07/03/08

Isto é o modo muito português de fazer as coisas...


...que mais querem?!?:=>

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Insónia: INFELIZ »(...)Em dez anos de ensino, repartidos pela escola pública, privada, formação profissional, explicações, etc, deparei-me com situações aberrantes que só um completo laxismo dos professores tornou possível. Também tive colegas muitíssimo competentes, gente disponível, inteligente, dinâmica e cheia de vontade.(...)«

Há anos que digo a mesma coisa. Como mãe (de dois rapazes, de 18 e 25 anos) e, tendo passado pelo movimento associativo de pais e encarregados de educação desde o primeiro, sempre vi exactamente o que ali em cima transcrevi do post do Insónia. Várias vezes o repeti aqui e noutros sítios e sempre tal foi visto como sinal de estupidez, burrice, até mesmo má fé da minha parte e por extensão dos pais/encarregados de educação, isto vindo de professores claro.

O grande drama desta questão - a guerra dos professores contra o ministério, os pais, os alunos, ao que parece contra o mundo e na realidade até contra eles próprios - é que não se vê uma luta digna contra os erros políticos que se têm cometido, não apenas por este governo, mas por todos. Houvesse verdadeiro interesse em investir na educação em Portugal e as coisas teriam sido muito diferentes desde o 25 de Abril. Mas também não sejamos ingénuos: a que tipo de poder interessa uma nação culta? E convenhamos que aos professores - em geral! - também não é coisa que esteja nos seus horizontes de interesses. Serem bem pagos; terem privilégios inerentes a uma classe de elite (esquecem que esses tempos já lá vão); serem intocáveis nos erros cometidos (e quantos não foram, à conta de reformas inventadas sem rei nem roque, apenas obedecendo a bajulações ao poder a troco de tachos)...é quase tudo o que lhes interessa nas suas benditas carreiras! Ver tudo isto colocado em causa e, pior, ver que uma grande parte da nação está contra eles, porque pais e mães que lhes sofre as consequências de todos os seus boicotes e lamurias, quando não represálias, é ao que parece o motor principal que os move.

E no entanto, apoio que os professores deste país tenham resolvido descer e subir até Lisboa para se manifestarem...porque algo (tudo) está podre neste 'reino da dinamarca'. Pode ser que no meio do maralhal surja uma qualquer luzinha que os faça ver como, onde e por que lutar...verdadeiramente! E que não se limitem, apenas, aos seus umbiguinhos! Para que prosas destas (excluindo os comentários finais onde, como sempre, se espalham ao comprido!) possam ser levadas à pratica.


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06/03/08

Eh lá!... isto está mesmo a acontecer???

...pelo andar da carruagem devem estar a prever uma manifestação como nunca se viu em Lisboa!?! Será, mesmo, só isso...??? Imagino a quantidade de agentes que andaram por aí, país fora, recolhendo dados para garantir...o que diz que disse????Pois...a segurança e etc.

Mas esta gente quer-nos mais tolos do que já somos?!?


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Este homem é...insaciável!


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Literatura, marginalidades e outros que tais...



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Tão simples!...


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02/03/08



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Mais do que louco...está tudo podre!


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Algumas questões que poderiam, muito bem, ver-se colocadas sobre a mesa duma boa discussão, n' O Gato Maltês:


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01/03/08

Devo, desde já, assumir que o teor deste post era para ser muito (mas mesmo muito, em sentido oposto mesmo!) diferente do que agora irei escrever. Isto porque, numa estúpida reacção, ia atrás dos comentários que por aí se têm escrito sobre este assunto. Mas, depois, resolvi ler o tal documento com mais atenção e pasmei!

Ora vamos lá a ver a razão de tanto escândalo: «Verbaliza a sua insatisfação/satisfação face a mudanças ocorridas no Sistema Educativo/na Escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares»

Não entendo como é que alguém 'verbaliza satisfação(...)através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares», mas enfim, deve ser a minha burrice...no entanto, também não entendo onde é que está a razão do escândalo!?

