23/06/07

Blog com Grelos...

...ai,ai, só um prémio - ok!, ok!, é só uma nomeação, eu sei!!! - para me fazer 'engolir'...grelos!grrrr

...e, só alguém como a Maite, para descobrir o diamante em bruto - que há em mim - por trás do calhau...que eu sou! [eu já avisei, vezes sem conta, que a modéstia não faz parte dos meus vastíssimos atributos!;-)]

Então, seguindo o mote da autora do prémio para:«(...) Mulheres, mães, profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante. Que nos falam da guerra mas também do amor. A escrita no feminino, em toda a net lusófona tem que ser distinguida (...).Marta F. »

...e descontando um certo exagero da cara Maite, no que a mim me toca deste mote, nomeio seguindo o mesmo:

- A quilometros de mim [*]

- little black spot

- Sem Penis, nem Inveja

- Um Amor Atrevido

- Cronicas das horas perdidas


[*1) Não sei se pode; 2) Não tem nada(!) a ver com 'retribuição de gentileza'(!); 3) Não me apetece (nada!) ter de abdicar de nomear e/ou ter de nomear outro que pese menos nos meus hábitos de leitura de blogues]

E...pena não se poder nomear mulheres/escritas inseridas em blogs colectivos, pois aí teria de nomear, inquestionavelmente, a Fernanda Câncio/1-2

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

22/06/07

LINK



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

LINK

«o little black spot convida-vos a conhecer melhor a , que tem um atelier (e uma loja) em crescimento e das suas mãozinhas faz sair coisas como estas. espalhem a notícia. aceitam-se encomendas, peças únicas e personalizadas.»



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

21/06/07

Outro sinal do meu envelhecimentoé olhar para a minha gata e encontrar-lhe mais beleza que em muitos seres humanos que vou encontrando por aí...



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

LINKs



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Não tendo a pretensão de opinar em áreas que me são estranhas e do 'ofício de ensinar' estou completamente a leste...não pretendendo ter os conhecimentos científicos que não tenho...não querendo meter 'foice em seara alheia'...e, principalmente, assumindo não ter lido tudo, mas do que li...entendo importante o trabalho aqui desenvolvido:«(...)Nos dois capítulos seguintes vamos mostrar que os problemas hoje existentes no sistema escolar devem-se à manifesta incorrecção científica e pedagógica dos métodos de ensino de Português e de Matemática, que foram postos em prática naquela altura.(...)»

...tudo isto me faz lembrar uma infinidade de livros que li, levada pela minha actividade nas associações de pais - alguns de autores principalmente americanos, mas muitos da autoria de professores portugueses - sobre educação; ensino; estratégias de ensino relativas a casos específicos como indisciplina; dificuldades de aprendizagem; desmotivação para a aprendizagem; abandono escolar; participação da família na vida escolar; etc., etc., etc., e dou comigo a pensar o que já pensava naquela altura: os problemas estão quase todos teorizados; possíveis soluções/estratégias estão, muitas, documentadas e algumas estudadas, praticadas e com provas dadas, mas...por cá nada parece resultar, nada parece valer a pena e...nada se faz!, para lá das contínuas acusações mútuas; das eternas auto-vitimizações dos professores; das, também, eternas demissões dos pais em exigir um ensino de qualidade, também nas escolas públicas.

Assim sendo, servem para quê, esses livros? E os estudos? E as propostas? E as escolas? E a cultura?

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

20/06/07

"O País está em crise educativa generalizada, resultado das políticas governamentais dos últimos 20 anos..."

Comecei por escrever um comentário, mas alonguei-me tanto que prefiro postar!...

Naturalmente que esta é «A» forma adequada para se enveredar por esta discussão: 1)análise de possíveis causas da situação catastrófica em que se encontra o ensino em Portugal; 2)identificação dos reais responsáveis; 3) possíveis soluções; 4) congregação do esforço de todos os intervenientes e, em especial, de todos os lesados, para que as coisas mudem realmente... para melhor!...e por aí fora...

Assim sendo, naturalmente não são os professores, muito menos os pais e/ou os alunos, os culpados!, são sim - como muito bem diz JC - 'as políticas adoptadas, em especial, nestes últimos 20 anos' e isto toca, não só os governos socialistas, mas também (e muito!) nos dos sociais-democratas...tenhamos bem presente que o caos é de há muito mais tempo que 4 ou 5 anos e pretender deitar as culpas nos pais ou no governo do momento é mera desonestidade intelectual!

Ora, o que se nota nesta discussão - e no meu caso 'conheço-a', como mãe preocupada e encarregada de educação assídua e participativa na vida escolar, +ou- menos desde esses 20 anos (o meu filho mais velho tem, precisamente, 25 anos) - é, por um lado, uma demissão da parte dos professores - em geral! - das suas reais responsabilidades e da parte dos pais uma falta de investimento numa cultura de participação mais activa - isso permitiria exigir qualidade com racionalidade! - mas dos pais classe-média!, porque aos pais que são obrigados, por força das circunstâncias do meio sócio-económico em que vivem, e que orientam o seu 'viver' num círculo vicioso de trabalhar, com a precaridade que nos é conhecida, para sobreviver sustentando-se e sustentando a família nos níveis mínimos e quantos nos níveis abaixo dos mínimos!?!, pouco mais lhes é dado fazer que não seja ouvir as contínuas acusações vindas da escola sem que, em contrapartida, lhes sejam dadas quaisquer ideias de possíveis soluções...isto enquanto não se cansam de ouvir sempre o mesmo e de se sentirem as pessoas mais imprestáveis deste mundo (e sabe-se muito bem o quanto a falha perante os nossos filhos nos leva a sentir os falhados mais falhados deste mundo!), acabando por desistir de continuar a ir à escola sabendo que aquilo que vão ouvir é sempre o mesmo...

Elaborar 'programas de recuperação' onde se inscreve que...

