23/09/04

"Hey, that's no way to say goodbye"


Leonard Cohen fez 70 anos, 21 Setembro...


Songs Of Leonard Cohen -- 1968



I loved you in the morning
Our kisses deep and warm
Your hair upon the pillow
Like a sleepy golden storm
Many loved before us
I know that we are not new
In city and in forest
They smiled like me and you
But now it's come to distances
And both of us must try
Your eyes are soft with sorrow
Hey, that's no way to say goodbye

I'm not looking for another
As I wander in my time
Walk me to the corner
Our steps will always rhyme
You know my love goes with you
As your love stays with me
It's just the way it changes
Like the shoreline and the sea
But let's not talk of love or chains
And things we can't untie
Your eyes are soft with sorrow
Hey, that's no way to say goodbye

I loved you in the morning
Our kisses deep and warm
Your hair upon the pillow
Like a sleepy golden storm
Yes many loved before us
I know that we are not new
In city and in forest
They smiled like me and you
But let's not talk of love or chains
And things we can't untie
Your eyes are soft with sorrow
Hey, that's no way to say goodbye







***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Eu gosto de (con)viver com as pessoas...

...gosto!, gosto de as ver, de as ouvir, de as sentir, de as cheirar, de as silenciar...gosto de as esquecer para depois as rememorar...porque nunca se esquece ninguém!...quem se esquece nunca (nos) existiu...eu gosto das pessoas, gosto de as conhecer, gosto do "trabalho" que isso me dá, gosto do entusiasmo que isso me provoca, gosto da emoção de as perceber...

...também gosto de imaginar pessoas!...gosto do imaginário correndo à desfilada pela minha alma...gosto de inventar pessoas!...mas com essas não (con)vivo!...a essas não há sentido que lhes chegue...e, se somos pessoas, usamos os sentidos, né!?;-)

...não esperem que eu ame imaginários!...eu só sei amar...pessoas!... E, como diria o 'elmano' lá prós lados do SULturas:
«E, já agora, o que é isso de encontrar o outro? Não há outro: só há Eu a pensar o outro! Deixamos de os pensar num instante e desaparecem no momento seguinte.»





***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

22/09/04

E lá voltamos nós à saga dos profs desgraçadinhos!!!

...quem os ouve falar, aos profs, eles são os mais desgraçados trabalhadores deste país!, os mais mal pagos, os mais maltratados!!!...pelo Estado, pelos pais/EE e, pior dos piores, pelos alunos, quais energúmenos a que eles, tadinhos dos profs, não têm a mínima possibilidade de escapar, indefesos que estão enjaulados dentro de quatro paredes com semelhantes monstros! ...escapando uns pouquíssimos "bons alunos"! ...que são os que já vêm ensinados de casa pelo que apenas se lhes - aos profs - exige a certificação da papinha já feita por pais/EE, ou explicadores a quem se paga, a hora, a peso de ouro.

...vem esta lenga-lenga a propósito de mais uma das reuniões de EE com DT do início do ano escolar...e com ela - a primeira reunião - voltam os lamentos, este ano ainda mais "lancinantes" e os avisos. Os lamentos pelo caos em que o Ministério se transformou com a colocação dos desgraçados, como se aquele Ministério não tivesse sido, sempre, um caos...e, depois, os avisos para que os EE se desloquem com frequência à escola...para quê?, pergunto eu!...e para quê, respondo eu: para emprestarem o "ombro amigo" ao DT quando ele precisa fazer queixinhas do aluno que não se portou como devia, dentro da escola!, e nada lhe sucedeu, claro, porque o energúmeno ainda podia virar-se ao prof!...devo referir que não estou a inventar nada!, ah e também não estou a referir-me a nenhuma escola de nenhum bairo de risco!:->...porque será que, o mesmo EE do mesmo aluno, numa reunião do colégio privado não ouve o mesmo tipo de "conversa"!?:->... não seria melhor os profs adequarem os seus discursos aos EE/alunos que têm pela frente; ou, no caso de estarem realmente a querer referir-se a algum caso mais "bicudo", não o generalizarem à turma toda!?!?...é que, realmente, haveria tanta coisa que se poderia fazer em conjunto por forma a motivar os alunos desmotivados por tanto caos e tanta falta de coerência dentro duma instituição que, se não existe para "educar os filhos dos outros", deveria existir para, além de instruir, participar na melhor formação possível dos cidadãos do futuro...enfim...