É claro que entendo que os profs não tivessem gostado nada disto, ainda mais vindo dos seus próprios pares, mas...onde está o 'crime'??? Em qualquer equipa, qualquer tipo de 'críticas destrutivas e potenciadoras de instabilidade no seio dos pares' é sempre vista duma forma negativa, é sempre prejudicial para os resultados da equipa, mas...onde é que existe o espírito de equipa na maioria das escolas? Onde é que se encontra um prof que não faça mais que protestar contra as políticas de qualquer governo que faça a mais pequena menção de lhes tocar nos privilégios de classe...de funcionários públicos!? E, no entanto, como eles os têm vindo a perder ao longo dos tempos...porque será?

Agora estúpido, estúpido!, é pretender-se ficar pela rama, como se o conteúdo de tal parâmetro fosse, única e exclusivamente, a crítica às políticas educativas, quando na realidade se centra na forma como se verbalizam essas críticas: duma forma destrutiva (presume-se sem qualquer intenção de procura de soluções alternativas) e geradora de ondas de protesto inconsequente tão nosso, tão português, junto dos outros. Assim a modos que uma qualquer alma, numa fila para qualquer coisa, desatar a protestar alto, olhando em redor para colher apoios, e às tantas já está tudo aos berros sem se perceber muito bem o que quer aquela mole de gente protestante e sem lógica. Mas tudo isto sabem os profs muito bem!, só que julgando-se únicos detentores do saber em Portugal imaginam todos os restantes portugueses burros...e vá de lhes tentar atirar areia nos olhos!

Numa entrevista de ontem, num qualquer telejornal, acerca da sobrecarga de horas passadas na escola, uma prof referia que chegava a sair da escola, quase todos os dias, por volta das 21 horas. Instada a esclarecer o porquê dizia ela que eram reuniões atrás de reuniões para 'tratar destas coisas exigidas pelo ministério'; depois de, também, lhe perguntarem se essa sobrecarga de trabalho se reflectia na qualidade das aulas e sobre os alunos, resposta pronta e com o ar mais inocente possível: 'claro que não que nós somos muito profissionais!' Estes profs são umas máquinas, é o que é! E desonestos!, intelectualmente desonestos ao pretenderem que todo o mal e todos os erros recaem sobre o(s) governo(s) e os pais/encarregados de educação, enquanto eles são os únicos intocáveis nesta trampa toda em que se tornou a educação em Portugal. Tão intocáveis que até são capazes de trabalhar dez horas numa escola, ainda vão pra casa tratar da família e as aulas continuam com a mesma qualidade como se assim não fosse...o dia, para esta gente, deve ter 48 horas e eles, então, são de ferro!

O engraçado disto tudo é que aquele documento refere ainda um outro ponto que, no meu entender, diz muito dum professor: «Mantêm uma relação pedagógica com os alunos produtora de expulsão de aluno(s) da sala de aula» e «coloca as causas do insucesso dos alunos em situações de vida do discente ou no seu perfil».

Ora, esta é uma das situações que venho referindo (há anos!) e que potencia as diferenças entre profs e professores...por alguma razão, numa mesma turma e com o mesmo aluno, uns profs não conseguem resultados e um ou outro professor obtém resultados que se podem considerar completamente díspares dos primeiros. Por diversas vezes assisti a trabalhos apresentados por professores, realizados por alunos que outros profs da turma classificavam de indisciplinados e incapazes para qualquer tipo de trabalho na sala de aula. Não era em vão que, com os primeiros, os alunos permaneciam na sala de aula, enquanto que com os segundos era mais o tempo que passavam expulsos que dentro da sala de aula. Um prof que opta por usar da medida de expulsão, com a leveza com que se usa nos últimos tempos, só demonstra a sua própria incapacidade para impor disciplina; um prof que recorre à expulsão como forma de reduzir o número de alunos na sala de aula para, assim, lhe facilitar a tarefa pela redução do trabalho só consegue obter desses mesmos alunos o desrespeito que quem se demite da sua função merece! Tal como acontecia com aqueles pais que, incapazes para a educação dos seus filhos, optavam por os internar em colégios internos, isso sim!, a verdadeira demissão de pais como educadores e não o facto de o sistema em que vivemos estabelecer uma grande maioria da população a viver com recursos económicos na ordem do ordenado mínimo (ou pouco mais se conseguem estar os dois empregados) não lhes deixando grande margem para investir na sua própria qualidade de vida de forma a transmitirem aos filhos qualquer coisa mais que não seja 'ensinado' pelas televisões...