...da parte da família tem de haver:


1)um maior acompanhamento da vida escolar do aluno, verificando-lhe continuamente a assiduidade - quando os pais saiem de casa tantas vezes antes dos filhos, sendo obrigados a deixá-los entregues a si proprios ao longo do dia, por incapacidade para pagarem atl's, ou colégios a partir do 2º ciclo...

2)acompanhamento do estudo, certificando-se que o aluno faz os trabalhos de casa e mantém o material escolar nas devidas condições - quantas vezes nem dinheiro há para comprar os livros, os cadernos e outros materiais pedidos pelos profs!, quantas vezes nem dinheiro há para dar uma alimentação adequada para uma criança!, isto já para não falar da incapacidade cultural, de muitos pais, para ajudarem os filhos nos tais trabalhos de casa...

3)sensibilidade para transmitir as noções adequadas de comportamento dentro duma sala de aula por forma a impedir comportamentos indisciplinados - esta é a forma soft para dizerem aos pais: 'eduquem os vossos filhos, porra!', mas que na realidade pretendia muito mais dizer isto: 'e, de caminho, inventem uma poção mágica que substitua um professor que não sabe impôr disciplina num espaço que é seu!'...

...e à escola compete:

1) Elaborar programas de recuperação - que, de todos os que vi para diferentes alunos, eram sensivelmente iguais;
2) Organizar aulas de compensação para os alunos interessados - que dada a falta de profs e pessoal auxiliar tem de se reduzir ao mínimo e, mesmo assim, ficam dependentes da boa vontade dos profs q, muito bonzinhos, se disponibilizam para tal...
3) Alertar os E.E. para as faltas dadas e/ou tpc's não efectuados e/ou comportamentos menos correctos esperando, de imediato, uma resposta - estes alertas verificam-se, na grande maioria dos casos, com cartas enviadas no final de cada periodo!
4) Encaminhar o aluno para o gabinete de Psicologia da escola - mas depois o psicólogo que está atribuido pr'ai a mais 3 ou 4 escolas acaba por ver o aluno uma vez num ano...isto se o aluno não tiver conseguido escapar-se sem que ninguém dê por nada, ficando o E.E. sem saber sequer se ele foi, quanto mais de quaisquer resultados!

E no final disto tudo 'exige-se' que o E.E. assine tal 'programa' comprometendo-se, assim, na recuperação do seu educando...e se o aluno não recupera não será porque:
1)as aulas de recuperação nunca chegaram a existir, pelo menos no número que estava programado e menos ainda com a qualidade que se esperaria para obter resultados - mas disso ninguém é responsável...na escola!, a culpa é do ministério que não 'deu' profs!
2)ou porque os E.E. não foram alertados atempadamente dos problemas com faltas e/ou tpc's e/ou comportamento, claro que sem culpa da escola! - isso é culpa do ministério que não 'dá' profs e os que existem já muito se esfalfam!...
3) muito menos da falta do possível apoio do Psicólogo - mas isso também não é culpa da escola já que tem lá um Psicólogo mas ainda ninguém percebeu para quê!?!

Depois disto tudo é claro - claríssimo! - que um aluno não tem a sua recuperação dependente deste programa...se assim fosse estava bem tramado! Resultado? Os pais que podem desdobram-se em deslocações à escola reduzindo, tantas vezes, o magro rendimento familiar- e é claro que esta 'coisas' tocam sempre às mães - pagam explicações a pseudo-profs que mais não fazem que tomar conta, porque ensinar convenhamos seria tarefa dos professores. E os que não podem acabam a engrossar os futuros contingentes que alimentam os números vergonhosos do abandono escolar em Portugal! Ah!, mas ao que parece tendo sido esta 'coisa' dos 'programas de recuperação' uma invenção dum qualquer governo e a que estavam obrigadas, por lei, as escolas veio outro governo e pufff!, acabou com a lei pelo que actualmente já só por muito boa vontade das escolas e dos profs é que se fazem 'programas de recuperação'. Também...para fazerem o que faziam bem se podem poupar...a eles, aos putos e a nós, pais!, sempre se pouparam umas quantas munições desta guerra absurda e estúpida entre família e escola...

Ora, há nisto tudo uma coisa que não é inteiramente verdade: quando dizemos que a culpa não é dos professores e/ou dos pais...estamos errados, todos nós! É culpa nossa, sim!, porque as políticas são implementadas por políticos que acedem ao poder com o nosso voto! Somos nós que os colocamos lá e não sei se a ignorância que permite que se vote manipulados por propagandas financiadas pelo poder económico - que é quem, afinal, nos governa! - e a quem não interessa, mesmo nada!, um povo culto, nos inocenta!?! E é aqui que eu continuo a atribuir uma quota parte maior de culpa...aos professores! Como grupo de cidadãos mais e melhor informados, com mais acesso à cultura, com mais capacidade reinvindicativa, nada têm feito, de fundo, para atacar as políticas desastrosas e culturalmente criminosas que se têm praticado neste país! E convém não esquecer que, por trás de muitas medidas e experiências levadas a efeito, têm estado professores a assessorar os tais políticos...

Agora, importantes são estes contributos. Assim exista capacidade de mobilização para os levar à pratica...

18/06/07

Esta questão da objecção de consciência, no caso dos médicos face ao aborto (1 / 2), faz-me lembrar a trabalheira do caraças que era para alguém declarar-se objector de consciência face ao serviço militar obrigatório. Ah pois, mas...que alguém se assuma perentoriamente contra a possibilidade de pegar numa arma, ou mesmo dum outro modo participar uma acção de guerra, não é bem a mesma coisa...inviabilizar a possibilidade a uma promessa de vida é bem mais importante que destruir vidas aos milhares, ou mesmo às centenas, ou às dezenas, ou mesmo só uma!Claro, eles - os doutrinadores da vida alheia - é que a sabem toda!

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O circo continua...

