Ora evoluam V. Exas. a vosso bel prazer e nao me perturbem pois na colossal tarefa de desmascaramento da evoluc,ao do vazio mental vigente, preenchido comercialmente com excesso de merdas modernas e evoluidas. Caros e ilustres leitores: evoluir e' morrer!"

SULturas...[...só podia ser, claro!!!;-)]

SULturas: «Terc,a-feira, Dezembro 13, 2005
Ora, sendo eu irremediavelmente honesto e deveras franco, digo-vos que em boa verdade o que me manteve afastado nas �ltimas semanas destas lides, foi o simples e avassalador facto de ter ficado apaixonado"...»


...só podia ser, claro!!!;-)

11/12/05

Vodka e Valium 10 disse...

CÁRCERE

As noites de solidão sob as estrelas
No vazio do teu quarto
A casa encaixotada
O soalho
E as horríveis linhas paralelas até à parede
O nada absoluto
Que te faz vomitar e te tortura
Nessa letargia de junkie sem tempo
Fora do tempo
Tudo por um grama de pó
Não era isto a revolução
Não era esta a liberdade lisérgica que te estava prometida
E as cinzas vermelhas dos teus olhos
Em contrabando de afectos
Sentindo o vácuo
E o medo de não ter a merda do pó
De acordar sem a merda do pó
Os músculos rígidos
O poderoso nó no estômago
Que te faz saltar as tripas
O medo de não poderes fugir de ti
De não conseguires esquecer esse corpo
Tudo por um grama de pó
Não era isto a revolução
Não era esta a liberdade lisérgica que te estava prometida
Esse corpo que já não serve para nada
Retalhado na sua cosmogonia
Que te tortura na sua inactividade
Que te prende agora ao quotidiano metálico da prisão
Morto nos odores da humidade
Dejecto pútrido
Esperma
Em valsas sonhadas no ressonar da noite de cimento que te envolve

[Adolfo Luxúria Canibal ]

"Cárcere" é rock'n'roll embriagado, jogo de guitarras rock-blues a relembrar "Latrina", potencial single se palavras como "merda", "dejecto pútrido" e "espermas" não assustassem os autómatos programadores das nossas rádios. Está nesta canção a chave do conceito do disco. Na afirmação "não era esta a liberdade lisérgica que te estava prometida", Adolfo sintetiza o sentimento de uma geração que foi a sua, mas que facilmente se transporta para outras gerações e outros sonhos por completar. "Cárcere" é a "casa encaixotada", a "letargia de junkie sem tempo", "o medo de não poderes fugir de ti".



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SULturas//Mario Sa-Carneiro

SULturas


«
(...)

Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?
(...)
»

CêTê disse...

«Era demasiado evidente, a quem já levasse alguns amores e desamores na experiência da vida, que era uma pessoa descompensada de afectos retribuídos. Tinha azedado tanto que se tornara vulnerável até ao estilhaço a qualquer paixão…aprenderam todos a gostar dele pelo sabor amargo mas que a inteligência distinguia. Só quem o conhecera antes sabia a origem dos desvios…Mas era impermeável à razão. Hoje debatia-se pelas razões pelas quais a praia da sua eleição era afinal uma praia desfavorecida nas preferências de tantos… Não terão as praias outros encantos? Seguramente nem todos que as visitam o farão para mostrar os corpos ou para outros cobiçar,... O mar não é o mesmo nem a areia, nem o horizonte que eles enquadram… e quando se atiram gritos em garrafas oceânicas escolhem-se as correntes que as brindam com critérios…»




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Discussão

- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.

Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.

- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?

- Não sou democrático.

Não havia resposta a dar. nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.

Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.

Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?