Enquanto continuarmos a admitir gente incapaz para exercer a função de ensinar, gente que recorre ao ensino como fonte de rendimento alternativa por não conseguir instalar-se onde quereria, ou até o conseguir...teremos sempre uma corja de funcionários públicos que colocam os seus próprios interesses acima de pessoas em formação, pessoas permeáveis a todas estas imagens degradantes do ser humano, como 'o salve-se quem puder e quem vem atrás que feche a porta!'...depois admiram-se uns pela indisciplina e falta de respeito, e outros por termos um país de gente menor e incapaz...com tais ensinamentos que mais se espera?!?


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW


Ainda ando a digerir esta, mas...continuo a achar que anda tudo louco...





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29/02/08

Mariza, Barco Negro


(...)
Eu sei meu amor, que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo.


No vento que lança areia nos vidros,
Na água que canta no fogo mortiço
No calor do leito dos bancos vazios
Dentro do meu peito estás sempre comigo.

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28/02/08

E, por causa da Bethânia, lembrei-me da Mariza...





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26/02/08

Apetece-me relembrar (a mim mesma, principalmente!) isto...


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Como eu te percebo bém, ó velhota :-)

Mas... esqueces que "isto" está tudo regido na base dos contratos??

Casamento? ---> Contrato !

Arrendamento ---> Contrato !!

Acesso a isto e àquilo? ---> Contrato !!!

Não queres acesso a istou ou àquilo? ---> Pimba! Toma lá contrato!

Somos uns contratadores, é o que é... e depois queixamo-nos...

Até as amizades acabam em contratos: "Faltas-te-me? ---> Pagas!"

Já reparaste que até os novos-anarquistas se anulam ao primeiro encontro? Na ânsia de tudo des-regularem, a primeira coisa que fazem é um grupo para estudar um contrato-de-não-regulamentação...

Acho que sou o último dos anarquistas: exijo contratos de e para tudo só para, quando me apetecer, poder ter o gozo de transgredir...

É assim que modos de um eterno Peter Pan , sabes? A minha "Terra do Nunca" está sempre ali sobreposta à dos contratadores...

Ah... como adoro perguntar "E que mais?"... ou "E depois?" e ver estampada a irritação e o desespero na cara daqueles contratadores ... eh eh eh

Nããã~... não são os pais ou os avós os "culpados" pelo teu desespero ou desânimo... nãããã

"Culpada" és tu, por te achares pai/mãe e por te regeres por contratos (de boa-educação, de racionalidade, de "na-minha-idade-parecerá-bem?" etc) irreais...

Hummm.... quase estava pronto para fazer um contrato contigo... mas... hummm... pois era, lá se iria a minha "peter-mania" por água abaixo :-))

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...por aqui se vê como nunca entendeste nada de nada!:->
...se há coisas que são "sagradas", entre nós, e são exactamente essas "coisas" que nos alimentam uma busca qq - mesmo se do pote de ouro no fundo do arco iris, ou da terra do nunca, ou doutra merdice qq em q só nós acreditamos! - essas "coisas" são suportadas pela convicção (assumida!) da completa impossibilidade de estabelecer qq tipo de contrato... qq, entendes?!?...ou bem q se é anarca, ou ñ se é! :->

...e depois, no dia em q, entre nós, se estabelecesse um contrato era a tragédia total!...encontrávamos logo o pote de ouro...e descobriamos q, afinal, era pechisbeque! ; entravamos na terra do nunca e percebia-se q tudo existia e o nunca tinha sido uma ilusão de optica (a idade tem destas coisas!, eheheh)
...e nem quero imaginar o tudo o mais q seriamos capazes de descobrir para nos dar cabo das fantasias tão afanosamente trabalhadas no pré-contrato...:->


...pois, lá vamos nós!?...não, não vamos q eu já ultrapassei essa fase...:->

...ao que parece nós(!) devemos ter estabelecido um qq pacto (ou terá sido contrato!?:->) de não agressão verbal optando, em contrapartida, por deixar aberto o dique das palavras...escritas!...eu prefiro não ir por aí!

...continuas a misturar códigos de conduta com gestão de sentimentos e, acima de tudo, continuas a linearizar td para q te seja mais fácil a respectiva digestão!;-)
...eu só tenho problemas com as digestões das jantaradas fora de horas!:->

...e já ag, tu q gostas tanto de transgredir...já experimentaste olhar bem nos olhos de alguém - que amas! - e dizer-lhe: "amo-te, mas preciso(!) deixar-te"...e aguentares com esse olhar sem virares as costas para o não ver!???!...transgredir é fácil, meu velho, é fácil e dá pica, mas...os sentimentos dos outros não podem ser misturados com contratos e com obrigações sociais, nem sequer com pactos de bem viver...quando toca a mexer com os sentimentos a coisa fia mais fino...e é só disso q eu falo...e é só disso q eu me "queixo", pela minha incapacidade para os saber gerir...porque eu tb. gosto de transgredir, mas não gosto de olhar os olhos dos outros quando sou eu a ferir...

...qt à questão genérica...dá pano para mangas e claro q irei pegar-lhe para ver se geramos pr'aqui uma boa discussão...;-)

...ah!, tb. li pr'ai umas patetices, mas a essas já nem te vou responder...são "coisas" já demasiado batidas (entre nós) e eu...detesto estragar a felicidade alheia, mesmo se baseada no não querer ver, mais do que no não querer saber...;-)


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Por muito que penses que não, fi-lo em diversas etapas da minha vida. Umas vezes, para minha salvaguarda; outras, para salvaguarda desse(s) outro(s) alguém(s)..

Talvez que isso tenha tido a bondade de também acabar por (ou , essencialmente por) salvar esse amor.

Há três anos atrás, por exemplo, fi-lo porque tinha mesmo que fazê-lo, sob pena de me destruir a mim e a alguém.

Poderás dizer "mas era necessário ir por aí? era necessário agir assim?"...

Por muito filósofos que sejamos todos, a filosofia é um acto de interiorização e não de acção (sei que há por aí quem me desminta, mas...)

E a acção não espera que interiorizemos: fazemos (bem ou mal, melhor ou pior) e arcamos com isso.

Ora, pasados três anos, poderemos então filosofar?

Eu não consigo nem quero filosofar sobre o que fiz há três anos. Hoje, não tenho que pegar numa balança e pesar o que se passou entretanto. Pelo simples facto de que o que se passou é resultado do que eu agi e não do que poderia ter sido se não agisse ou se não agisse daquela forma...

Complicado?

Penso que não. Se, por algum acaso, o que se passava comigo se passasse com alguém que me pedisse opinião... ahhh!.. aí as coisas mudavam de figura... Puxava da minha sabedoria acumulada, desfiava prós e contras, e sei lá que mais..

Mas, nesse caso, sentia a responsabilidade de habilitar a outra pessoa com tudo o que estivesse ao meu alcance, enfim, sentia-me em parte responsável pela decisão de outrém...

E eu? Eu, não tenho que pesar nada perante mim, não tenho que "fazer contas"...

Fiz o que fiz... estive a 100% e não tenho que me arrepender de nada, mesmo quando o final é menos "apetecível"...

No que diz respeito aos "contratos", era só uma outra possível visão do que nos rodeia e do que, mesmo inconscientemente, nos leva a "fazer contas".


[dialogo travado algures lá prós idos de Jan' 2005...como o tempo passa...e como nos arrependemos do que não fizemos...quando já é, de todo, impossível fazer...o que quer que seja!]

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

24/02/08


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

«Em caso de vitória, Christofias, primeiro dirigente do partido comunista cipriota candidato às presidenciais, vai tornar-se no único chefe de Estado comunista num sistema presidencial no seio da União Europeia.»

Xiiiiiiiii...não era suposto, em teoria, nunca jamais em tempo algum um partido comunista ganhar eleições livres pelo menos no, também suposto, mundo livre e civilizado como é considerada a Europa...?



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Ora, nem mais...«Carlos Fiolhais considera que é na escola que tudo começa.(...) »

«(...) a escola é o reflexo da sociedade e que a sociedade é o espelho do sistema de ensino.