«(...)
Se há coisa que verdadeiramente me enoja é a desonestidade renitente e a sistemática má fé na interpretação das posições dos outros e na proclamação de ‘verdades’. Escrevam o que quiserem, o país é livre (por mais que agora se queira fazer crer que voltou a ditadura). Mas não reescrevam o que eu escrevo. Esse é, exactamente, o fulcro do estalinismo, como o de todos os totalitarismos: anular o que o outro é, faz e diz, inventando-lhe uma história à medida das necessidades da ideologia e do ‘bem’. Se não se importam, essa é uma abjecção a que eu objecto. Em tranquilíssima consciência.»
Fernanda Câncio in

Curioso...porque será que os objectores de consciência, neste caso, estão (ou o são!?) apenas no sector público??? Pois...'tá-se mesmo a ver uma clínica privada a admitir um médico...objector! Ou um médico objector a abdicar de exercer no privado!Ah pois...'tá-se mesmo a ver!!!

De todo o post da f. citei apenas o último parágrafo porque, o mesmo, se aplica a uma série de situações/questões/pseudo-discussões que se vão desenrolando, por essa blogosfera fora, mas que nunca levam a nada...porque aqueles que se permitem opinar e sentenciar sobre 'o mal dos outros', sem nunca lhes conhecer/sentir os efeitos, usam e abusam da desonestidade a todos os níveis para tentarem fazer passar as suas ideias feitas de basófia e moralismos bacocos.

Eu, sinceramente, cada vez menos me apetece argumentar com idiotas e demagogos. Gabo-lhe a pachorra, f.

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17/06/07

Para os que se acham imbuídos duma missão moralizadora e/ou de educadores do povinho, quando escrevem num blog...convinha olharem menos para o próprio umbigo e mais para a realidade...um blog é isto...


Da Literatura: DOMINGO«(...)Hoje, os blogues são os cafés que não há. Sem querer melindrar os que têm em alta conta a sua missão, tenho para mim que escrever num blogue é(...)Nos blogues não. A espiral do ressentimento não conhece regras que não sejam as da autofagia. É pena.»

14/06/07

Depois eu é que estou louca...pois...

Para os que insistem - à força e em força! - em fazer crer que o mal de todos os males da (des)educação geral do nosso Portugal(zinho) é culpa, única e exclusiva, dos ineptos pais e encarregados de educação, aqui fica um entre variadíssimos cenários do mesmo tipo...nada ficcionado!


...algures numa escola de 2º ciclo, ali prós lados da 'área da grande Lisboa'...
  • E.E. recebe (hoje!) carta - em correio azul! - da escola do seu educando convocando para uma reunião com a D.T.+Cons. Executivo. Alarmada, por tal 'comissão de recepção', pergunta ao puto que raio fez na escola para tal convocação. O puto responde que hoje(!) foi o último dia de aulas e que...'chumbou' com...não sei quantas negativas;
  • E.E. pede ajuda a familiar próximo que larga o trabalho a kilometros de distância e lá vão rumo à escola;
  • São recebidos pela DT(!) que informa ter o aluno uma série de faltas que precisam ser justificadas.

-... 'mas o aluno não está 'chumbado'???
-...sim, mas eu preciso que estas faltas sejam justificadas...
-...mas e só agora é que informam o E.E.?
-...pois, sim...mas eu não posso andar sempre a enviar cartas...
-...mas se o aluno está 'chumbado' para que são precisas as justificações das faltas?
-...pois, realmente...assim sendo não é preciso, não...


Se isto não é uma cena completamente estúpida e surreal eu vou ali e já venho! Oh c'um caraças...que merda vem a ser uma coisa destas? Que raio de inteligência é esta que convoca para uma reunião, sem referir o assunto, via correio azul - se calhar porque o assunto é completamente estúpido, tendo em conta que o aluno não transitou de ano e as aulas acabaram! - quando a escola (e em especial a DT!) sabe, pelas diversas deslocações já levadas a cabo ao longo dos dois anos lectivos transactos, que o E.E. em causa é a bisavó do puto - a pessoa que detem o poder paternal, por se tratar de criança cujos pais já faleceram, circunstância (entre outras) que motivaria um acompanhamento ao aluno a diversos níveis e que não é prestado por...falta de meios!?! - e quando, ainda por cima, não informaram atempadamente que as referidas faltas haviam sido dadas, ou seja no decorrer do período, em vez de ser no último dia de aulas!?!


Não faço ideia do número de faltas dadas e, uma vez que se chegou à conclusão que, em face da não-transição, eram descabidas as justificações, presumo que não deviam ser em número significativo, caso em que aí, sim, implicaria uma certa responsabilidade da DT e da escola em procurar justificar essas faltas...sob pena de, em determinadas circunstâncias, ter de ser enviado processo para a respectiva Comissão de Menores (CPCJ) e isso, porra, era cá uma trabalheira do caraças! Ou seja: bardamerda para os interesses da criança, importante é não ter de ficar com mais uma 'borucraticezinha' entre mãos!


E que não se venha com a treta de que é 'um caso isolado'. É...uma ova! Conheço e tenho ouvido falar de muitos do género, quase tantos quantos os alunos problemáticos, indisciplinados, e etc.



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11/06/07

O Rui Tavares deve ser uma pessoa muitooooo tolerante...

...mas, eu que até nem o sou, não acho que o assunto tenha ficado encerrado e se ficou, ficou mal!

A 'estória' conta-se em três tempos:
  • O Rui Tavares detectou, ao que parece por lhe terem chamado a atenção para tal, que havia sido plagiado no Notícias de Viseu...
  • O Notícias de Viseu, após um post do RuiTavares, ao que parece, envia-lhe uma mensagem - via mail, presumo - com pedido de desculpas, mas...no jornal - online - tudo continua na mesma...
  • «Opinião:O ideal universitário
    Há qualquer coisa no ideal universitário que o torna difícil de explicar, apesar de ser tão simples. O ideal universitário são as ideias. Ideias sobre como são as coisas, sobre como funcionam, sobre como deveriam funcionar, ideias sobre ideias. Algumas dessas ideias são conhecimento, outras são comentário, outras criatividade, a maior parte delas um pouco disso tudo.(...)A. Amaral 02-Mai-2007»
Afinal de contas de que servem os pedidos de desculpas se o mal não foi corrigido? E, afinal, nem sequer era o primeiro plágio! É claro que tudo isto nada me diz directamente respeito, mas...se o assunto foi tornado público e colocado online, o desfecho nestes termos - bacocos e pouco mais honestos que o acto de plagiar descaradamente - afecta-me como leitora em geral. O plágio não afecta apenas os autores, mas também os leitores que assim são tratados como idiotas!
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10/06/07

Alguns sons que me ajudam a reconciliar com a Humanidade...


