24/11/06

Nada muda, f, nada muda...

"o que é que muda? por que é que o meu olhar se cansa de olhar? f., 02:23 "
  • ...somos nós que mudamos!
  • Tenho-me perguntado porque raio cito, eu, tanto a Fernanda Câncio, brilhante co-autora do Glória Fácil?!? (tão brilhante que me "esqueci" deste blog prá votação do GR na categoria de blog colectivo...é que é só quase ela a dar vida ao blog...)
  • Esta coisa de classificar o que quer que seja tem muito que se lhe diga. Na questão dos blogs é, por demais, evidente que aquele 'melhor' o é apenas segundo o critério, muito pessoal, de quem avalia sem ter em conta a relatividade do universo votado, já que esse universo não é o mesmo para todos os votantes. Daí que aquela votação - do melhor'2006 - esteja inquinada à partida, mas acho que todos os participantes - votantes e votados - têm absoluta noção que nada mais é que uma brincadeirinha que nos diverte. E se assim não for...coitado de quem se achar o melhor...e/ou o pior!:=>
  • Mas voltando à f, seguindo quase o mesmo raciocínio anterior, a frequência (insistente) com que a cito (tal como a mais 'um ou dois' blogers) tem mais a ver com a minha afinidade cúmplice, relativamente à forma de pensar e/ou escrever (aqui estou a ser um bocado presumida, eu sei!), do que com a minha avaliação qualitativa porque...quem sou eu para avaliar a f, ou mesmo qualquer outro!? Considerar, até à data, a Fernanda e o Elmano os meus dois blogers favoritos - quer em termos de conteúdos, quer em termos de estilo - não pretende impôr a ninguém que eles são os melhores, mas tão só que o são para mim no contexto das minhas necessidades de leitura...
  • Apeteceu-me escrever isto, agora, pronto! E...penitencio-me por não ter colocado a FC nas minhas preferências de melhor bloger'2006!:-(

23/11/06

as minhas paixões...


...não passam, em geral, pelo esplendor dos corpos, mas... hoje apetece-me!



***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Devia comemorar, mas...


...quer-me parecer que a memória se vai perdendo, mesmo...


***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

21/11/06

Vocês desculpem lá, oh 'alegados colegas da glória'...

"Terça-feira, Novembro 21
edital
gostava de dizer o seguinte aqui aos alegados colegas da glória: daqui a nada chateio-me.
f., 16:21 "

(já ñ me lembro onde fui buscar esta...)

...vejam lá isso!, porque perder as 'irritações' da f será o mesmo que perder o sal&pimenta desse blog...

20/11/06

A quilómetros de mim: Os melhores dos melhores

[A menina pensou que escapava, mas...eu apanho-a por aqui!;-)]

Não, não vou agradecer nada! Por um lado porque sou, naturalmente, mal educada/antipática/presumida/e por aí fora!:=> Por outro lado porque o mérito é das duas! Nós merecemo(no)s. Pelo simples facto de, apesar de tão diferentes em pontos essenciais do estar, sermos capazes de nos lermos uma à outra com respeito. O mais caricato disto tudo é que aquilo que ambas valorizamos não deveria ser uma excepção. O respeito pelas ideias do outro e o ouvi-lo, apesar da diferença, devia fazer parte do saber estar de todos.
Deu-me muito gozo, esse prémio!:-)

Quem ama confia

Já andava, há que tempos, para falar nessa coisa horrorosa que comumente se associa ao amor. Comum e erradamente. O ciúme!

Diz-se que quem ama tem ciúmes. Por medo de perder o 'objecto' amado. Ora esse medo enferma, desde logo, de dois erros radicados no 'objecto' (apesar das meias aspas é assim que o ciumento vê quem, supostamente, ama) e no perder. Porque quem ama não detém e quem ama não perde. Quem ama confia. Em si e no outro. É claro e naturalmente humano que exista uma certa insegurança; só os narcisos se sentem absolutamente seguros, mas tão de si próprios que nem lhes ocorre não serem amados. No entanto a insegurança é um sentimento que se consegue dominar sendo-se inteligente e racional. Porque quem ama confia. E quando não se consegue, quando a irracionalidade e a estupidez dominam, não há amor que resista, não há sequer amor. Por isso não me queiram convencer que onde há amor há ciúme, como se um fosse necessariamente inerente ao outro. Não é. Quem ama confia!


***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

19/11/06

Bem!...eu sei que sou chata, muito chata!, mas...

...talvez que na falta dum pendor religioso optei por transformar algumas coisas em sagradas...para mim! E a absoluta liberdade de expressão na net é uma delas! Já que o preço que pago por querer ser livre na - dita - vida real tem sido bem alto, ao menos que nesta - também dita - vida virtual o único preço que pago seja o de ler o que quero e ser lida apenas por quem quer!
Vem isto a propósito do que acabei de ver no GR num aparente inocente post onde após dois comentários dou com isto: «New comments have been disabled for this post by a blog administrator»

Alguém me explica antes de eu lançar o blog na lista dos meus interditos???

***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

A argumentação inteligente do SIM deveria ser esta! (2)

...já estou como a FC: eu bem queria manter-me fora, mas...

