05/02/08

Prós gajos e prás gajas


E se é assim, cada vez mais, nas relações sociais e afectivas, faz todo o sentido que o seja no sexo também. Ou seja, nem para foder, que é do best, as pessoas arriscam ‘sair à rua’.»




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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

A crise está instalada...mudem-se os tempos, mudem-se as vontades...

Um pouco no seguimento do comentário do AB e do post do Macro, este artigo da Visão da autoria de Mário Soares mostra que algo está podre no 'reino da dinamarca'...e não só no 'portugal dos pequeninos'...

«A crise rebentou, à vista de todos. O sistema neoliberal está podre. A economia de casino dos off-shores e das roubalheiras só trouxe desastres e escândalos. É preciso mudá-la! Quanto mais depressa melhor.

As últimas semanas têm sido arrasadoras para os que pensavam – e alguns ainda pensam – que era possível evitar a crise financeira mundial anunciada e a recessão para que caminham os EUA. Contudo, todos os sinais nos mostram que não é possível. A turbulência nas bolsas, nos EUA e no mundo inteiro, não obstante a queda da taxa de juros decretada, em desespero, pela Reserva Federal, e as medidas tomadas à pressa pelo Presidente Bush – um neoliberal extremista e ultraconservador obrigado, pela lógica dos acontecimentos, a recorrer aos ensinamentos de Keynes.

Remédio tardio e de pouca dura. A Europa, não obstante as pressões políticas, não seguiu o passo da América. Fez bem, ao que julgo, em tomar as suas distâncias... Já não era sem tempo. O dólar está em queda livre e o euro começa a ser visto como a principal moeda de referência mundial. Se os responsáveis políticos europeus tiverem a coragem de tirar daí as devidas consequências, o nosso futuro colectivo pode ser diferente.

O principal é perceber-se que o neoliberalismo entrou em descrédito irremediável e a globalização selvagem, com as desigualdades a crescerem em flecha, dentro de cada Estado e entre os diversos Estados, tem de ser regulamentada, no plano mundial, pela ONU, se queremos fazer face aos desafios com que estamos confrontados. Se percebermos isso, rapidamente, na União Europeia – e agirmos em conformidade –, poderá então, a Europa, vir a ter um papel decisivo, a que aliás tem jus, no contexto das Nações. O essencial é, contudo, compreender que o sistema financeiro-económico em que temos vivido no Ocidente – e quisemos impor ao mundo – está esgotado e tem de mudar. Rapidamente. Os países emergentes estão atentos e têm cartas importantes a jogar...

Nos EUA, em ano de eleições, a mudança surge como inevitável. Tornou-se uma questão de sobrevivência. O desemprego em alta, a crise do subprime (financiamentos de alto risco), a inflação crescente, a queda imparável do dólar, as falências, a grande corrupção, as gestões fraudulentas, o caso paradigmático do City Bank, o maior banco do mundo, aí estão para o demonstrar. Será que a Administração Bush se vê obrigada a autorizar que o City Bank seja comprado pelos chineses, para evitar a falência?...

Para não falar do impasse das guerras no Próximo Oriente e da incerteza que levaram à Região: do Líbano ao Paquistão, da Arábia Saudita ao Irão e agora ao Egipto, com o agravamento do conflito Israelo-Palestiniano, após a visita de Bush, que foi um não acontecimento... Os neocons falharam em toda a linha. Os anos do mandato de Bush foram os piores da história americana. E ainda estamos para ver como vão acabar...

Os americanos em geral já se aperceberam da extensão do desastre. Mudança é a palavra mágica. Mas para onde? E como? Esse é o problema dos candidatos democratas e até dos republicanos, os que se distanciaram mais de Bush, os únicos que contam. Mas do que vos quero falar é do ambiente de crise que se instalou nos EUA e de que há sinais claros na banca europeia. Strauss-Khan, director executivo do FMI, disse em Davos que «o pior está ainda para vir e que a conjuntura é de grande gravidade». Por isso, reconheceu: «Não se pode apenas depender de políticas monetárias para responder ao abrandamento económico.» E acrescentou: «É preciso deixar crescer os deficits», para desenvolver políticas sociais e ambientais. É pena que só agora o reconheça. Mas mais vale tarde do que nunca. No que foi acompanhado pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Duas instituições financeiras-chave do sistema financeiro, obsoletas e que devem ser reformuladas e integradas nas Nações Unidas. É tempo de o fazer.»

[o bold é meu...]

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Não consigo achar piada nenhuma à pinderiquice carnavalesca em Portugal...
...mas adoraria estar em Veneza!





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Não sei se o Arq. Tomás Taveira vai responder ao Macro, mas...


...eu respondo! (apesar de considerar que a pergunta foi mera deixa retórica...)

Dentro da minha assumida ignorância não faço a menor ideia do modelo de arquitectura da minha preferência, mas...sei do que não gosto!, do que me choca, do que me fere o sentido de harmonia, do que me irrita quando fora do contexto...Digamos que, naquilo que gosto, pode até existir uma paleta infinita de cores...entre o branco e o preto!, mas...no que não gosto não há apelo nem agravo: quando detesto, por vezes até à raia do ódio, sei logo!

Quanto aos jornais, pois...a culpa não é (só) do Público, o tempo vai escasseando e quando dei comigo a ler, ao fim de semana, os jornais que juntava durante a semana percebi que assim não dava, isso depois de ter andado 'um ror' de tempo a comprar o jornal de manhã e a lê-lo à noite...online(!); quando decidiram vedar o acesso a não-pagantes achei um roubo ter de pagar duas vezes e aos poucos fui deixando de pagar até uma vez só, preferindo semanários. É claro que a qualidade do conteúdo jornalístico, a decrescer a olhos vistos com o desaparecimento de alguns dos cronistas que mais gostava de ler, pesou consideravelmente. E agora com esta aproximação ao jornalismo 'à lá correio da manhã', desculpem lá, mas não engulo!

Depois há, também, um outro factor a assumir!...com o avanço (assustador) da idade a pachorra para andar a ler sempre as mesmas coisas - sobre o 'Portugal desgraçadinho e velhaco' - começa a faltar, porra!


Tal como com as 'estórias' de canudos&mamarrachos azulejados' tanto se me dá que a renda de quinhentos euros tenha sido obtida à custa de favores...assim como assim é essa a 'filosofia' de vida do português, em geral; uns mais, outros menos, mas todos acabamos aqui e ali a recorrer a um qualquer favorzinho que nos facilite a vida e não me venham cá com coisas que aqui não há inocentes. Não quero, com isto, dizer que o hábito faz o monge, mas...alguém vê alguma luzinha ao fundo do túnel para acabar com este compadrio que nos suga os impostos???

No entanto, a razão deste post nem é juntar-me ao coro de protestos (passivos, sempre passivos!) serve de alguma coisa?, precisamente pela passividade...mas achei graça aquelas frases ali em cima linkadas...quer dizer: o problema nem é o ridículo da renda que faz supor favorecimentos camarários, o problema é ter-se sabido e ter-se sabido porque - coitado! - o Júdice estava metido ao 'barulho'!, não fosse ele e a coisa passava despercebida como tantas outras por esse país fora e aí...bahhhh, aí não havia problema nenhum!(?)! Isso e a mania destes gajos - agora promovidos a 'elites da blogosfera' - meterem a boca no trombone por dá cá aquela palha e estragar, assim, os perfis de gente realmente de elite, neste país.

Eu bem vos dizia: ao pé dos advogados, construtores civis/engenheiros/arquitectos e autarquias são meros anjinhos de coro na bola de neve dos compadrios fraudulentos...



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03/02/08

Para o Elmano...e, já agora, para mim também!

(...)
Sobre o sonho desfeito erguer a torre
Doutro sonho mais alto, e se esse morre,
Mais outro e outro ainda,toda a vida!

Que importa que nos vençam desenganos,
Se pudermos contar os nossos anos
Assim como degraus duma subida?
F. Espanca
in, Olhares.Com



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02/02/08

Pelo cumprimento da lei nº 37/2007 Petition

A F. Câncio. que me desculpe, mas...não vou nesta!, não, nesta não!...rai's parta a esta treta toda, mas esta 'coisa' veio trazer mais mal que bem ao geral da nossa vida...senão vejamos:

-já não consigo estar com as minhas amizades fumadoras...acabaram-se aqueles bocadinhos, no café, antes de se entrar ao serviço; ao almoço; ao lanche...
-a malta anda toda nervosa...só agora comecei a associar...deve ser da abstinência forçada, do frio que passam à porta...da implicância dos tais fundamentalistas, sim que os há!...do exílio nos WC's e da ansiedade pela possibilidade de serem apanhado(a)s em flagrante, ou de pegarem fogo ao 'estaminé' ao insistirem em atirar a beata para o caixote do lixo...c'um caraças!, porque raio não atiram na pia e puxam a água?, confesso que ainda não entendi, ou então é aquela pulsão do 'criminoso' que pede, subconscientemente, para ser apanhado!?!

Sempre defendi o direito de quem fuma a poder fazê-lo, apesar de achar um sinal de falta de inteligência, ou masoquismo! Sempre refilei, quando necessário, quando um(a) brutamontes qualquer insistia em não respeitar o meu direito de não fumar, atirando-me com o fumo para cima...quando eu estava a comer!, fora isso nunca me incomodou, por aí além, o fumo em geral. É claro que uma noitada num bar, ou quejando, me deixava com os olhos em bico e a roupa prontinha para a máquina, quando não para a lavandaria, mas...como nunca fui de grandes noitadas em espaços de fumo a coisa ia passando como sendo o preço a pagar por sair dos meus hábitos, por vontade própria. Também sempre tentei que os meus filhos não fumassem, mas...sai-me mal!, apesar de cá em casa só eles o fazerem e mesmo assim o mais novo sem autorização explícita mesmo que ache que não precisa por ter atingido a maioridade!

Mas, sinceramente!, esta guerra está a raiar o ridículo...não havia forma de se limitar os excessos sem se atingir a saudável convivência entre fumadores e não-fumadores??? É que, às tantas, com isto tudo e a minha mania de ir contra a corrente ainda acabo, eu!, por me passar para o outro lado!

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A vida são dois dias, né?, mas...o carnaval são três!, por isso...

...que se lixe o resto!...em especial o Sócrates & Cª!!!

Glitter Para Orkut

Betty Boop - Glitter Para Orkut







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01/02/08

Vale mais tarde que nunca...só hoje li isto!

Macroscopio: A inveja tem as costas largas - por Francisco Sarsfield Cabral -

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Bem!...cá pra mim...[2]

...a novela vai estender-se como a outra do canudo e só ganham os jornalecos que lá conseguem vender mais umas resmas de papel...que eu depois, quase sem os ler, uso para forrar o WC dum dos meus gatos que, com manias intelectualóides, recusa as vulgares pedrinhas para tal adequadas!

Para já uma coisa posso concluir: o Público já era!, razão tinha eu para ter começado, aos poucos, a reduzir os dias em que o comprava, de tal forma que um dia destes dei por mim a ler o JN quando pensava ter pegado no Público...o subconsciente tem destas coisas!, por outro lado se o Cavaco teve o Independente, o Sócrates tem o Público...ok!, 'tá certo...acho eu, sei lá!

Mas, ainda em relação aos mamarrachos a que esta gente ainda tem o desplante de chamar casas, moradias, prédios... porra!, livra! - não entendo tanto escândalo...Portugal está cheio destas bestas arquitectónicas!, há que 'séculos' anda meio-mundo a berrar contra as 'maisons' que pululam por esse Portugal(zinho) fora?!, como é que estes escandalizados, com os mamarrachos socratianos, acham que elas se foram multiplincando por quase todos os municípios com a cobertura de engenheiros&cª - coitados!, quem manda é quem tem o 'carcanhol', né?!:=» - e os subornos nas autarquias!?!

Haja pachorra para tanta falta de vergonha nas trombas...


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Bem!...cá pra mim...

...estão a cutucar a onça com vara curta!!!

Se desatam a investigar todos os engenheiros - e arquitectos, já agora! - que assina(ra)m projectos sem lhes meterem a vista em cima acho que vamos ter um grande ribaldório!!! Mas isso não vai suceder, pois não???...a não ser que estejam na política...e no poder, de preferência! Porra...porque carga d'água estes tão prestimosos jornais nunca descobrem estas coisas quando o pessoal está do poder arreado!???

Como é que se costuma dizer agora??? Ah pois...declaração de interesses: não sou socialistas - apesar de tudo e de não ser filiada, sou comunista(!) ; não gosto do homem, seja como gajo seja como político; acho que sim senhor!, há por aí grandes vigarices com engenheiros, arquitectos, construtores civis e câmaras municipais, mas...

...isso toda a gente sabe e duvido que alguém consiga meter mão para acabar com o fartote e também duvido que meter, agora(!), o PM ao barulho não vai resolver nada nesta corrupção reinante, no entanto...

...se resolver e se acabar com estes vigaristas todos, então façam o favor de bater no homem até mais não!!!


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29/01/08

Ele há cada uma, porra!

Parece que anda meio mundo louco...quer dizer, mais louco que o habitual! Isto de se trabalhar com público tem muito que se lhe diga. Agora, então, com esta mania de desatar a pedir o 'livrinho da ASAE' por dá cá aquela palha tem dado umas bonitas (e principalmente ridículas!) estórias. Em especial porque a falta de cultura (por básica que fosse!) do consumidor o leva a calar quando deve reclamar e a berrar quando acha que está na posse da razão. E quem diz berrar quer, antes, dizer descarregar sobre '0 outro' as frustrações da sua pobre vidinha.

Vou tentar contar 'a coisa' em 'três tempos'...e juro que não é anedota!

Cenário: loja de móveis de grande área com pequeno bar integrado, para serviço de clientes e trabalhadores, com exploração cedida a pessoal externo.

Cronologia do acontecimento: Domingo, poucos minutos após a abertura da loja que tem lugar às 9h.

Personagens: Cliente + Funcionária da loja na caixa.



Cliente dirige-se à Caixa:
- Quero pagar 'um galão e uma sandes' porque o bar não tem Multibanco e a Caixa Multibanco está sem dinheiro.

Caixa:
- Desculpe, mas esse pagamento não pode ser feito aqui. O bar é independente da loja e não podemos receber esses pagamentos.

Cliente, já irritada:
- Desculpe lá mas tem de me receber o pagamento porque eu acabei de sair dum turno de 24 horas seguidas(???) e preciso de tomar o pequeno almoço! Não tenho culpa se o bar não tem MB e se a Caixa do MB não tem dinheiro!!!

Caixa:
- Pois, mas aqui também não lhe posso receber, a loja não tem nada a ver com o bar.

Pronto!, armou-se o circo com a cliente a exigir de imediato o livro de reclamações...para reclamar da funcionária porque foi incorrecta ao dizer-lhe que 'a loja não tinha nada a ver com o bar'!

ISTO É DE LOUCOS!!!

Está-se mesmo a ver uma empresa que até funciona com o sistema SAP, logo todos os artigos à venda estão obrigatoriamente identificados com um código que ao ser lançado 'dispara' a denominação do mesmo, a emitir um documento de venda para que a 'madame' pagasse POR MULTIBANCO um galão e uma sandes...numa loja de móveis!???! Oh que porra de imbecilidade temos de aguentar, caraças!!!

Convém, já agora, referir que a loja não está propriamente inserida num deserto, apesar do ministro nos ter apelidado de tal...e a pouco mais de 500 metros há imensos bancos + cafés + o raio que o parta para uma qualquer maluca comer sem envenenar o início do dia de trabalho duma 'desgraçada' que vai ter de levar com muitas mais maluquices pelo dia fora...HAJA PACHORRA!...havia de ser comigo, pois sim!


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26/01/08



E??? Como se 'as criaturas', na sua grande maioria, não s'estivessem também marimbando para o Universo...

Um dia acabo por me convencer que tenho razão: melhor seria nunca ter(se) saído da caverna!?!


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21/01/08

Tão simples quanto isto...

Economia estúpida

Janeiro 20, 2008 | por Nuno Ramos de Almeida

«(...)Há muito tempo que a economia não tem nada que ver com produzir e distribuir aquilo que é necessário e garantir às pessoas uma vida melhor.(...)A compra e venda de acções envolve muitas vezes mais capital do que a troca de bens e serviços. O lucro está na especulação e não na produção. Esta economia de casino permite que haja empresas que enriquecem manipulando indicadores, gerando expectativas positivas que levam ao aumento exponencial das acções, ao mesmo tempo que há empresas sérias, que trabalham para produzir produtos necessários que perdem valor na bolsa e chegam a ir à falência. Este jogo tem os dados viciados e serve sempre os mesmos. Nos últimos 10 anos, os trabalhadores portugueses perderam 10 por cento do seu rendimento, ao mesmo tempo que o capital ganhou uma fatia maior da riqueza nacional. Na semana passada, a revista Visão revelou que o salário mensal médio de um trabalhador da PT é de 1.449 euros mensais e que o do principal administrador do grupo fica-se pelos modestos 185.590 euros também mensais. É preciso passar de uma economia de fraude para uma economia que sirva as pessoas.», in Cinco Dias


O óbvio que continuam a tentar esconder-nos a realidade com supostas teorias politico-económicas - vindas das cabecinhas pensadoras que imaginam o mundo à medida dos seus umbiguinhos - para atirar areia nos olhos do povinho...e este parece, até, gostar!...pois se continua a deixar...

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19/01/08

Da Literatura: ACERTO DE CONTAS«(...)Teixeira Pinto, ex-CEO do Millennium BCP, afirma não ter recebido uma «indemnização de 10 milhões de euros» pela renúncia ao referido cargo, nem sequer pela rescisão do contrato de trabalho enquanto quadro do banco, apenas lhe tendo sido paga «a remuneração total referente ao exercício de 2007». Mais informa que passou à situação de reforma «em função de relatório de junta médica»(...)»

O que me indigna não são os milhões que o senhor recebeu, ou vai receber!, na minha pequenez euro-numérica nem sequer consigo imaginar (e se sou imaginativa, oh se sou!) o que se faz a tanto milhão, mas...o que me indigna mesmo é não perceber que merda de JUNTAS MÉDICAS SÃO ESTAS que deixam morrer pessoas no exercício da profissão por lhes recusarem a reforma e a este reformam-no...PORQUÊ????


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Não me perguntem o porquê, mas...fico sempre feita basbaque frente a esta publicidade:



...a versão em inglês é mesmo porque a mensagem publicitária, a mim, nem me toca...continuo a usar um outro amaciador de que gosto muito mais, principalmente no aroma que deixa no ar...mas estes bonecos hipnotizam-me, vá-se lá saber porquê!?!




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Coisas que me irritam profundamente!...


  • estupidez
  • cinismo
  • incompetência
  • conversa da treta e banalidades
  • escrita com erros ortográficos básicos
  • cretinice
  • desperdício de tempo e recursos
  • preguiça mental
[em constante actualização!...]


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E o amor, fica onde...???


de lógica ou guerra(...)P.V.»

publicado por vbm


...na lógica, ou na guerra?

[...é uma provocação(zinha), eu sei, mas não resisti!;-)...]

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Boa!...


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ser ou não ser...

Isto vinha a propósito disto...



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Entretanto, o último de Woody Allen não está a colher os 'favores' dos críticos...porque será?, será assim tão mau, só porque não segue a 'tradição' de WA? Ou porque não conta com uma sexy musa, tipo Scarlett Johansson???

Não o achando nenhuma 'obra-prima', também não o achei tão mau como isso, mesmo para o que se espera/exige de um 'woody allen'...talvez a temática da natureza humana e dos seus limites não tenha sido tão bem trabalhada (?) como em Match Point (não achei), mas é um bom retrato do lado negro das nossas almas...

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Deve ser a primeira vez que um filme me leva a desejar (muito!) ler um livro...


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16/01/08

Ou como eu já tenho dito: um dia a casa vem abaixo, olá se vem!!!

O PODER DE NOMEAR (III)
(...)

posted by FNV in Mar Salgad0


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14/01/08

OH C'UM CARAÇAS!...II

...ai a questão/dúvida entre OTA e ALCOCHETE era mesmo só uma questão de...custos???!???...ora adeus!!!

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11/01/08

OH C'UM CARAÇAS!...


...mas não foi um ministro deste Governo que afirmou, há não muito tempo!, que a 'outra banda' não servia para o Aeroporto por ser um Deserto!?Então e agora, não é esse mesmo ministro que vai tutelar a construção de Alcochete??? Expliquem-me, como se eu fosse mesmo muito mais burra do que sou: vão 'plantar' criancinhas nos terrenos agrícolas que vão ser destruidos? Ou vão continuar a dar mais espaço às especulações imobiliárias e 'transplantar' a classe média que, entretanto, vai ficando de tanga e sem poder de compra para o m2 em Lisboa?










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10/01/08

Luís Represas, Feiticeira






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08/01/08

Ele há coisas que me lixam, na perfeição!, o juizo...

...e não sei se por influências do Call Girl, mas apetecia-me substituir o 'lixa-me' por um palavrão bem mais hard...

Não tenho por hábito vir pr'aqui teclar de trabalho, apesar de gostar do que faço, mas...aqui é para 'desopilar' do stress do dia e o resto que se lixe. Já bem me bastam as refilices sobre o 'estado do mundo' e até essas já se me vão escasseando...mas ele há coisas no mundo laboral que me deixam a pensar se a louca sou eu, ou os outros...tal a ausência de lógica em decisões que pesam fortemente na eficácia, logo na produtividade.

Que a minha, mais que conhecida, refilice me afaste de subidas na escala hierárquica já eu o sabia e não é de hoje. Não foi em vão que passei quase metade da minha vida profissional com actividades onde praticamente trabalhava sozinha e respondia perante um único chefe, sem passar por chefias intermédias; outra variante foi nunca trabalhar com mulheres, em maioria, e nunca ter sido 'comandada' por nenhuma, até há pouco tempo. Isto e um largo interregno (cerca de 15 anos) retiraram-me qualquer perspectiva realista do mundo laboral...até voltar a ele quase já no início da recta descendente da vida activa. E logo para estar rodeada de gajas, mais precisamente galinhas, e mais recentemente passar a ter chefias (intermédias) femininas. Um descalabro!

Vem isto a propósito duma necessidade de emergência para fazer deslocar, temporariamente, pessoal dum local para outro. A abertura dum novo espaço foi feito, como quase tudo o que é português, em cima do joelho. A formação foi mais que deficitária, o pessoal hoje em dia está-se cagando para aprender mais do que aquilo que lhe é ensinado e mesmo isso tem muito que se lhe diga e vai dai a coisa está a dar raia! Então, toca de se tentar aliciar umas pátós para ir ajudar a apagar uns fogos. Q'isto do aliciar é mera forma de expressão, pois mais não é pago; fica-se a 50 ou 60 km distante de casa, quando antes se estava a uns meros 10 ou 15; e passa-se a fazer um horário jeitoso: 14h às 24h. Boa!, durante uns tempos não ponho a vista em cima do pessoal cá de casa, pelos menos em modo não adormecido.

Mas isto é o menos! Já que o fogo está ateado alguém teria de o apagar, mas...qual o critério? Ponto principal: capacidade para apagar fogos, ou seja eficácia no desempenho profissional e capacidade para passar conhecimentos aos 'novatos'. O engraçado (sem graça nenhuma!) começa aqui: fulano e sicrana não, porque não dominam o sistema informático, não demonstram capacidade de resolução de problemas, não têm estrutura para aguentar com a pressão inerente à situação em causa. Ora porra!, mas...são esses os que mais ganham...como é que é, caraças!!!? De que merda me serve, afinal, ser competente e confiável? De que me serve ser mais inteligente que o galináceo geral? Isto faz-me lembrar qualquer coisa que li, algures, sobre conselhos para quem ia para a tropa: "não sejas muito burro, mas também não mostres muita esperteza!" Ou seja, mais me valia ser burra e incompetente! Ganhava mais e não me chateava tanto!


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07/01/08

Contrariamente aos rumos
ditos normais da vida,

Luiz Pacheco
conseguiu sobreviver-te
ainda um ano, precisamente...
se cá estivesses, por certo,

escreverias qualquer coisa assim,
ou pior ainda...
talvez por isso a escrita do
Elmano
sempre me espelhou as tuas ausências...
agora pra sempre definitivas!



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ele há cada mistério

...mas como raio vim eu aqui parar «««««««

In blog Amok

Belo, despojado poema,
sublime entrega ao amor.

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»» literalmente e como referência no post do forum!?????



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06/01/08

Já agora...ou 'e ainda'...

... salvaguardando as devidas distâncias - de orçamentos, de experiência técnica, de mais vasta riqueza de assuntos numa sociedade tão mais dada a extremismos - sempre gostaria que alguém me apontasse onde estão as grandes diferenças entre o nosso
e estes




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Eu, o cinema e a Soraia Chaves...por esta ordem, pois então!

Tenho por hábito ir ao cinema durante a semana e de tarde!, não só por isso (mas também, eu sei!) os filmes que vou ver passam, invariavelmente, em salas quase só para mim. E o que eu adoro ter a sala (quase) só para mim! Os filmes que mais gosto não são, em geral, filmes de grandes bilheteiras, pelo menos nas nossas salas e quase sempre vou sozinha; os outros, os que apelido de 'filmes pipoca', guardo-os para quando combino idas em grupo, ou quando arrasto a cara-metade só para não 'se dizer' que o excluo das idas ao cinema. Em geral filmes do tipo 'james bond' oue, confesso, a mais não me atrevo.

Já tinha jurado a mim mesma que não metia o pé numa sala de cinema para ver esta suposta treta, transformada em ode ao cinema comercial (seja lá o que isso fôr) e à promoção duma Soraia Chaves de quem toda a gente falava sem que eu percebesse a razão...pois!, não vi o tal do 'Crime do Padre...', dessa vez não me deixei tentar...:=>

Mas, desta vez sim!, deixei-me tentar...não pela Soraia que não faz o meu género!:=>...mas por umas duas ou três razões, sendo que a principal foi a leitura dum artigo do Público desta semana, dum realizador - curioso, esqueci o nome...- que muito 'batia' no filme e no realizador, considerando-o assim a modos que um vendido e, no caso, mais um promotor de meninas de carinha laroca. Em resumo, no entender do dito entendido, o filme e todos os do género - tipo 'conquistadores' de grandes públicos - não eram cinema, sendo mesmo a vergonha da cara dum realizador que se preze! Confesso que, na altura, com a minha mania intelectualóide 'comi' a escrita como boa, achei que 'sim senhor, filmes destes são pra encher salas de pipoqueiros' e eu, como boa apreciadora de bom cinema que, pontualmente, condescende num ou noutro 'filme pipoca' para agradar a amizades ou 'compensar' saídas independentes, jamais iria fazer parte da manada que acorre às salas de cinema num voyeurismo que pouco ou nada tem a ver com...cinema! Não sei o que mais pesou: se o mero desejo de partilhar uma tarde de domingo, se o acto de oferecer(?!) uma sessão voyeurista, ou um 'não sei quê' no artigo do tal realizador que me ficou a saber a arrogância de 'raposa que desdenha as uvas'. Acho que juntei tudo...criei coragem e fui!

É certo que gosto de filmes que me façam pensar e detesto filmes fáceis, daqueles que ainda nem nos sentámos e já adivinhámos o fim, mas...não tenho a mínima pachorra para o dito cinema de qualidade...português! Dê lá por onde der e não consigo ter pachorra para aquelas xaropadas pseudo-políticas, pseudo-defensoras dos coitadinhos, pseudo-dadas a intelectualismos de que ninguém tira a ponta dum corno de interesse, com excepção dos intelectuais que tudo entendem, desde que mais ninguém entenda. O avô Manel pode até ser o supra-sumo do cinema de qualidade a nível mundial, mas eu nunca tive, mesmo, pachorra nenhuma para qualquer um dos seus filmes. Se calhar em alguns deles foi apenas porque a fase não era a melhor - também só comecei a apreciar poesia depois de começar a envelhecer - mas hoje em dia, então, ainda menos me apetece meter por um Manoel de Oliveira dentro.

Acho que já me emaranhei um bocado porque a ideia era falar do 'Call Girl', mesmo. Quer dizer, falar não tanto do filme mas do fenómeno que este tipo de filmes arrasta. A sala estava esgotada e mesmo tendo em consideração que era domingo - já assisti a filmes em tardes de domingo em que não estando a sala completamente por minha conta, mais não seríamos que uma meia dúzia; logo, a questão não é a disponibilidade de tempo do público e sim a sua inteira disponibilidade para sair do sofazinho, largando as pantufinhas, para levar a mulherzinha ao cinema! - gentes!, a sala estava basicamente cheia de casais que eu juraria há muito, muitos aninhos, não saiam juntos e menos ainda para um cineminha! Pensando bem, agora, quase me arrependo de não me ter ocorrido perguntar-lhes o que acharam do filme?!...é que eu nunca vi tantas vezes repetida, por milímetro quadrado de filme, a expressão 'foda-se' e seus derivados como 'vai-te foder', 'eu vou-te foder', 'estás fodido(a)', etc., etc., etc., em toda a minha vida de cinéfila. Já para não mencionar o 'caralho' e 'caralho se foda', estas um pouquinho menos repetidas, é certo. Isto e as mamas e o cú da Chaves devem ter feito as delícias dos machões cá do burgo que encheram o papinho por muitos e bons tempos.

Fora isto, o filme até conta umas 'estórias(zinhas)' nada mal amanhadas...afinal de contas as boas 'estórias' não são só as dos bairros degradados de Lisboa e Porto envoltas em 'drogas, drogados, conversores e convertidos', onde as vítimas são sempre os pretos ou de qualquer outra minoria...e já vi filmes do dito cinema português - existe? - muito piores que este, a vários níveis, e que não levaram tanta porrada dos críticos pensadores...O filme é feito para encher salas-pipocas? Pois é! E daí? Aposto em como mais de dois terços do número de pessoas que vai ver este filme não iria ao cinema ver outro filme que não este! Que o filme usa a figurinha da Soraia Chaves e o marketing usa e abusa da promessa de cenas supostamente chocantes, é mais que sabido!, mas...pode retirar-se mais qualquer coisinha, se quisermos olhar pra lá das árvores...as mamas, o cú, os palavrões...e ver a floresta que é falar-se abertamente na corrupção genérica que mina a nossa politiquinha, só faltou a inclusão da vertente importantíssima e também muito presente que é o futebol. Não são apenas os interesses imobiliários que minam todo o sistema económico do nosso país, fazendo dos políticos meros fantoches de interesses financeiros que, tantas vezes, nem portugueses são...

Ah e já agora...esta é meramente uma opinião minha, pois a nível de técnica cinematográfica sou um zero...e a minha tão amável 'oferta' resultou num tiro pela culatra...houve 'quem' se chocasse mais com o chorrilho de palavrões e achasse as tais supostamente chocantes cenas não tão chocantes assim...toma q'é pr'aprenderes a não te armares em simpática!, eu que até quase pipocas ia comendo...do vizinho do lado.

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

05/01/08

Leonard Cohen - Hey, thats no way to say goodbye




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