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Atente-se, ou...um dia destes, do Homem diremos nada!

«(...)De certa forma, a História e a Memória ajudam a criar um modelo de cidadão indesejável nos tempos que correm, porque será necessariamente, pelo menos em parte, um Homem Velho por ter dentro de si o conhecimento, mesmo que parcelar e parcial, do passado. E os novos tempos querem um Homem Novo, o mais vazio possível para que seja possível impregná-lo com tudo aquilo que a propaganda de hoje quer fazer passar como sendo os valores essenciais da modernidade tecnológica, mas que mais não é do que a redução dos indivíduos a autómatos.
É Richard Sennett (A Cultura do Novo Capitalismo, 2007, pp 14-15) que escreve que nas condições instáveis e fragmentárias em que vivemos só um determinado tipo de ser humano está em condições prosperar e que um dos desafios a que deve responder é o da «renúncia», que se traduz numa «forma de desprender do passado».

O Homem Velho terá sempre a capacidade de fazer comparações e, nessa operação, aperceber-se da pequenez das figuras que hoje parecem agigantar-se apenas pela sombra que projectam devido aos holofotes que lhes colocaram por trás.
O Homem Novo tenderá sempre para ser crédulo e aceitar o que lhe é dado, porque nada tem de seu e tudo recebe de forma acrítica. O traço de personalidade típico do consumidor ávido de novidades, que «deixa de lado bens antigos, mesmo quando são perfeitamente utilizáveis» (Sennett).

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Uma discussão muito interessante, onde cheguei via Insónia...

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«De modo que entre as duas partes em que o ser se divide,
tem de existir um sistema infindável de fés recíprocas,
infindável como as imagens de um espelho reflectidas noutro espelho.»

Gonzalo Torriente Ballester, Don Juan

publicado por vbm
["(Agora, em fóruns, ando no Ex-Citador, onde me detestam ou ignoram, lol.)"...é sempre assim, meu caro, sempre assim;-)...nos tempos que correm, mais importante é o parecer que o ser...logo, ignore-se e/ou 'odeie-se' quem tem algo para dizer...]

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Dos saudosos tempos dum 'famoso' chat ou fórum(???)...quando ainda havia alguma consistência entre o parecer e o ser...

A UM BURRO CIBERNÉTICO
DA COSTA DA CAPARICA
QUE RESPONDE AO NOME
DE TOTAKI TOTAPOLOS


Ele há coisas que acontecem
Que deixam um homem pasmado
Agora até aparecem
Burros em frente ao teclado

Rapazes isto promete
Já ouvi aqui um zurro
Um asno na internet
Não passa dum ciberburro

As árvores genealógicas
De burros faço-as também
“Totó” da parte do pai
“Polos” é mister da mãe

A mãe está desculpada
Nunca me fez mal nenhum
É que uma besta quadrada
Pode parir qualquer um

Isto aqui não há marosca
É como digo maralha
Este burro está com a mosca
Ou então cheira-lhe a palha

Não te vás que é uma perda
És uma besta esforçada
Deve ser de carregar m...
Da Costa ao centro de Almada

1997-02-17
Aníbal Raposo




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Parafraseando já não sei quem...

...hoje sinto-me assim:
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Uma natural sequência para os meus últimos posts...

«é o fim da blogosfera as i know it and i feel fine
(...)mas não foi isso. nem férias: não estive de férias.não me tem apetecido. até dei umas voltinhas na blogada e vi umas coisas daquelas que normalmente me poriam a rosnar tipo mutley mas limitei-me a suspirar de enfado.
(...)
Terça-feira, Junho 5, f.»

***
«sem titulo, sobre lap top
uma vez instalado o silêncio, o silêncio instala-se. nada do que surge parece urgente. nada do que se pensa dizer parece suficiente. nada vale o fim do silêncio. e, no entanto, ao fim de algum tempo, qualquer coisa serve. até falar sobre o silêncio para acabar com o silêncio.
Sexta-feira, Junho 1, f.»

...curioso!?!, porque será que apesar da apregoada filha_da_putice das gajas é nestas que menos (ou raramente) se evidenciam as orgias egocêntricas???

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Com um agradecimento especial ao Luís...

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Ele há egos tão inflamados...

...mas tão inflamados!...que transformam qualquer escrita, passível de ser interessante, numa coisa intragável cuja reacção ameaça transformar-se em... vómito!

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08/06/07

Nós e o outro (I)

Uma das desvantagens do envelhecer é que tudo começa a parecer-nos demasiado visto, demasiado conhecido, demasiado previsível. Quem diz tudo diz todos, toda a gente. Já (quase) nada nos surpreende, (quase) ninguém revela merecer o esforço do conhecimento e o encanto, o frenesim, da descoberta do outro começa a revelar-se uma aventura destituída de prazer, tal o cortejo de lugares comuns, de faz-de-conta, de máscaras, de imposições dum imaginário vazio e destituído de qualquer tipo de emoções e/ou afectos. Ainda o outro vem pra cá e já se lhe adivinha o pra lá...ainda a 'promessa' vem no ar e já se adivinha o desencanto... Enfim, envelhecer é perceber que (infelizmente!) já quase não nos enganamos e perceber, também, o quanto isso - agora! - nos é fatal. Ter razão, porque se aprendeu a ler os mecanismos antes mesmo deles se desenharem, é uma vitória demasiado amarga que a vida nos concede. Ou uma partida demasiado cruel.