...pois, como todos os anos, cada DT tem as suas saidas menos airosas que se vão repetindo ao longo do ano e, quase sempre, fundamentadas pela convicção dos profs de que os EE não "pescam" nada do que se cozinha dentro das escolas, em particular nos Conselhos Pedagógicos e nas direcçôes escolares...não é em vão que as Associações de Pais são tão mal vistas dentro da escola...quando não é possível serem manipuladas pelos profs!:->...ora, este ano começamos "bem"!, deixando de lado o tal caos da colocação dos profs que ainda ninguém sabe como e quando vai acabar, temos um belíssimo horário em perspectiva!...confesso que nestes anos todos de estudo (meus e de 2 filhos!), por mais esburacado que fosse o horário, nunca vi um com uma cratera como esta!... assim o global do horário tem as aulas a começarem às 8h e alguns dias com aulas de tarde quase logo a seguir ao almoço, no máximo com uma hora de furo, mas...e eis que chegamos à 6ªfª(!) que vai das 8h às 13 e picos e depois...das 17,45h às 18,30h!...e não estou a falar de ensino secundário, entenda-se!!!

...quando levanto a questão do horário recebo como resposta que "sim senhora, tinha toda a razão!, mas...não havia outra forma de fazer o horário!...os coitados dos profs bem se "esmifraram", mas nem profs, nem salas de aula!, não havia outra alternativa!!"...isto acompanhado dumas "boquinhas" para serem entendidas nas entrelinhas por forma a cortar rente qualquer ideia que outro EE tivesse de insistir no assunto e para rematar - e aqui lá vem a tal saida airosa!:-> - "pois, as coisas estão de tal forma que os profs só têm as 5ªsfªs às 8h para se reunirem para tratar dos assuntos de interesse dos "meninos" - refira-se que "esta" 5ªfª é o único dia em que os ditos "meninos" não entram às 8h...claro!:-> - mas, então porque raio não se reunem, os profs, às 6ªsfªs das 17h às 18h, caramba!???!

...é claro que sai da reunião com o firme propósito de voltar a "enfiar o menino" no privado!!!

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

21/09/04

"REQUIEM LUSITANO"