CF: A escola é uma das maiores invenções da humanidade. Tal como a ciência e a filosofia, remonta aos antigos gregos e ficou até aos dias de hoje. E não há escola sem professores - nem julgo que venha a haver. Professor é, portanto, uma profissão não só com um grande passado como com um grande futuro. Sim, sou em primeiro lugar um professor e os livros não são mais do que uma extensão das minhas aulas. Permitem chegar mais longe.
(...)
CF: Sim, mas a sociedade é também o reflexo da escola. Há uma influência nos dois sentidos. O facto é que as sociedades mais desenvolvidas são aquelas que têm as melhores escolas. Tudo leva a crer que são desenvolvidas porque têm as melhores escolas. Uma maneira que a sociedade tem de se desenvolver, de garantir um futuro melhor, é apostar na escola.(...)»

A importância primordial da família na educação e cultura já se foi...há muito tempo! Até porque essa coisa de família já não se sabe muito bem o que é...ou sequer se ainda segundo, os conceitos do antigamente. E é isso que os profs insistem em negar porque lhes serve de bode espiatório das suas incapacidades, fraquezas e demissões como cidadãos detentores dum poder que lhes foi conferido, o poder que a cultura supõe conferir. Uma sociedade que se deseja desenvolvida começa por cultivar-se com uma boa escola, um bom sistema de ensino...esperar e/ou desejar o inverso seria um absurdo perverso e eivado de desonestidade intelectual.

Já não concordo, de todo, com o Professor CF (mas entendo-lhe a necessidade de ter dado algumas daquelas respostas) quanto aos manuais escolares. A escolha destes manuais sempre esteve dependente das escolhas dos profs e era ver o corrupio das editoras junto dos profs - assim a modos como os delegados de propaganda médica juntos dos médicos - e as ofertas feitas para os fazer pender por esta ou por aquela editora...tinha tudo a ver com pedagogias e conceitos científicos, então não tinha! Isto já para não falar na adopção de determinados manuais que, obrigatoriamente, os alunos deveriam adquirir (alguns sem nunca vir a ser utilizados) porque o seu autor até era prof da escola/disciplina... e esta era uma pratica velha
que se manteve até há bem pouco tempo, pelos vistos. Ainda me lembro de pior: nos meus tempos de secundário, nada abonados para livros escolares, em que pedia a uma amiga doutra turma para me emprestar alguns dos livros menos utilizados (esperava a saída da aula dela para levar o livro) em certo ano ver essa ideia gorada, pois o prof que era o autor e ao mesmo tempo dono da papelaria mesmo ali ao lado da escola onde se deveria ir, ter decidido rubricar todos os livros de toda a malta.

Como se perceberá a perda de prestígio dos profs muito se deve às suas próprias más condutas, tantas vezes nada condizentes com a função de ensinar e contribuir para formar carácteres de futuros adultos...



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Lá voltamos aos profs....

Isto duma pessoa tentar manter-se a leste do inferno - já que do paraíso ninguém, no seu perfeito juízo, fugiria! - tem o seu quê de engraçado. Uma pessoinha recusa-se a ler o jornal diário, a ver os 'telejornais', já nem as revistas semanais compra (mesmo se ainda não resiste a dar uma espreitadela nas capas), mas depois está num sítio qualquer que resolve ter a tv ligada, precisamente, num qualquer 'telejornal' onde está a passar a 'manif dos profs', aquela supostamente convocada à revelia de grupos profissionais e/ou políticos (vulgo sindicatos e partidos), o que eu acharia muito interessante não fosse a coisa dar para o torto depois de ouvir alguns dos senhores profs!

E não é que se dá logo voz à primeira prof que passa e diz, numa voz embargada pela comoção - a propósito de quê? da raiva por alguém pretender meter ordem na bandalheira em que o ensino se tornou, em Portugal, depois de a carreira ter como principal objectivo dar emprego a quem pouco mais sabe, ou quer, fazer?!, se o vai conseguir, ou se o objectivo é mesmo esse e só esse, isso já são outros 'quinhentos' que, entre gente de boa fé, deveria ser aferido nas eleições - 'relatava' eu: muito revoltada, a tal prof, dizia que não admitia ser avaliada pelos pais que, tendo muito menos conhecimentos científico-pedagógicos, naturalmente!, não sentia merecedores de tal tarefa. E, pela forma como se exprimia, presume-se que essa seria a maior ofensa (duma série delas) constantes no tal diploma que irá regular a dita avaliação.