No meio de todos estes ganhos-e-perdas da vida há uma coisa de suprema importância e que muito nos diz da nossa relação com o outro: o riso! A capacidade de rirmos com o outro marca a relação com laços bem mais inquebráveis que muitos outros tipos de partilha. Porque rir é difícil e fazer rir ainda mais. Encontrar alguém que nos faz rir, rir expontaneamente e sem um propósito definito de antemão, é um 'dom' que só a poucos é dado saborear. Encontrar alguém que nos faz rir, quando tudo nos levaria ao choro, é uma dádiva só permitida às 'almas gémeas' e, por isso mesmo, ninguém entende a razão daquele riso...

E perder alguém que nos facultáva o riso solto é perder uma parte da vida que, teimosamente, iremos tentar recrear num qualquer outro que se nos depare, daí para a frente, numa recusa perversa de enfrentar a verdade: o eterno retorno é uma farsa que nos vendemos numa vã esperança de eternidade! O que perdermos, nesta vida, nunca mais o recuperaremos!

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07/06/07

Dando uma de nostálgica, com as estas 'pérolas de antiguidade', à conta do

"avatares de um desejo"


Nem mais!

7.6.07

BLOGOFRÉNICOS
Os bloggers que teorizam sobre a blogolândia como se a conhecessem. Lêem sempre os mesmos blogs, conhecem-se todos uns aos outros – directa ou indirectamente -, citam-se, linkam-se, encontram-se, para depois criticarem a blogolândia como se ela fosse o que eles são. Há algo de esquizofrénico nesta atitude de olhar para o mundo como se o mundo mais não fosse do que a esfera em torno da qual circula a nossa luz. A crise que vêem não é outra senão o estado crítico em que vivem.
posted by hmbf




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05/06/07

'Qu’il est doux de ne rien "dire" quand il s’apparente au dire...'

[Um dia, com muita paciência e alguma ajuda, tentarei trazer aqui a tradução deste belíssimo texto...um dia...]
[A.AKHMATOVA]
Repentirs?

Comment l’exprimer? Le silence est l’instant d’après comme on dirais que "la parole est une aile du silence". Aujourd’hui, je dirais à propos de lui qu’il est comme une subtile concrétion que l’eau a désertée depuis longtemps, et que le vent éparpille aux alentours sous forme des minuscules grains de sable. Le silence est le résidu de ce passage, la demeure de ce qui n’est plus, le définitif.
Renoncer à la parole n’est pas, quelque chose que l’on choisi, mais qui s’impose par la force des choses. Une absence très visuelle en somme... peut-être le contraire d’un être au monde, bavardage ou l’on se souviens encore des mots et de leur place dans le monde des vivants; silences, surabondance de non dits, grand vacarme de la conscience, ou le commencement d’une paresse ensommeillée? Qu’il est doux de ne rien "dire" quand il s’apparente au dire...
Vingt quatre heures sur vingt quatre le monde est désormais un torrent qu’il importe de tenir à distance. C’est exactement ce que je n’arrive pas à faire.

Curieux comme les choses vous viennent à l’esprit : Comme si elles provenaient de quelque région que malgré un sommaire état de veille, l’on voudrait maintenir (et pour des raisons obscures), hors sujet, Kafka dans son journal parle de "point quelconque situé vers le milieu".
Il est de ces lieux qui ne sont pas à proprement parler des lieux géographiques et qui relèvent d’une géométrie intime toute particulière, F.Pessoa aurait sans doute parlé d’une grande périphérie au tour d’un improbable centre ou de quelque chose de ce genre. Pour sur l’on pourrait tenir que ce lieu porte en lui quelque chose de diffus se définissant de l’intérieur : ce point d’équilibre est le point absent.

À l’âge du Web et des mobiles en tout genre, alors que la planète avec ses neuf milliards d’individus n’a jamais été aussi peuplée, jamais la distance entre les hommes n’a paru aussi grande ce qui la rend au demeurant encore plus exiguë. Question, à quelle distance raisonnable doit se tenir l’individu de ses semblables pour ne point en souffrir d’une trop grande proximité ? (de l’autre ou des autres)? Il est vrai que certaines distances se mesurent moins selon des critères métriques qu’en termes de marge de tolérance...Peut-être qu’une savante théorie scientifique quantifiera un jour les limites possibles en termes de contiguïté physique…On n'est pas sorti de l’auberge.

posted by ab at
5/16/2007


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31/05/07

A Luna que me desculpe, mas desta vez vou cop&pastar tudo!

What's wrong with romance?
Não sei o que se passa com os homens de hoje em dia, que após anos e anos de tampas, talvez se tenham cansado das tentativas falhadas e tenham desistido de se dar ao trabalho. Do que falo? Do bom e velho flirt, das conversas insinuantes, todo aquele ritual de sedução, trocado por miúdos por "bater o couro". A julgar pelos últimos tempos - 3 vezes em 2 semanas - chego à conclusão de que a sedução saiu de moda e o couro à moda antiga passou à história. O que está a dar mesmo é passado dez minutos de conversa banal, sem qualquer clima ou sinais de interesse por parte da rapariga, perguntar logo directamente se quer ir para a cama com ele. E está mal, meus caros, está mal, porque não havendo ainda atracção - e deus sabe quanto uma boa conversa a pode suscitar, muito mais que a aparência física, pelo menos para as mulheres -, qualquer hipótese de sexo que pudesse existir com uma cantiga do bandido bem cantada deixa de existir após a pergunta. Uma mulher gosta de se sentir especial, mesmo para um one night stand, gosta de sentir que foi escolhida por outras razões que o mero acaso e grande vontade de ter sexo, e quando a pergunta é feita directamente, antes ainda de um simples beijo, soa-lhe a desespero e queca grátis, e ninguém quer ser a queca grátis. De modo que meus amigos, sugiro que se esforcem um pouco mais, envolvam, seduzam, e se dêem ao trabalho por favor, ou haverá uma grande probabilidade de obterem como resposta que o bar de alterne é na rua de cima.
Luna, 15:54