Sempre a mesma vertigem. Sempre o mesmo vómito. Insustentável, inevitável. Apesar de não se darem conta disso, não deixo de gostar de vós, ó paisagem humana a brincar ao poder e às coisas sérias! Mas já não me seduzem muito, por tudo o que causam e arrastam. Estamos finalmente saldados. E eu, esgotado até para o silêncio. A vossa inutilidade como fonte de inspiração, a minha inapetência como forma de impotência. Originalidade no ser humano? A vida de quem arrisca tudo todos os dias. E, pontificadamente, a morte de cada um! Em frente, marche!
Moral turva, ó Alberto De Tão Pouca Pimenta? Gostaria de te oferecer quota de dez por cento da minha alma e alguns hectares dos seus arredores.
Disseram-me um dia que não se pode querer nada. Mas querer nada é já ter tudo. Além disso, nasci umbilical até aos píncaros mais profundos da essência do que me constitui! Quis sempre, e apenas, bater palmas. Fosseis vós um grande espectáculo... Fosse a palhaçada politicamente correcta! Ah! tédio a ranger-me nos dentes, com raiva mastigada e salivada a paciência.
“Entre dos tierras estas”? Fraco! Ó heróes del silencio! Vá lá um gajo comprar música ibérica. Resistir, conho... Inventar muito e sempre, até à exaustão. Repetir a ladainha interna da sobrevivência para complementar a mecânica biológica. Não é isso acordar todos os dias? Descobrir propósitos, passear ideias, arrancar emoções do vazio, musicar os sonhos a preto e branco, ludibriar destinos e catapultar futuros. Amar à ganância e duma maneira egoísta. Esmifrar, com toda a vida possível, a “coisa suprema”, para que a morte não se ria de nós.
O que fazes longe da pátria Saramago? Dói-te o mesmo que doeu ao Jorge de Sena? Duvido. E porque raio não sabes para onde o mundo vai? Esclerose de visionário? E, já agora, o que é isso de encontrar o outro? Não há outro: só há Eu a pensar o outro! Deixamos de os pensar num instante e desaparecem no momento seguinte.
Quando era criança, tinha o terrível hábito de destruir tudo o que não gostava. Criteriosamente selectivo no entanto. Agora, na impossibilidade de ser Rei, gostaria de ser inimputável. Compreenda Sr. Dr. Juiz: duvido que alguma vez entendesse os meus motivos reais - simultaneamente de realidade e realeza, quando já tivesse perpetrado (adoro este palavrão) tudo aquilo que me ocorre fazer de impulso intuitivo, para repor a ordem pura, estética e límpida das coisas. A democracia é uma merda. Um justiceiro já não se pode divertir.
Ser um clandestino cultural no meu próprio país, incomodou-te, não foi, ó Vergílio Ferreira? Descansa em paz, que eu também não!
Estou saturado de tantos recados inconsequentes. Nunca fui adepto daquela treta do ditado: para bom entendedor... Porra! Táctica própria de quem não sabe discursar ou se refugia atrás da ausência de sujeito. Não senhor! Bojarda com pés e cabeça, tem de ser devidamente endereçada, e, se possível, enviada com aviso de recepção.
Lisboa foi linda no ano da graça do Senhor de 1994. Tivemos moscatel a rodos e foi um laréu rodopiante. Não concordas companheiro Lud? Já teria bastado toda a vida, só por essas refrescantes futilidades, como cocktails no deserto do tempo.
Ao que a Esquerda chegou em Portugal, com os seus épicos Manueis a fabricarem hinos para bola. Pois é, meus senhores, vós criais e clonais os carneiros e depois ficais indignados pelo uso e abuso que os capitalistas lhes dão. Seria mais coerente incitar à lobotomia alargada e colectiva. Todo este processo, depois da morte do comunismo, é um despautério social, possivelmente criado com sofisma.
E vocês, geração rasca-do-erro-ortográfico, tropeçando gramatical e matematicamente em bué de “naices” coisas novas. Tordos engasgados com coca-cola, regurgitando mac-donalds e vibrando com a mais reles taralhouquice que se inventa quotidianamente, com o intuito meramente comercial. Futurologia? Se criasse um hino à estupidez humana, uns sonetos à grunhice social e umas odes à pequenez desalmada, ainda seria moderno daqui a quinhentos anos. Mais vale criar um ultimatum a todas as gerações futuras, com o pseudónimo de Vetérrimo de Buéréré.
E para terminar; perguntam-me, o que quero eu? Eventualmente, que você, caro leitor, nem sequer existisse, para eu não ter o raio desta função – que também não sei bem qual seja. Adiante. E como não sou de rancores, mais ainda, sendo eu um fervoroso adepto da coexistência pacífica, tenho apenas a declarar: bem-hajam todos, sim, que todos merecem!

# posted by elmano @ 9/20/2004 05:23:56 PM, in SULturas

(os bolds são da minha inteira responsabilidade...amok)


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

19/09/04



How to make a amok
Ingredients:

3 parts success

3 parts self-sufficiency

5 parts leadership
Method:
Stir together in a glass tumbler with a salted rim. Top it off with a sprinkle of sadness and enjoy!


Username:


Personality cocktail
From Go-Quiz.com



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

POEMA


o tempo não sabe nada

o tempo não sabe nada

o tempo não tem razão

o tempo nunca existiu

é da nossa invenção



se abandonarmos as horas para nos sentirmos sós

meu amor o tempo somos nós



o espaço tem o volume

da imaginação

além do nosso horizonte

existe outra dimensão



o espaço foi construído sem princípio nem fim

meu amor tu cabes dentro de mim



o meu tesouro és tu

eternamente tu

não há passos divergentes para quem se quer encontrar



a nossa história começa

na total escuridão

onde o mistério ultrapassa

a nossa compreensão



a nossa história é o esforço para alcançar a luz

meu amor o impossível seduz



o meu tesouro és tu

eternamente tu

não há passos divergentes para quem se quer encontrar

Jorge Palma




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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Há coisas que só se devia fazer no seu tempo certo...

...sob pena de, ao serem feitas fora do (seu) tempo, saberem a...desilusão! A "Madame" foi uma desilusão...não completa por circunstâncias acessórias, só por isso.



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

18/09/04

18.09.2004...

Entre nós e as palavras brotou o rio tumultuoso do silêncio...feito de dúvida e insegurança. Vejo esse rio avolumar-se cada dia que passa mais que o anterior e pergunto-me: como chegámos aqui? Como se chega aqui?

Tanto tempo passado!...mas, se ele não nos serve para olhar "o outro" com a limpidez que ao amor se deve, de que nos servem as palavras? Entre nós e as palavras já pouco mais nos resta que não seja os corpos que nos empurram para memórias que ainda nos unem...iremos continuar a envenenar-nos de memórias?

