16/02/07

"Pelo “direito humano” a morrer"

...esta vai ter de ser a próxima luta...


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

15/02/07

Curiosa...


....esta coisa da participação activa nas caixas de comentários nos blogs uns dos outros...Curioso que um blog com a qualidade do Aspirina B, cujos participantes são regra geral bons, tenha uma participção massiva, de 'comentaristas', exactamente nos posts do colaborador de menor qualidade intelectual...curiosa, mesmo, esta coisa das 'audiências e suas razões'...


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11/02/07

É claro que o problema não acabou, mas...

...abriu-se uma porta!

Agora é só esperar que o sistema político cumpra com as suas obrigações; que o sistema de saúde funcione; e que os interesses financeiros (de fazer lucro fácil à conta do sofrimento alheio!) não se sobreponham às necessidades sociais, em especial, e à dignidade da mulher.



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10/02/07

Desculpem lá, mas cá pra mim...

... o Sitemeter anda com ataques de loucura fulminante!?!
Primeiro, a 'estória' do visitante mistério que leva os dias, lá prás bandas das américas do norte(?), a visitar tudo quanto é post, desde o início do blog, coisa que me deixa muito surpreendida mas...se significar que, além das visitas, as mesmas implicam leituras, então além de surpreendida fico...babada!, por mais que uma pessoinha queira ficar imune aos outros...
Agora, são as visitas, em massa e em simultâneo, duma excursão... chinesa!?????!
My god...andam a fazer pacotes turísticos a preços de saldo???;-)


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E para acabar porque acho que já não são horas de palrar...

...aqui fica o último dos testemunhos que li e achei interessante sobre o assunto:

«Dor antes das dez semanas é invenção
(...)
Ciência, convicções, fraude e a dor fetal
(...)
O feto de 10 semanas não tem dor, não tem vontade, não tem vigília, não tem consciência. As primeiras ligações ao córtex cerebral em formação, acontecem entre as 23 e as 30 semanas. Mas anatomia é diferente de função. A evidência mais precoce de actividade cortical é entre as 29 e as 30 semanas.
(...)
A Organização Mundial de Saúde aconselha mesmo que se não deve dar anestesia ao feto antes do 3º trimestre para cirurgia ou abortamento. Por não estar provado que o feto sinta dor nos seis primeiros meses (muito pelo contrário) e pelos riscos aumentados para a grávida. As afirmações em sentido contrário ao estado actual dos conhecimentos, são apenas poeira lançada aos olhos de quem já não quer ver. São convicções e crenças de quem toma partido.
(...)
Aos dogmas o "não" acrescentou a fraude e a argumentação pseudo-científica. O papel da ciência é fazer perguntas e pôr dogmas em causa, desconstruir mitos e crenças e fortalecer as nossas convicções.(...)

Jorge Sequeiros

Médico Geneticista, Presidente do Colégio de Genética Médica e Membro do Conselho Nacional de Ética e ciências da Vida.»



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...a imagem que os franceses, através dos seus média, têm de nós relativamente ao referendo sobre a despenalização da IVG, recolhida por 'Albertobei'...

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09/02/07

Até q'enfim!!!

Consegui recuperar os meus LINKS do BLINKAR!
...graças a uma resposta rápida e eficaz à minha 'reclamação' sobre o sumiço injustificado e sem aviso dos meus 'linkeszinhos' tão arduamente amealhados ao longo destes últimos três anos...:-)



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Mas...porque raio é que eu não desisto!???


Num outro espaço, num outro tempo, gostaria de perceber esta tua ilação:=> ...mas, à partida, palpita-me q usas a mesma demagogia q se tem notado nestas tuas intervenções sobre o referendo...

Talvez te agradecesse a informação se ela fosse honesta e, cumulativamente, correspondesse a uma intenção honesta das gentes do NÃO ...porque o outro referendo foi há oito anos e neste interregno as gentes do NÃO nada fizeram para alterar o estado de analfabetismo cultural que leva a q o recurso ao aborto ainda tenha o peso q tem...

Por mim estou farta de tanta hipócrisia, desonestidade intelectual, demagogia e conversa de 'sofistas' para baralhar o povão...e continuo na minha: com penalização legal, ou com despenalização, jamais alguém terá o poder de decidir - por mim, ou contra mim!- se eu terei, ou não, um filho, se esse não for o meu mais profundo desejo!...recuso-me a ter um filho...por acidente, ou obrigação moral!...amo demais os meus filhos para isso...
Ah,e já ag para terminar: entendo q um assunto desta natureza não devia ser referendável...na pior das hipóteses q o fosse apenas entre as mulheres...somos nós, e só nós!, que sofremos 'na pele e para sempre' as consequências da decisão...do SIM, ou do NÃO ao aborto!, mas...o referendo NÃO É sobre o SIM ou o NÃO ao aborto...é apenas e tão só sobre a despenalização com tempo certo!...e é aqui q a discussão fica inquinada pela demagogia e desonestidade intelectual das GENTES DO NÃO!