Curiosa esta reflexão. Curiosa vinda duma jovem. Viesse ela duma cota, como eu, e era uma 'coisa de cota', mesmo. Sempre que refiro esta questão a mesma é 'lida', pelos jovens, como sendo um saudosismo da minha parte, um reflectir qualquer coisa do género 'no meu tempo...'. Ora, pelos visto...não é! Contrariamente ao que alguns comentadores da Luna referem, penso que ela também não defende o paleio da treta para fazer fita, para desempenho do papel de difícil, apenas nos referimos a conversar pela conversa e não para preparar caminho para o que já está em mente desde o iníco. A diferença abissal é que, nuns casos 'conversa-se' para se dar música - mas a ideia de sexo imediato está sempre presente! - nos outros casos a conversa flui de tal modo que o click acaba por se dar no meio da conversa - surge assim, do aparente nada, como todos os clicks que se prezam - mas sem que o objectivo subjacente seja esse mesmo e pode até nem acontecer...na primeira vez, ou na segunda, ou..., ou..., sem que alguém se sinta defraudado, exactamente, porque as coisas fluem naturalmente, sem grandes planos 'cinematográficos'...Já me sinto menos cota!:=»

No entanto, também me parece real que algumas (muitas!) mulheres - convencidas que isso é o maior sinal de modernismo e/ou ser 'uma gaja desinibida' - desataram nessa guerra do sexo desenfreado, como que numa corrida para ver quem chega primeiro: os gajos, ou as gajas... Lamentavelmente, parece que isso não as deixa muito felizes, consigo próprias e/ou com eles, pelo que me é dado ouvir-lhes depois. Por outro lado, nada me choca que homens e mulheres partam para uma de sexo pelo sexo, assim sem mais conversas...se for essa a opção clara dos dois e em simultâneo, claro! Felizmente que o mundo não dorme todo para o mesmo lado e não andamos todos de amarelo!;-)

30/05/07

ab disse...
«Lorsque je viens au Portugal ce que m’étonne c’est la quasi absence de vie sociale et culturelle en dehors des rapports purement professionnels. Le tissu associatif, discontinu et très faible, est extrêmement spécialisé, heureusement que les gens se rencontrent encore au café du coin qui est le seul lieu de convivialité qui subsiste. Je me pose souvent la question ; ou se rencontrant les gens en dehors du milieu familial ? Dans cercles restreints d’ordre privé ? Ou ?
(...)
Les seuls temples ou les Portugais semblent goûter à quelque chose qui pourrait ressembler à une certaine communion sociale, sont les grands centres commerciaux ouverts, 7/7 où ils consomment à tout va.
(...)
On y sent une grande solitude. Les gens sont devenus allergiques entre eux, et se supportent mal, et surtout pas la contradiction.
(...)
Le texte qui a fait l’objet de notre discussion plus haut est révélateur de la violence et de la méchanceté entre les gens, une méchanceté d’autan plus irresponsable qu'elle est teintée infantilisme. »
[o bold é meu]



Desculpa lá, mas...quais cafés da esquina? Já não os há, meu caro! Mas também se perdeu esse hábito, de ir beber o cafézinho no pós jantarinho e trocar uns dedos de conversa com gente de carne e osso, muito à conta da net, refira-se, e por mim falo. E já nem falo nas tertúlias...tal como nem vale a pena perguntar pelo convívio famíliar. A família alargada há muito que se foi e a nuclear vai pelo mesmo caminho. Talvez daqui a uns anos mais (décadas?) se comecem a juntar 'os meus_os teus_e os nossos' e, assim, se retome o alargamento da família e se obrigue os arquitectos, ou os 'projectistas das cidades', a construir o espaço social virado para o grupo e não para o indivíduo.


Quanto à vida social e cultural...eu, aqui, separava as águas. Vida social, num certo nível económico, até há nas grandes cidades, pelo menos, mas...a que se chama vida social? Noitadas a abanar o capacete e a beber, entre gente mais ou menos desconhecida, no meio de música em altos berros - quanto mais altos, os berros, menos as pessoas precisam dizer alguma coisa e, assim, evidenciar a pobreza da conversação - ou umas saídas pseudo-culturais (e foi por causa deste pseudo que separei as águas!) para um teatro, ou um espectáculo musical - exposições, concertos de música clássica, ópera ou bailado, já é mais raro, muito mais raro - que mais parecem o passeio das vaidades, pela ostentação...da presença, das fatiotas, dos conhecimentos n(d)o jet-set e pouco, ou nada, retiram da soiré. Disto sobra muito pouco e até umas apresentações literárias, uns encontros temáticos, umas 'palestras', uns 'seminários', acabam num afagar de egos que até enjoa quem não pertence ao meio, tal a incapacidade para disfarçar desejos exteriores à cultura própriamente dita.


E quanto aos templos dos tempos modernos - os centros comerciais - li, pr'ai algures, qualquer coisa que dizia serem, mais que espaços de consumo desenfreado - até porque já estamos tanto de tanga que pouco mais resta para 'creditar' - são, cada vez mais, espaços onde as gentes se encontram umas com as outras sem a obrigatoriedade de se suportarem, ou seja: fingem que fintam a solidão no simples cruzar de caminhos sem nunca se tocarem.


Como não desenvolver essa alergia, uns aos outros, e esse 'ódio' ao outro alargado a quase toda a humanidade ressalvando, apenas, uns quantos próximos, demasiado próximos para possibilitar a expressão do 'ódio' face-to-face, mais uma 'área' que a net facilitou aos egocêntricos...?!?

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Nem de propósito!;-)

in Deus me livre!