Tenho saudades das palavras, mas...a minha garganta secou. Tenho saudades, mas também tenho esperança que ainda poderemos encontrar um elixir qualquer que nos devolva a frescura das palavras...Entre nós e as palavras corre, ainda, um mundo de sentimentos, emoções e paixões, mas de tal modo sufocado que o meu medo é um dia acordarmos e apenas nos restar o cemitério do nosso amor...onde iremos, em dias festivos, deixar as flores que não soubemos cheirar em vida, para rememorar o que não soubemos salvaguardar ...

Entre nós e as palavras...fico eu impotente e infeliz, sem saber como te dar os parabéns...por tudo o que já me deste!...e um dia, quem sabe, talvez te deixe estas palavras... quando os silêncios já nem se sentirem... , Magritte


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Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?,WW

17/09/04

«Oh yes, the world will always welcome lovers. As time goes by»

"Acordei com um contentamento tão estranho que, de imediato, me lembrei de ti. Mecanicamente, desatei a rir e a declamar parte da Balada da Neve e a recriá-la no que me contaste. Não, não a parte em que levemente batem, pois nem sequer é um chamamento. E bem que poderia ser...mas, não é. Passo os olhos pelo espelho e pergunto-me do porquê daquele riso. Rir-me-ia assim contigo aqui? Rir-me-ia contigo (que não de ti)? Quanto mais penso nisso, mais me rio e me contagio a mim mesmo com o riso do sorriso que em ti diviso.
Eu rio-me! E tu, espantas-te! Espantas-te pelo ridículo do riso e acabas também à gargalhada, apesar de ambos sabermos que debaixo da carapaça o coração goteja e que não vai ser fácil deixá-lo à solta sem que uma nova unha o não ponha de novo a arfar e assustado.
Irei como um cavalo louco!... (apetecia-me rever...). Despejo, do meu imaginário, o tambor do “colt” e também me apetecia ser um dos cavalos que se abatem, esgotado, a escorar-me num corpo que se me oferece cúmplice, que me atrai e que se me devolve cada vez mais alucinante e estrangulador.
Re-olho o espelho. O riso continua lá. Mas os olhos (que não mentem, mesmo quando tentam fugir), esses, fazem-me cantar uma outra melodia

You must remember this
A kiss is still a kiss
A sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by


Mas...como é bom suspirar, flutuar e deixar os pés sem o peso do beijo... à maneira que o tempo flui. E eu, ali dependurado, a olhar os pés sem saberem o que fazer e a rir-me uma vez mais.
Riso ! Riso ! Riso! A minha maneira de esconjurar acaba sempre no riso. Afinal, quem tem coragem de interromper um riso? Um choro interrompe-se! Uma mão no ombro, uma mão na mão, uns olhos nos olhos, e o choro desfaz-se, desmorona-se e sentimo-nos invadidos no nosso super eu. Mas, um riso? Como se interrompe um riso? Como? Como nos poderemos intrometer no riso de alguém? O riso é algo de privado, não se partilha e é egoísta e solitário, não se deixa domar. Por isso desato em riso: para poder ter o meu tempo, o tempo que eu sei que ninguém consegue interromper.

And when two lovers woo
They still say “I love you”
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by


Sonho... Sonho? Desencontros...
Volto quase trinta anos atrás e à minha frente passam palavras como que num oráculo apreendido e escondido. Escondido dos olhos do riso, dos olhos do choro, no fundo de uma gaveta...

“Paris, le 3 Octobre 1972

Mon petit adoré

Je sais que tu ne leras pas cette lettre. Je l’écris à tout hasard, on ne sait jamais!
Je me suis recriéé ici, le monde des vacances avec “ton” galet, ton corail, tes photos merveilleuses.
(...)
Tu me manques beaucoup chaton chéri et je suis triste à mourrir. J’attends une lettre longue et tendre, une lettre qui ne finnit pas comme les journeés avec toi sur la plage.
Prouve-moi que “cela ne fait que commencer”.
Je t’embrasse follement

M(...) “

E.. o tempo ? O tempo....o tempo flui..flui...flui até que deixa de ser tempo para passar a ser verdade...para passar a ser uma eternidade que nos esmaga e liberta das justificações do momento...do tempo...do que perdemos e do que ganhamos...da vida...