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08/02/07

Hummmm....

...quando será que o visitante mistério acaba de ler todo o blog!?...é que eu acho que já ultrapassei os 1000 posts!?!;-)


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06/02/07

Como eu dizia, algures ali prós lados do Aspirina B...escusam, os homens, de pretender ter uma palavra decisiva na opção da mulher de ter, ou não ter, um filho porque essa palavra decisava só terá lugar se (e enquanto) o domínio machista prevalecer. Fora isso, duma forma ou de outra, uma mulher que não quer ter um filho num determinado momento terá sempre forma de o não ter, mesmo!...a despeito do 'senhor que participou no acto'. :=>
Mas, como muito bem dizia o Rui Tavares cujo texto do Público foi transcrito, também, no Aspirina B a pergunta é uma e só uma e não é, por certo, se concordamos, ou não, com o aborto; ou se deve ser dada, ou não, a palavra ao homem/pai para se decidir fazer, ou não fazer, um aborto!
O carissímo 'Elmano' lá resolveu sair da longa 'hibernação' e exprimir, muito melhor que eu, essa mesma ideia: em última análise só à mulher é dado o poder de decidir...ter, ou não ter um filho!
Se, entretanto, os hipócritas do NÃO determinarem com uma maioria de votos que a mulher vá decidir pró raio que a parta, mas sem a depenalização!, então lá teremos de continuar a recorrer à clandestinidade - com todos os riscos que isso implica, já para não falar nos custos económicos que tanto os preocupa - que é uma coisa que fica muito bem num país dito civilizado, pois claro!
Às tantas apetece berrar:
'É A DESPENALIZAÇÃO, ESTÚPIDOS, É A DESPENALIZAÇÃO!'
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04/02/07

Please...please...pleaseeeee...


...estou a 'morrer' de curiosidade!...
...who is at California, Grass Valley or Texas, Fort Worth???



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03/02/07

O Fernando Venâncio teve a feliz ideia de transcrever, do Público de hoje, um belíssimo e clarificador texto de Rui Tavares...a ler na totalidade no Aspirina B


A pergunta a que vamos responder no referendo do próximo dia 11 é compreensível para qualquer pessoa que saiba ler e isso é algo que nenhum contorcionismo político ou gramatical poderá mudar. "Concorda com a despenalização..." A despenalização é, evidentemente, a palavra-chave desta pergunta. É talvez surpreendente, mas o referendo do próximo dia 11 não é acerca de quem gosta mais de bebés, tal como não é acerca de quem mais respeita o sofrimento das mulheres. A pergunta do referendo também não é "dê, por obséquio, o seu palpite acerca de quando é que a alma entra no corpo dos seres humanos", matéria que sempre intrigou os teólogos. Não é acerca de quem gosta de fazer abortos e quem gosta de dar crianças para orfanatos. Por isso e acima de tudo, devo confessar que sofro de cada vez que ouço na televisão jornalistas falarem dos dois campos em debate como o "sim ao aborto" e o "não ao aborto".(...)»

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Gato Fedorento - Assim Não

Um pouco de humor pra ver se torna a coisa menos intragável...

A VIDA E A "VIDA", no Abrupto...convém ler o texto todo!

«(...)E se eu não acreditar que há uma "alma" e me basta o código genético, e se eu for materialista e entender o corpo como uma máquina aperfeiçoada apenas pela evolução natural e resumir o Logos a um produto dessa mesma máquina, e se eu entender que verdadeiramente tudo tem a ver com o "egoísmo" dos genes e for sociobiológico, será que tenho que aceitar esta visão da "vida" mesmo sem fé? E se eu considerar que não há "vida" passível de ser descrita pela ciência a não ser como excepção temporária e precária à segunda lei da termodinâmica e entender que para perceber essa violação da entropia que é o metabolismo, a que chamamos vida, não preciso de qualquer princípio vital? E se eu no meu laboratório não encontrar nem Deus nem a "vida", mesmo desejando encontrá-los, será que me coloco fora dos valores civilizacionais? E se eu considerar que uma coisa é esta "vida" divina e outra é a vida, mais modesta, menos programática, mais humilde, menos pretensiosa, mais "terrestre", que inclui não apenas a criação mas o desejo da criação, que implica mais do que o código genético, ou o acto da fecundação, mas a vontade de a criar, exigindo um "programa" que inclua a vontade dos seus progenitores, coloco-me à margem dos nossos valores civilizacionais? A "vida" a que se bate palmas é apenas uma das muitas interpretações da vida como valor, que assenta numa fé de carácter religioso e numa interpretação que depois extravasa para a aceitação selectiva de determinadas doutrinas éticas e "científicas" que estão longe de ser as únicas e de serem incontroversas.(...)»