Também aparece um outro prof que se atira, não tão comovidamente é certo, contra o presidente de tal conselho e uma outra professora que manifesta reticências preocupadas quanto à forma como essa avaliação vai ser levada a efeito não recusando, no entanto, que os professores devam ser avaliados. Esta foi a única professora que ouvi naquelas entrevistas.

Ora, desde sempre que os profs - como bons componentes duma classe que se rege por ideias corporativistas, tal como médicos, juízes e outros que tais - se manifestam contra qualquer ideia (quanto mais lei) que pretenda mexer-lhes nos privilégios. No caso dos profs a coisa torna-se tanto mais abstrusa, quanto esses privilégios vão sendo perdidos por culpa própria, mérito do seu próprio obscurantismo. Ainda a ministra não deu um ai, limitando-se a seguir o que já estava programado, e aí estão eles a exigir a demissão!

Senão vejamos: tentava eu manter-me a leste disto tudo (como dizia no inicio), não queria saber pra nada de quem vai avaliar quem e como, mas...aquela boca fez-me ir à procura! Seria possível? Iam meter os pais a avaliar os profs??? Xiiiiii, ganda bronca! Mas...ora porra!, Então a coisa fica-se por isto:
«(...)Já a apreciação dos pais e encarregados de educação só poderá ser tida em conta pelos avaliadores mediante a concordância do professor, sendo promovida de acordo com o que estipular o regulamento interno das escolas.(...)»

Sim senhor! Aqui está uma coisa verdadeiramente chocante...ao ponto de meter aquela prof quase a chorar! Muitas culpas no cartório deve ter aquela gaja, pois então!!! Só pode...

Mas é claro que ninguém tem o direito de avaliar, menos ainda os pais!, porque raio uma prof não dá conta dos putos duma turma, quando outra prof obtém resultados completamente opostos. É claro que ninguém tem o direito de avaliar, menos ainda os pais!, uma prof que mete continuamente atestados porque até anda a fazer 'outros trabalhalhinhos' que até dão mais lucro. É claro que ninguém tem o direito de avaliar uma prof, menos ainda os pais!, que dá mais faltas que aulas. É claro que ninguém tem o direito de avaliar uma prof, menos ainda os pais!, que manifestamente não tem o mínimo jeito (e tantas vezes a mínima preparação) para lidar com crianças.

E também é claro que em todas as profissões podem e devem existir avaliações aos respectivos profissionais - se eu não mostrar continuamente a minha competência, no meu trabalho, o que tenho de mais certo é ir pró olho da rua e nem me valerá lá estar há um ror de anos, como já vi acontecer a muitas colegas minhas desde que entrei na empresa - mas isto só no sector privado, claro está! No sector público todas a incompetências são e deverão!, ser toleradas pois é para isso que, nós outros, pagamos os nossos impostos!

Como as cabecinhas de algumas pessoas funcionam como a daquela prof volto a frisar o que sempre tenho dito nestas coisas: os governos e respectivas políticas não estão isentos de culpas na calamidade a que chegou o nosso ensino; os pais e encarregados de educação não estão isentos de culpas nessa mesma calamidade; a forma como a sociedade está organizada propicia essa mesma calamidade, mas...de inocentes é que os profs não têm nada como sempre pretendem fazer crer! São até dos mais culpados, como também sempre digo, dado o seu (suposto) grau de cultura a que a maior parte da população portuguesa não tem acesso...e os pais culpados fazem parte dessa mesma maior parte da população portuguesa inculta...é que Portugal não é Lisboa e arredores!

E depois, gostava que me explicassem uma coisa: que raio de excepção deverá existir que permita aos profs subverter uma lei existente e que diz que as manifestações públicas devem obedecer a um pedido prévio de autorização das autoridades?!?

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21/02/08

Pois...

...podem deitar a casa abaixo ; fazer explodir o mundo; comer patinhas de aranha... que eu ando muito mais que ocupada em pesquisas sobre... a Tunísia!!! , próximo destino de aventura... não propriamente o ir prá Tunísia, entenda-se, mas o ir à revelia de tudo e de todos...!





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