Mário Henrique Leiria
Contos do Gin-Tonic


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'Quem ama a liberdade conhece que é idêntica'



Quem ama a liberdade conhece que é idêntica
a verdade e a não-verdade o ser e o vazio
e por isso na sua celebração a metáfora expande-se
na liberdade de ser a ténue sabedoria
desse momento e só desse momento em que o arco cresce
Há então que procurar a chuva dessa nuvem
ou desdizê-Ia não para o nosso olhar
mas para um outro rosto de areia que cresce no vazio
e poderá ser de pedra ou de ouro ou só de uma penugem
O poema é o encontro destas duas faces
de nenhuma substância quando no vazio do céu
os anjos se diluem com as mãos despojadas



António Ramos Rosa
As espirais do silêncio



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Vida/Morte


Julguei estar sentado à beira de um passeio,
Coberto de pó do verão,e uma grande corrente
De gente apressada circulava,
Numerosa quanto os mosquitos no crepúsculo,
Todos em frente se precipitavam, mas nenhum sabia
De onde vinha, para onde ia, ou por que razão
Fazia parte daquela multidão, e assim
Era lavado pela gente como pelo céu
Uma das mil folhas de um mundo estival.
Velhos e novos, homens e crianças,
Pareciam fundidos numa corrente poderosa
Alguns fugindo daquilo que temiam e outros
Perseguindo o objecto do medo alheio,
E outros como caminhando para o túmulo
Contemplavam os pisados vermes rastejantes
E outros tristemente na escuridão entravam
Da sua sombra, morte lhe chamando
e alguns dela fugiam pois um espectro nela viam,
E no tormento desse vão afano desfaleciam
Mas mais, enredando-se nos seus próprios movimentos
Sombras perseguiam ou evitavam que as nuvens
Ou pássaros perdidos no céu da tarde
Projectavam no caminho onde nada crescia
E exaustos do esforço vão e fracos de sede
Não ouviam as fontes de onde o orvalho melodioso
Para sempre corre de grutas de musgo
E não sentiam a brisa que do bosque contava
de caminhos de erva e de clareiras disseminadas
Com sábios ulmos e grutas frescas,
e campos de violetas onde os sonhos crescem, mas
Perseguiam a sua séria loucura como se desde sempre o fizessem...

Shelley

[Poema sugerido por Lobo das Estepes]
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10/12/05




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09/12/05

ALVARO CUNHAL
UMA BIOGRAFIA POLITICA

ALVARO CUNHAL
UMA BIOGRAFIA POLITICA




8.12.05
CONVERSA SOBRE A BIOGRAFIA DE ÁLVARO CUNHAL COM MARIA LÚCIA LEPECKI
No sábado, 10 de Dezembro, às 17 horas, haverá uma conversa sobre a biografia de Álvaro Cunhal, com Maria Lúcia Lepecki e o autor, na livraria da FNAC no Centro Colombo.

Autor: JPP

jose_pardal_diabrete_jr disse...


"Há mais mortos em vida,
do que vivos na morte".






Al Berto




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06/12/05

TPC's

???«arte com um simbolismo estético definido»???


Max Ernst, "La tentation de Saint Antoine", 1945



Max Ernst, L'oeil du silence, 1943/44


Le Surréalisme repose sur la croyance à la réalité supérieure de certaines formes d'association, négligées jusqu'à lui, à la toute puissance du rêve, au jeu désintéressé de la pensée."
(André Breton)





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Confesso a minha suprema ignorância...



...e também confesso que, numa busca muito rápida, descobri este que me deixou...abismada! É claro, claríssimo para mim, que lá vou à descoberta...tentando mitigar a tal ignorância ...suprema!

Não sei se o Max Ernst estaria melhor no lugar do Magritte ...neste contexto bloguista! Magritte não será o meu preferido, já que me sinto mais próxima de 'abstractos', mas...a 'imagem"' que escolhi para ilustrar a minha "assinatura" neste espaço...pareceu-me a mais indicada...coerente...sei lá!


O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos




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05/12/05




Fernando Pessoa



Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.


***...***...***
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Pardal, pardalinho...

[imgem in LES TABLEAUXS,
Michel Ducruet]


...deixa-me dizer de outra forma, substituindo o "delícias" por..."afagos"!?! ...se bem que o "delícias" seja mais...abrangente!, mas...eu prefiro "afagos";-)

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