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Confesso que me sinto (extremamente!) curiosa acerca das frequentes visitas oriundas de...California, Grass Valley, United States(?)

...não sei se a visualização será a melhor uma vez que é usado o Firefox 1.5 e eu nunca mais me entendi com o raio dos browsers desde que instalei a versão 2: o Firefox bloqueia, ou não aparecem as imagens; o Netscape idem, idem, aspas, aspas; no IE 6 algumas das imagens pifam e instalar o 7 não consigo...resultado? O único que consigo ter a funcionar em pleno é o Opera e mesmo assim parece que se cansa quando a actividade é muita e às tantas resolve deixar-me a teclar pró boneco!
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Aqui está a mais simples e exacta definição do meu estado d'espírito face a este referendo...



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02/02/07

Desde que me lembro de dar comigo a pensar na morte - e para tal tenho de recuar aos tempos das 'depressões(zinhas)' juvenis, já lá vão uns bons tempinhos! - sempre se instalou, na minha ideia, que queria ser cremada. Depois, com o desenrolar da vida, fui firmando esta ideia agora já duma forma racionalizada, racionalização essa que passava por achar as cerimónias fúnebres um completo disparate, tantas vezes transformadas em festivais de hipocrisia familiar. Dos velórios, então, nem se fala. Ou melhor: falar, fala-se, mas de tudo menos de quem morreu. Ou, então, fala-se exactamento ao contrário do que se fazia em vida: todos os defeitos assinalados em vida passam a virtudes glorificadas na morte. Fui a um funeral em toda a minha vida (tendo passado por cima do velório e, pelo que me contaram depois, fiz muito bem ou teria desatado à estalada a toda a gente antes de correr com todos para o olho da rua!) e jurei a mim mesma que seria o último!

No entanto, discutimos tantas vezes sobre a necessidade do luto...lembras-te? Nunca percebi essa ideia. Talvez porque nunca tinha deparado com a chegada da morte...sem aviso. A minha relação com a morte sempre se fez numa base de auto-defesa: se a pessoa estava muito doente, terminalmente doente, eu entendia ser dum profundo egoísmo chorar-lhe a morte. Não se chora porque a pessoa morreu, chora-se porque a pessoa nos morreu. E, assim sendo, a morte é uma libertação para quem deixa de sofrer e o nosso sofrimento é a quota parte a pagar por se amar quem partiu. Guarde-se a memória, mas...liberte-se a dor!


Agora, agora começo a entender a necessidade de fazer o luto, de ter 'algo' a que me agarrar para chorar a dor da partida...sem aviso!, sem necessidade de libertação!, sem doença, ou mal, que o justificasse! Morreste-me apenas porque estavas vivo e alguém entendeu (ou nem sequer o entendeu tendo sido, apenas, um gesto gratúito da absoluta estúpidez humana) que assim não devias continuar. Eu não soube aprender esta tua lição: "E os MEUS mortos são MEUS porque eu lhes consegui dizer : ADEUS !"


Cumpriu-se o que sempre se disse ser para cumprir e agora? Como é que me despeço? Que luto faço? Estupidamente, e mais uma vez, fugi da realidade; imaginei (ou queria tanto acreditar!?) que não vendo, não existia e assim eu não sofria. Engano puro! Não são as almas dos mortos que pairam - penando por aí, algures - quando não alcançam a paz...são as dos vivos que não sabem despedir-se dos seus mortos.









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01/02/07

A coisa está a descambar, olá s'está!

Se o primeiro Referendo teve o efeito de me afastar da militância, seja ela pró que for, este está - quase! - a afastar-me das urnas! A coisa está a começar a feder, mais dum lado que do outro, é certo, mas...estas campanhas - pseudo-informativas e mais a dar para a 'partidarite' - estão a raiar o obsceno ideológico...se eu estivesse com dúvidas por certo não seria com estas campanhas que por aí andam, quase de parte a parte, que ficaria mais elucidada...enfim, eu sei que nunca permiti - nem vou permitir, jamais! - que a minha vida (e a dos que me são próximos) seja orientada por razões, éticas e consciências alheias, mas...há por aí muito boa gente que ainda anda à nora...


Em todo o caso, é claro que dia 11 direi





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29/01/07

Continua a fazer-me muita confusão que um dos argumentos dos defensores do NÂO se fundamente na defesa das suas fortes convicções. Ok, mas...porque raio é q eu tenho de desgraçar a minha vida por causa da defesa das convicções dos outros?
É que, eu, defendendo em última análise o meu direito de decidir da minha vida, segundo as minhas convicções, não pretendo de modo algum obrigar quem quer que seja a fazer um aborto contra a sua vontade e convicção...porque raio tenho eu de ter um filho se não me sentir preparada para tal?


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