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

29/05/07

As ideias e as pessoas

A grande pecha da discussão bloguista continua a ser o facto de se preferir recorrer aos ataques pessoais, ao invés de se discutir ideias. Nestes moldes raras são as discussões que não descambam em pretensas ofensas - conseguidas ou não, mas isso depende muito mais de quem se deixa ofender do que de quem o pretende fazer - como se o objectivo não fosse o desconstruir 'ideias feitas' para delas sair uma qualquer luz e não o simples derrube do opositor.
Como dizia um amigo meu que espero tenha encontrado a paz que este mundo nos nega: os inteligentes discutem ideias, os simples pessoas! Paz à tua alma...

«Dans le face-à-face avec l'autre
-infiniment autre - qui engage
ma responsabilité avant tout contrat,
il faut que l'élément
de la justice, de la compassion,
de la raison intervienne, pour que
ce face-à-face ne soit pas violent »

Jacques Derrida


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Eu, para lá de suburbana e etc., parola e avantesma me confesso!, mas...

...não me revejo na 'lógica dos argumentos ali aduzidos'. E, nem sequer subjectivamente, me solidarizo com acções de perseguição, no emprego ou noutro lado qualquer! É claro que, mesmo não usando chapéu, o enfiei de imediato, com todo o gosto! Quanto à estética, ao contrário do que se diz, não é para confundir os parolos, mas sim para disfarçar a desonestidade intelectual dos raciocínios primários e machistas...afinal de contas, ninguém é perfeito, né?!!?, pois...:=»


28/05/07

Desculpa lá, oh Cristina!!!

Inicialmente tinha escrito este texto na caixa de comentários, mas...a minha indignação foi crescendo e resolvi mesmo 'plantá-lo' aqui!


Oh Cris, desculpa lá!...que tenha de ser um homem a tentar fazer-te ver o quanto de machismo existe naquela crítica é, deveras, triste...no mínimo!, mas...depois não gostas que eu te diga isto...desculpa-se pela tua pouca experiência de vida no mundo dos machos, em especial o mundo profissional...em todo caso, isso só vem dar razão àquele lugar comum que diz 'que não há pior inimigo do bicho mulher...que outra mulher!', triste, mas real...

Que a senhora tenha tido um comportamento criticável (na sua actividade profissional!), ninguém o duvida, mas...ainda não vi ninguém - menos ainda o Macro! - a atirar-se ao chibo do pseudo-amigo que chibou junto da senhora...

Depois, o que eu referia como machismo é o ser preciso(?) referenciar-se todas aquelas actividades (supostamente) femininas - para os machistas, claro! - para dar ênfase à situação em si...não me parece que achincalhar a condição de mulher, mãe, esposa, dona de casa, em termos grotescos e sarcasticamente ridicularizantes, tenha qualquer tipo de validade na crítica que a atitude dela - como profissional! - deva ter de todos nós.

É, exactamente, o mesmo tipo de crítica que tem sido feita - no Macro , por ex - a Helena Roseta...e que é tão comum junto da falange machista...que tu não vejas isso, talvez seja natural...que eu me cale, já é outra coisa muito diferente!

E eu gostava de te ver, um dia, ser criticada, na tua actividade profissional, com uma qualquer frase do tipo desta:«Aposto também que coze as cuequinhas e as meias ao marido e zela pelo lar e décor da casa» e depois me dirás se achas isso justo, justificável e natural entre pessoas inteligentes, equilibradas e sensatas...aquela sensatez que tu tanto prezas e me criticas a ausência na discussão sobre os professores!


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A mania que os homens têm...

...como se, para criticar a (in)competência profissional duma mulher, fosse necessário recorrer a coisas que nada têm a ver com o desempenho a esse nível...como se a um homem, na mesma situação, lhe fossem apontar o tamanho do pirilau, ou aquilatar das suas capacidades na cama...machismos, é o que é!

Macroscopio: O escarro da democracia, como diria Garcia Pereira - o advogado capitalista (dos pobres)

27/05/07

A malta não liga, mas...'eles andam aí';-)

...atentem nesta reflexão!

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Almada da minha memória...

Já nem sei como fui dar a este blog. [a foto foi picada de lá]

Depois duma vista de olhos fiquei estarrecida com esta notícia, caraças!, como é que me perdi dos lugares da minha infância e, principalmente, da juventude?! A Praça do Repuxo e, essencialmente, o café Repuxo (com os inesquecíveis Garibaldis, desgraça das minhas eternas dietas), foram ponto de encontro de muitas escapadelas escolares. Continuando, ainda por alguns anos, a ser ponto de paragem diária fruto da localização do meu primeiro emprego. Foi, também, onde conheci a paixão da minha vida, último grande acontecimento a marcar a minha vida naquelas paragens.
Depois segue-se a vida e as mudanças (de emprego e morada) e o afastamento para o concelho do Seixal, não tão distante assim, mas inconciliável com o desvio para outras paragens - na outra margem, aquela oposta ao deserto!:=» - fez com que, ao ler esta notícia/este blog, tenha percebido que há anos não vou a Almada e menos ainda para a zona do Repuxo!
Preciso ir, urgentemente, a Almada!



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25/05/07

Vamos lá a ver: o homem até tem razão, porra! Não há hospitais, não há escolas, não há hóteis, não há comércio...alguém duvida disto??? O homem tem razão, porra! É claro que o homem só se enganou numa coisa, no princípio e no fim, ao referir-se à ausência também das pessoas, das gentes, coisa de pouca ou nenhuma importância, ora essa!, mas...se calhar até nisso tem razão: camelos como nós somos, por lhes andarmos a encher as panças, é claro que isto - a margem sul - só podia ser mesmo um deserto, indigno duma qualquer obra de tão brilhante desgoverno! É claro que estas ausências não são exclusivas da margem sul já que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, mas...a malta da margem sul dispensa bem o raio do aeroporto!

E já agora, ó s'ô ministro!...que tal mandar a merda da Ota às urtigas e vir pr'a margem sul criar o oásis???...com hospitais, mais escolas (superiores, por exemplo, que das outras nem nos queixamos muito), hóteis, fábricas, comércio e, já agora se não é pedir muito...equipamentos desportivos, teatros, museus, espaços verdes...ó c'um caraças, pró_c'uma pessoa está guardada depois de velha, porra!