...quer dizer: segundo aquela argumentação e sem ir (ainda!) ao conteúdo da primeira frase, se uma mulher dá uma queca de livre e expontânea vontade e fica grávida contra vontade (já lá vou ao conteúdo da primeira frase...), então merece ser castigada e, de caminho, o futuro filho também!?...por mais que esta gente não entenda, essa treta do instinto feminino-maternal não é tão linear assim para quem não partilha dos valores católico-romanos(?!?)...e os afectos não se impõem...sentem-se, ou não se sentem...é claro que muitas vezes o inconsciente faz o seu trabalho e até se pode vir a amar, muito, um filho antes indesejado, mas...tudo depende de circunstâncias futuras favoráveis e são essas circunstâncias futuras previsivelmente nada favoráveis que levam a muitas desistências...por vezes até dum filho que se deseja!
...ora, aí está!, esta presunção de que hoje em dia só engravida quem quer, ou é desleixada!, é mesmo própria de quem fala de borla, ou seja: não sabe nada da vida...vivida! Não deixa, no entanto, de ser real que as coisas estão muito mais facilitadas...nas grandes cidades, minhas caras do NÃO, nas grandes cidades!, e não estou só a referir-me a ir ali à esquina e arranjar a pílula, de todos os dias ou do dia seguinte, refiro-me sim a considerações de ordem moral (em geral a tal bacoca!) que ainda condiciona muita mulher por esse país (profundo) fora...é que Portugal não é só Lisboa (e Porto), embora o resto seja mesmo quase só paisagem...



***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Porque hoje é domingo





***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

A argumentação inteligente do SIM deveria ser esta!

Glória Facil: é oficial: começou: "(...)que o que está em causa, na interrupção da gravidez que a lei actual permite, nos casos de violação e malformação, não é exactamente a violação e a malformação, mas o facto de, estas existindo, a grávida rejeitar a gravidez? é a rejeição da gravidez, ou do ser que nela se desenvolve, que faz acontecer o aborto. é, portanto, a vontade da mulher, ou do casal, ou da família. o que está em causa para quem defende a lei actual e se opõe à alteração é considerar que umas rejeições se 'justificam' e outras não. e justificam-se umas e as outras não porquê? porque um embrião fruto de violação não tem direito à vida como outro qualquer? porque um feto malformado não é humano nem merece viver? porque não é exigivel que as mulheres que querem abortá-los os amem e os criem?(...)"
[Nota: últimamente optei por fechar os comentários nos meus posts de citação...achei por bem que qualquer comentário, a existir, se fizesse no próprio blog/post citado. Neste caso específico entendo assim não o fazer dado que o assunto me interessa particularmente e a FC tem a caixa de comentários dos seus posts em off.]

17/11/06

Mais duas...perdidas!

Concerto
17 de Novembro - 22h00
C.C. Olga Cadaval - Auditório Jorge Sampaio

Há mais de 13 anos, desde o fim do Trovante, que nos andamos a encontrar, aqui e ali, poucos minutos, de inesperado em inesperado, em palcos e espectáculos mais ou menos óbvios. Agora tivemos vontade de nos sentarmos por mais algum tempo, lado a lado, com o mesmo pé no ar e o outro na corda. Unha com carne? Talvez… Luís Represas e João Gil


17 de novembro de 2006, 21h30 · Grande Auditório CULTURGEST
(...)Regresso ao amor e à esperança necessárias e ao prazer possível neste mundo estranhamente cruel em que estamos a viver. Volto para quem me espera, porque as coisas verdadeiras são para toda a vida e não precisam de justificações!
aldina duarte



***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

BOA!

Por mim já não digo/escrevo mais nada sobre o aborto!

«(...)talvez eu, como o cardeal patriarca, tenha de concluir que não é possível um debate 'sereno' sobre esta matéria.(...)»
...é exactamente isso que eu, também, concluo...

Um belíssimo texto...

«(...)Entretanto, desisti de intervir na vida dos outros, sobretudo quando me sinto impotente ao observar a geografia onde se encontram(...)»

16/11/06

Para disakala...

Anna Akhmátova [1889-1966], via DaLiteratura

***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

As leituras perigosas...


Ultimamente a minha preguiça tem atingido níveis nunca antes vistos. E se ao nível mental ainda me resistia uma réstia de pudor agora já nem por aí me safo. Vem isto a propósito duma intenção (indefinidamente adiada) de escrever sobre os efeitos provocados, pelo que aqui tenho escrito, na minha vida pessoal. Ao ler as perguntas que me lançaram em desafio - não está esquecido!;-) - uma delas trouxe de novo à baila esta questão: «- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?»
Ora, lendo um post do 'Estado Civil' achei uma explanação para uma das fatias do preço que pagamos por escrever...posts intimistas! Ali o PM refere:«É curioso que o Público tenha feito de um post intimista um statement político.». Aqui eu digo: É curioso que alguém seja capaz de ler um (ou mais) dos meus post(s) intimistas e daí retire uma declaração de infidelidade!
Já não sei o que é mais perigoso: se escrever, se ler...rai'os parta!
***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW


«(...)E bem que podia ficar por aqui. Mas raios me partam que nunca sei ficar. Tenho ainda a teima excessiva de marrar contra o destino quando o mesmo me desdita, porque da consciência granítica é que nasce a tranquilidade de todos os sonhos.(...)»

14/11/06

'Paris, je t’aime'

«(...)Quem conhece Paris, sabe que Paris é a cidade. Mas essa cidade não passa aqui. Quem não conhece, e for ver este filme, tem a tentação de adiar a viagem sine die.» in Da Literatura

...pois!, eu que não conheço Paris...foi isso que senti!


***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Porra, até q'enfim!!!

...*alguém me entende o prazer de ir ao cinema...sózinha!...e o não ter lido (mais que meia dúzia de páginas d') O Perfume!!!... *mesmo sem o saber, claro!;-)



***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW