27/03/05

A vida a passar aqui ao lado...

by Sandra Rocha


...e eu a vê-la debandar sem mim!...é como se uma bolha de ar - protectora? castradora? - me impedisse de dar o passinho necessário ...a culpa é minha?, é dos outros?...sei lá!, e isso que importa?...

'I need your arms around me
I need to feel your touch
I need your understanding
I need your love, so much
You tell me that you love me so
You tell me that you care
But when I need you (baby)
Baby, (you're never there)
(...)'

***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW


É preciso ter calma


Amor, essa palavra que me mata
me corta (como uma faca)
me deixa no chão, como um cão
nu sem sossego, como o prazer que te nego.
Dor, cativa, privada,
bruma que te cobre o corpo de fada,
sonho, distante na mente
e de repente, saber que se está só.
É duro, é puro, o futuro,
sempre presente como o céu na tua frente
pintado, queimado, vazio assumido
um corpo triste despido
e uma mão que se estende,
depende de quem vier
e é mesmo assim que se quer.
Longe ou perto,
tudo é deserto
Tudo é montanha que te arranha a alma
com fúria, com calma

É preciso ter calma
Não dar o corpo pela alma

Vês o passado dorido, ferido,
agora tudo te é querido.
Memória, vitória, não é esta a tua história.
Voou a tua vida, perdida,
por entre os braços da SIDA.
Mentira, roubada, pesada,
uma seringa trocada, um prazer, que agora é nada.
Perdoa se não sei que fazer,
Mas sei que deve doer,
dá-me o teu olhar e eu dou-te o meu amor,
e o beijo urgente, premente,
esperança que não dorme, conforme,
e dita o eu estar aqui.
Amanhã, sei lá, para já o som da guitarra
que me agarra, me prende, me solta,
e a ti dá-te a volta, ao sorriso,
tem calma...

juízo, não tenho medo, não temo
só tremo de pensar...
mas não penso, e tenso te faço viajar
com a voz.
Lembro Novembro passado
quando os dias eram curtos
e as noites de fado,
rasgado, cantado, sentido.
No Deus que criámos
aprendemos a viver, de cor,
meu amor,
e agora, é hora,
tudo fica por fazer,
quero-te dizer mais uma vez
que te amo, talvez, te quero,
te espero e desespero por ti,
e que isso só por si
me chega p'ra viver,
mesmo quando só houver...
silêncio...
imenso,
e dor, e pior meu amor,
a lembrança que descansa
os olhos teus nos meus...
Adeus.

É preciso ter calma.



(Pedro Abrunhosa)


***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Porque me apetece glorificar a(s) palavra(s)...

«(...)
Esquecer-te não evitaria
O teu silêncio em minha memória

Tenho que te esquecer
Porém, deixa-me
Rever a minha vergonha em teus olhos
Sentir o meu calor no teu corpo

Permite-me sorrir com os teus lábios
Ver com os teus olhos
Escutar com os teus ouvidos
Que eu há muito que morri para mim mesmo

Tudo (isto)
Nas noites de mistério com pessoas misteriosas
(...)

in

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

24/03/05

...não me apetece escrever...não quero escrever...não posso escrever!!!

[...e, sem perceber porquê, não me sai da cabeça esta frase:
«(...)não existe ninguém igual a ela!o mais vagamente parecido, sou eu !», Patético Poeta Palhaço]
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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

20/03/05

«HELOÍSA E ABELARDO: PALAVRAS DE AMOR»

(...)


A primeira carta de Heloísa a Abelardo confessa uma petição de palavra. Através de argumentos que deslizam e se cruzam no texto, Heloísa implora traços da boca ou da mão do seu amado. Como numa ode, enaltece o poder da palavra. As suas cartas não contêm apenas um discurso acerca do amor, mas também o discurso do amor.
(...)

No entanto, que podia esperar Heloísa de Abelardo, se todo o contexto da sua relação se tinha desvanecido? Se todos os prazeres lhes tinham sido arrebatados? Se Abelardo era agora mudo para a linguagem erótica dos amantes?

Surgia então a palavra como possibilidade - talvez a única - do reencontro amoroso; como um antídoto contra a saudade e a melancolia; como um espelho em cujo reflexo regressaria - intacto - o ser amado.
(...)

A linguagem, forjada em cartas, concede-lhes a oportunidade de se contemplarem, de se tentarem, de regressarem um ao outro. «É como se tivesse palavras à maneira de dedos, ou dedos na extremidade das minhas palavras.» (Roland Barthes, Fragmentos de um Discurso Amoroso).
(...)

Desta perspectiva, a do amor, [as palavras] não podem ser vistas como meras etiquetas, meras instruções desvinculadas do real. Ancoradas no profundo do mundo, ligam-se 'realmente' ao que significam, e também a quem as profere e a quem as acolhe. E de tal maneira se tornam imprescindíveis, pois sustentam a alma.

Assim, a linguagem é erigida a lugar primordial da comunicação, do encontro e da consolidação. O desvelar do ser que se efectua através delas é também sustento para o enamorado. Aos que se encontram a mundos de distância, aos que se amam a contratempo, as palavras oferecem sortilégios.

No último vaivém da agonia, a ausência do outro torna-se intransigente, devastadora. Sem palavras tudo é queda, tudo é esquecimento, e perguntar-se-á como podem elas suster a alma. Responderemos que quando o amor já se não pode escrever na pele, talvez as palavras confiram um refúgio onde a fusão seja possível, onde o amor torne a dizer-se a duas vozes.
(...)

Abelardo dedicará até ao fim dos seus dias muitas palavras a Heloísa: cartas, tratados e até a sua controversa declaração de Fé. Mas nunca mais, nem dos seus lábios nem da sua pena, Heloísa voltou a ouvir palavras de amor... Pelo menos é isso que nos contam os vazios que o tempo costuma deixar.»

Um texto interessante, colhido no Nocturno com gatos



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Entretanto,vou ficar (ansiosamente) à espera...

...deste...
«Nicole Kidman é Anna Morgan, uma mulher que perde toda a vontade e alegria de viver, após a morte do seu marido John.(...)»

[...já agora...na Pública(Público) de hoje, entrevista com NK]


[...entretanto...deste já vi a apresentação...promete!;-)]

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O próximo visionamento...

(...não sei muito bem quando, pois se está com uma única sessão...à meia noite!!!grrrrr)





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12/03/05

before 6 beers...;-)



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Não faço a mínima ideia...

«"Perco o desejo do que procuro ao procurar o que desejo"»
Porchia, Antonio, in CITADOR

...de quem foi este António...Porchia(!?), mas lá que a frase citada da(ria) pano para mangas...;-)

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10/03/05

...'tá mal, pá!, isto está mt mal!!!grrrr

«(...)Ele é o fermentar do SULturas Light Nº3, ele é o botar crónica para a PORTUGALNIGHT, ele é programa radiofónico em banho-maria, ele é crónica sobre as noites do Algarve, ele é o congeminar magazine para a KADOC, ele é organizar uma exposição de fotografia, ele é compilar o famigerado livro, ele é caçar patrocínios para isto tudo. E quanto ao blog nicles. Habituem-se nos próximos tempos a mui espaçados posts e dai-me Senhor fôlego para todo o resto. Ámen.», by elmano in SULturas

...uma gaja habitua-se a certo tipo de leitura e depois leva com o aviso destes???...'tá mal, pá!, repito que 'tá muito mal!!!...e nem o facto de ter sido "eleita" como 'A minha leitora predilecta' me vai valer, oh valham-me todos os deuses do Olimpo...grrrrr

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

09/03/05

uopsss,,,;-)))


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«A verdade da encenação»

«(...)Existe o real? Existem tentativas de reproduzir a imagem desse real? Será que o teatro é uma delas? Pessoalmente, julgo que o real existe, sim, mas nas suas encenações, não em si mesmo. Não temos de um lado a verdade pura e nua e doutro lado as representações impuras dessa verdade. A verdade é a sucessão das suas representações. O teatro não é uma reconstrução da verdade. É a verdade a produzir-se, uma das muitas formas da sua produção, mas certamente uma das mais belas.
E o que é a beleza nestas coisas, aquilo que nos leva a ler textos, a escrever dramas e tragédias, a ensaiar vezes sem conta, a sair de casa e entrar numa sala obscurecida, a aplaudir? É a intensidade (a obsessão, a fúria, o desespero, a técnica) com que se procura o que só existe porque se procura: a verdade. Eu não te procuraria se não te tivesse encontrado.
Por outras palavras, a verdade não está antes e precisa de ser recuperada. A verdade é algo que acontece em plena trajectória e passa a ser o que vem depois. E o teatro é isso, essa circularidade das instâncias.(...)» in A verdade da encenação
Eduardo Prado Coelho, o fio do horizonte - Público


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06/03/05



Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

03/03/05

...

«Até sempre num qualquer dia.»
in
Sem Pénis, nem Inveja


*****************************
(TCA)
(...)
Tal como sou, não te convido
a ires para onde eu for.

Tudo que tenho é haver sofrido
pelo meu sonho, alto e perdido,
- e o encantamento arrependido
do meu amor.

Cecília Meireles
in
abstractoconcreto


[obrigada...]

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01/03/05

Perdi-me e quando dei por mim encontrei-me...

...aqui

«(...)
Isto de uma vida de difícil re-encanto é perigosamente semelhante a uma vida sem encanto. É este parentesco que importa negar. Tenta-se. Emerge assim a celebração das possibilidades do quotidiano, descobrimos o tanto que a nossa acção pode significar, plantamos uma árvore, fazemos 999 filhos de tanto amor, cantamos e somos poesia nos bons dias de todos os dias, lutamos, se temos força, damo-nos se o egoísmo o consente. E são estas coisas e estas pessoas que prendem o desejo ao amor, que nos convertem em profetas de possibilidades e nos lembram a cada dia tudo o que perdemos por sermos quem somos. Mas também aqui há um perigo (esse campo minado do querer...), o perigo de fazermos dos limites assentidos, o conforto do nosso intento, de fazermos da impossibilidade de ser outro esses tantos outros em nós, enfim... o perigo da celebração dos limites. É por isso que entendo que não poderemos clamar os méritos de termos ajustado o querer ao poder, o desejável ao factível, sem trazer connosco o hábito de evocar a memória da desolação iniciática. Entendo por desolação iniciática esse momento mágico em que percebemos que a verdade não existe e que temos que lutar por ela no eterno fracasso, o momento em que percebemos que amar é consentir a espera pelo amor que vem, o momento algures em que o vislumbre das impossibilidades, ou nos paralisa, ou nos reconverte. É por referência à reiteração desse espaço-tempo pessoal (desolação iniciática), em que tudo acabou para começar outra vez, que as convicções se abatem ou se forjam.»


in avatares de um desejo

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28/02/05

Gato


Que fazes por aqui, ó gato?

Que ambiguidade vens explorar?

Senhor de ti, avanças, cauto,

meio agastado e sempre a disfarçar

o que afinal não tens e eu te empresto,

ó gato, pesadelo lento e lesto,

fofo no pêlo, frio no olhar!



De que obscura força és a morada?

Qual o crime de que foste testemunha?

Que deus te deu a repentina unha

que rubrica esta mão, aquela cara?

Gato, cúmplice de um medo

ainda sem palavras, sem enredos,

quem somos nós, teus donos ou teus servos?


Alexandre O'Neill

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27/02/05

A visitar...

«Um cão, eu sempre disse, é prosa;

Um gato é um poema.»


Jean Burden

***
[in insensatez]

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25/02/05

« Não se pode agradar a gregos e a troianos. Certo!
Mas pode-se estar cagando para todos...

# posted by elmano, in SULturas @ 1/31/2004 08:49:09 PM»



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23/02/05

Sinceramente...

...bastaria o prazer que me dá "propagandear" os textos que vou lendo por aí e me tocam de forma tal que só me apetece isso mesmo: "propagandear" e "obrigar toda a gente" a lê-los!, para me fazer andar por aqui intervalando com as minhas patacoadas...espero (desejo!) que essas mesmas patacoadas não vos afaste nem impeça de seguirem os meus desejos de leitura...ora sigam lá mais este link:

«Frase do dia: "És tu que, através da janela, olhas para a vida lá fora, ou é a vida lá fora que, através da janela, olha para ti?"»

...e acima de tudo atentem no texto que segue e que não me atrevi a cop&pastar...esse precisa ser lido na sua forma (gráfica) original, ou perder-se-ia uma boa parte da sua força!

...obrigada, mais uma vez, Ricardo...

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Ah, é verdade!...antes de encerrar o canavial de vez...

A M O - T E




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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Sphinx
You are a Sphinx! You are mocked for your unusual
appearance, but you are very loving and
devoted. People just need to give you a
chance!


What breed of cat are you?
brought to you by Quizilla

[ahahaha, logo o único gato q detesto!...'tá-se mesmo a ver q os vapores ainda ñ se esfumaram...:->]

...teria preferido mt mais este:

Random cat
You are a Random cat! Also known as an alley cat or a mutt. You aren't given to high-falutin' ways, but you're accessible and popular. People love you for who you are, not what you are.


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Pensando bem, este canavial já deu o que tinha a dar...

...esgotada que está - ou parece estar, porque isto de se lidar com amoks tem muito que se lhe diga!:-> - a função deste canavial, perdão, blog!, à lá príncipe das orelhas de burro (melhor seria princesa, mas enfim... a minha modéstia não mo permite!:-> :-> :-> ) ...dizia eu, esgotada que parece estar a função de depósito de gritos d'alma - que nunca sairam lá grande coisa, mas...há almas teimosas com'o caraças! - bem!, concluindo...estou num dilema!...acabo com o canavial, perdão blog!, ou dou uma grande guinada à la gauche, como agora vai estar na moda; ou atiro com esta merda ao charco transformando os pretensos gritos d'alma em gritos histericamente provocadores do tipo de bater à esquerda, à direita, ao centro, no Sr. Lopes, no povão, enfim...no raio que os parta todos porque eu é que sou muita boa e sei tudo e nunca tenho dúvidas!!!...ah! e mais: a minha moral é abaixo de cão, logo todos a devem seguir!...ah! e também: todos me devem e ninguém me paga, logo eu posso mandar toda a gente à merda mas aqui só podem vir os que disserem muito bem de mim e me derem muitas estrelinhas!...'tamos entendidos!?????!

...vamos lá a ver se isto amanhã - quer dizer, daqui a umas horas - ainda dura, ou se não passa do resultado duns aromas etílicos novos que andei a experimentar!?...esta coisa de ser amiga de barmans é o que dá, raios...o que uma pessoa de bem não faz pelos amigos...;-))))

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22/02/05

Confesso que não entendo...

...porque raio anda meio mundo a bater no Sr. Lopes e o outro meio a querer bater sem lá chegar!?! Afinal o desgraçado mais não foi que o rosto da pandilha de oportunista que o seguia a caminho dos tachos. Não que os outros - antes e depois do Sr. Lopes - não tenham feito e não venham a fazer o mesmo...só que disfarçam melhor a coisa, só isso porra!


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Acho que já em tempos tinha deixado esta citação aqui...

...porque alguns insistem em ignorar o óbvio, volto a citar...

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir", George Orwell

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20/02/05

Um visionamente fora da agenda prevista...

«(...)Kinsey publica em 1948 o seu livro, Sexual Behavior in the Human Male, conhecido como Relatório Kinsey.

Os seus estudos ajudaram o sexo - todo o tipo de sexo - a sair do armário para a brilhante luz do dia e a sua obra é um sucesso. Porém, à medida que o país entra no período mais paranóico da Guerra Fria, Kinsey vê o mesmo estudo junto das mulheres ser apontado como um atentado aos valores americanos.
(...)
Parece que afinal ninguém estava preparado para saber os segredos mais íntimos das filhas, mães e avós da América.»

...à revelia do que tinha "agendado" dei comigo, hoje, a ser levada a ver este filme...

Parece que afinal pouco mudou desde então...fala-se mais, é certo, mas não se sabe mais sobre sexo e sexualidade...alguns dos "mitos" permanecem, muita da ignorância permanece - é assustador verificar como a nossa juventude continua ignorante apesar da quantidade que não gerou qualidade - enfim, somos mais libertinos, mas não somos mais livres!


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Confesso que me falta a pachorra...

...para artilhar "guerrilhas" destinadas a alimentar egos sub-nutridos!

Antigamente não. Antigamente ia a todas e envolvia-me nas patacoadas mais idiotas que me faziam desperdiçar recursos, mas isso era no tempo em que pouco mais tinha para fazer e também quando ainda achava que toda a gente tinha direito a que se lhe dedicasse algum esforço de entendimento. Hoje já não estou para isso. Aliás, há já algum tempo que me dou ao trabalho de seleccionar quem tem o direito de me chatear com birras de putos mal amados.

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Porque será que por vezes...

...nos parece estar o mundo contra nós?!?

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Depois do...

...Esclarecimento eleitoral do Elmano...já sei o que vou fazer daqui a umas horas...;-)))))


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19/02/05

Sabes que mais, meu querido...

...confunde-me que sejas tão ingénuo, afinal, ao ponto de não seres capaz de distinguir que quando te digo "és ingénuo" estou a ser irónica o suficiente para se perceber que de ingénuo terás muito pouco...ou nada!, logo...se o meu "és ingénuo" não quer dizer, exactamente, que "és ingénuo" que querá dizer, meu querido provocador de serviço!?!?

...afinal, és ingénuo...:->

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17/02/05

Não sei em quem votar...melhor!, NÃO ME APETECE DAR O MEU VOTO A NINGUÉM!!!

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«História de amor fora do prazo...

Os dois. No silêncio das impossibilidades possíveis.

(...)

ele e ela nós os dois eu e tu nós vós eles no verbo da nossa voz que se parte num único silêncio que grita.

Ele levanta-se paga e sai.
Ela recebe o troco e sorri.
No rádio toca: "Every time you say goodbye i die a little".»

RMM


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Os próximos visionamentos...


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16/02/05

Apetecia-me andar a distribuir isto lá no meu galinheiro!!!

»»Desabafo marafado««

»Descobri ontem por portas e travessas, que me consideram, quem não sei, um ser desequilibrado, embriagado, irreverente e perdido nesta província do Algarve. Estou comovido. Estou agradecido. Estou embasbacado! Estou sem palavras, exceptuando esta carrada de prosa avinagrada que me ficou atravessada. Ó pacóvios provincianos tagarelando sentenças coxas. Ó avantesmas raquíticas armadas em esclarecidas xaputas cosmopolitas, parolando como carapaus de corrida: numa terra irrelevante não há que ter qualquer relevância. Aplica-se à terrinha, à região e ao país. E quem se quiser insuflar de grandeza que estoire de flatulência longe de mim. O que vos poderei dizer da minha singela pessoa, que vossemecês já não o pressintam? Sim pressentir, que compreender é coisa de gente entendida. Nada. Mas um nada repleto de metáforas que me estoiram na boca e ressoam como gongos nas vossas insípidas existências. Arre! Vidinhas ancoradas na marina do tédio, com o mar da pouca coisa à vista. Irra! Fastio encalhado no molhe da ignorância, com a falésia da boçalidade debruçada sobre a alma. Eia! Mesquinhice enlatada para consumo de inveja avulsa. Porra! Via sacra da ostentação com dívidas, a desembocar no bacoco do faz-de-conta. Abrenúncio! Abomino a vossa felicidade a pronto pagamento e a vossa liberdade a prestações. Vade retro! Esboços de seres mal amanhados a dar serventia às excrescências deste mundo. Pé-de-cabra! Saloiice engravatada ao serviço do atraso mental civilizado. Tudo isto mesmo. Mesmíssimo.
E agora já chega que tenho de ir jantar.«

# posted by elmano @ 2/15/2005 09:23:00 PM, in SULturas
[o bold é meu...claro!:->]



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Gostei...

«e sabe que mais? estou outra vez bêbedo, mas vou sair e encarar a plenitude de uma noite clara e sentir todos os anjos sem sexo a poisarem no meu colo enquanto alimento com milho os pombos sedentos de fome na minha boca sem nexo.»Kude Bomba

...tudo o mais são "coisas básicas"...;-)

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[a responsabilidade é do Luís... se tiver de pagar direitos de autor pela cop&pastagem vou ter contigo!!!]

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