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22/05/07

E ainda...



Esta afirmação levanta-me algumas questões a que ainda nenhum professor me deu resposta. Mas repare-se, antes, no pormenor: 'no meu caso'!:=» Elucidativo e gerador duma das minhas perguntas*:

- Como é que 'alguém mal educado' acata uma chamada de atenção mostrando-se, mesmo, cooperante? Onde é que está aqui a má educação? Quanto tempo demora a educar um ser humano? (Tendo em conta a forma como, por exemplo, a maior parte dos condutores deste país se comportam, acho que a vida inteira!)

- *Como é que alguns alunos, considerados profundamente indisciplinados com alguns professores, se mostram cooperantes, delicados e respeitadores das normas da sala de aula, evidenciando até melhor aproveitamento, com outros? O mérito e o desmérito é de quem? Os alunos são os mesmos, só mudam os professores!

- Como é que algumas escolas conseguem melhores resultados, quer a nível de disciplina, quer do aproveitamento curricular, funcionando em meios de menores recursos económicos e com as mesmas, ou mais ainda, carências impostas pelos governos pouco vocacionados para promover cultura?

- Como é que alguns professores exercem a sua actividade sem darem em doidos (como parece que andam quase todos), gostando do que fazem e mostrando-se sempre empenhados em novos projectos independentemente dos apoios, ou falta deles, sentido-se gratificados quando conseguem ver miúdos que, à partida estavam considerados como perdidos, atingir níveis que, aparentemente, lhes estavam vedados?

Os professores não são todos incompetentes, desinteressados e inqualificados para a actividade que exercem? Pois não! Também era melhor! Como em todas as profissões há bons e maus profissionais, mas...não conheço mais nenhuma profissão onde os profissionais atribuem a culpa de todas as suas falhas aos 'beneficiários' da sua actividade! Como se o médico que deixa morrer o doente o culpasse por ter morrido!



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Resumindo...

Amok-A memória perdida«(...)Quem melhor que os professores - porque melhor preparados - para fazer a mudança? O que é que fizeram em trinta anos de democracia??? Merda, só merda! Com os maus exemplos que deram aos nossos filhos, nas escolas.(...)»

Ao que parece o que escrevi (no post linkado em cima) foi considerado extremamente ofensivo...para quem me 'inspirou' e, genericamente, para os professores!?! Fui grosseira, mal educada, no mínimo deselegante, mas...alguém pode manter a elegância, a calma, quando está em causa o futuro dos nossos filhos??? Contrariamente ao habitual, no discurso dos professores, não costumo (e não gosto de) generalizar, neste ou noutro assunto qualquer, mas se sistematicamente, desde há 20 anos, aturo a prepotência de professores incompetentes a atirar para cima dos pais/encarregados de educação todas as culpas do estado caótico em que se encontra a disciplina nas escolas porque diabo não posso, eu também, generalizar como eles o fazem? Ou isto: «(...)Há coisas que se aprendem com os pais ou com quem tutela as crianças. Que oficialmente os pais não queiram passar mais tempo com os seus filhos não me surpreende. Há anos que é notória esta falta de interesse dos pais pelos seus filhos. Educar dá muito trabalho, exige disciplina, perseverança, altruísmo e generosidade nos sentimentos, pressupõe diálogo, compreensão e respeito. Que os pais não queiram passar mais tempo com os seus filhos não me surpreende, entristece-me e faz-me questionar porque querem filhos afinal.» é o quê???? Não é generalizar? Está ali escrito, de alguma forma sub-reptícia, o termo 'alguns pais'???? Porque podem os professores ofender todos os pais, achincalhar as suas debilidades sócio-culturais e económicas em questões que mexem mais com as emoções, os afectos, os sentimentos do que propriamente com a razão?!? Parecem esquecer, os que já foram os detentores do saber geral - hoje até isso se perdeu na sua quase totalidade - que ninguém tira cursos para ser pai e mãe e que, muitas vezes, são os afectos que toldam a razão no que diz respeito à educação. Quantos de nós, receptores duma educação esmeradíssima, nos sentimos defraudados pelos afectos perdidos na nossa infância? Quantos de nós sente que, tendo ganho em conhecimento, perdeu em recursos emocionais que, ausentes, nos dificultam as relações interpessoais? Conciliar disciplina com afectos e com a bandalheira que se vive nas escolas é dose de leão para qualquer pai ou mãe que se quer equilibrado. Posso falar por mim que perdi muito da expressão afectiva com os meus filhos por ter assumido a gestão da disciplina, deixando ao pai a gestão da expressão dos afectos. Não me arrependo porque essa era mais a minha forma de estar e aquela a do pai, mas que tenho pena, tenho!, de ter perdido uma grande parte dos mimos, dos beijos, dos abraços...quando precisava 'impôr' o meu desagrado por esta ou aquela atitude menos correcta, por este ou aquele comportamento menos adequado. Determinar castigos, impôr normas e fazê-las cumprir, gerir situações menos agradáveis, não é lá muito compatível com a tal expressão dos afectos e quantas vezes chegava a casa desejosa de os mimar e tinha de enfrentar o papel disciplinador?!

É claro que os professores sabem disto muito bem, pois muitos deles também têm filhos, mas...a maior parte dos pais deste país não tem os recursos deles...não tem, por exemplo, a possibilidade de gastar horas a colocar textos na net para dizer bacoradas!

Quanto a 'quem ofende quem' estamos conversados! Já quanto à estupidez que referi (outra ofensa...mas, já lá diz o ditado: "quem não não quer ser lobo não lhe veste a pele"...ou: "só enfia a carapuça quem ela serve!") deixo só um pedacinho do comentário que aqui foi deixado:


Margarida Parker disse...
«(...)
Quanto aos pais que aí fala que não têm condições para educar os filhos, para esses há bom remédio, há métodos contraceptivos, usem-nos.»

Palavras para quê, depois de ler estas...vindas de alguém oriunda duma 'família de professores'(sic)!?