Moonlight and love songs
Never out of date
Hearts full of passion
Jealousy and hate
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny

Tão simples... tão simples como olharmos um para o outro e vermos um estranho apoderar-se de nós. Apoderar-se da nossa vontade, do nosso desejo, da nossa inércia que era suposta ser inércia e acaba em revolta agitada, do nosso espaço que partilhamos e que acaba devassado, irremediável e definitivamente espezinhado como uva em fins de Setembro. Não, não me queixo do que deixei espezinhar... Queixo-me do que esses pés não conseguiram aprender enquanto espezinhavam. É só (?) disso que me queixo!!!.... Porque, afinal ... , eu continuo a amar esses pés!

It’s still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die!
The world will always welcome lovers
As time goes by


Descanso... Finalmente, descanso! Nos teus braços me entregarei e ambos dançaremos... cada um com o seu tempo...cada um com sua história, amor e glória...cada um sabendo que cada lágrima do outro é uma dádiva de raiva e um nó que cada vez mais faz de nós o tempo...o tempo que flui...

Como não rir ? Como não olhar o espelho sem que as lágrimas que imagino em ti, em mim me façam ter a certeza de que o tempo flui?

As time goes by..... "

JR... “as time goes by...” - in “Folhas Soltas” – 03.Nov.99




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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Começo a sentir-me espreitada...

...é claro que as visitas me agradam e mais, trazem o raiozinho de sol que ajuda a iluminar caminhos, nem sempre suaves...uma luzinha ao fundo do túnel é sempre animador, no mínimo...mas, sentir-me "observada" em silêncio sempre me fez cócegas...e ao vivo faz-me corar, estupidamente!,até à raiz dos cabelos...

...não entendo!, não entendo!, não entendo!!!...e também, nem sei se quero entender!?!...tem de ser assim?, porquê?

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

16/09/04

Guardando (boas) memórias...II

...este foi outro que me fez voar, perdida nos impossíveis...

tinta crua

TCA 2004


hoje escrevo eu por ti.
é minha a liberdade que não tens!
vou rasgar o papel e mostrar a fúria
a revolta sem resignação.
posso até revelar a ternura
e essa estúpida e ridícula honra
que defendes com tanta paixão.
hoje sou eu que mando aqui
nestas folhas que ora rasgas
ora transformas em luxúria.
vou revelar os teus segredos
esses que escondes nos riscos
ilusoriamente suaves e doces.
vou falar de medo e de loucura
e do passado que te assombra.
porque hoje sou eu e livre aqui
na palma indefesa da tua mão
vou é calar o medo que senti
quando inventaste tamanha cor
com a alma em carne viva
e um resto negro de carvão.
TCA 2004, in Abstracto Concreto



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Guardando (boas) memórias...I

...num misto de saudade e desejo de posse...

«raizes: as garras da vida


o que não me deixa cair
não é força física nem fé
mas há algo que me ampara
que me ajuda a resistir
e ser como as árvores
que morrem, sim, mas de pé
TCA», in Abstracto Concreto




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...os cantinhos únicos...

...apesar de não gostar (nada!) de citar Nietzsche descontextualizado...enfim, este pedacinho diz-me algo...


"O nosso novo «infinito». — Até aonde vai o carácter perspectivo da existência? possui ela mesmo outro carácter? uma existência sem explicação, sem «razão» não se torna precisamente uma «irrizão»? e, por outro lado, não é qualquer existência essencialmente «explicativa»? é isso que não podem decidir, como seria necessário, as análises mais zelosas do intelecto, as mais pacientes e minuciosas introspecções: porque o espírito do homem, no decurso destas análises, não se pode impedir de se ver conforme a sua própria perspectiva e só pode ver de acordo com ela. Só podemos ver com os nossos olhos; é uma curiosidade sem esperança de êxito procurar saber que outras espécies de intelecto e de perspectivas podem existir; ( ) Espero contudo que estejamos hoje longe da ridícula pretensão de decretar que o nosso cantinho é o único de onde se tem o direito de possuir uma perspectiva. Muito pelo contrário o mundo, para nós, voltou a tornar-se infinito, no sentido em que não lhe podemos recusar a possibilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações.


(Gaia Ciência, Livro V, § 374)", in blog experimental



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15/09/04

"Play it again, Sam..."

...não!, não era "essa"!!!

...nem tão pouco esta...


...era o momento q antecedia este...

...ou será q a minha memória está a pregar-me partidas?...tenho uma ideia duma cena em q Sam toca, a pedido de Rick...e "ela"


...aparece e ouve...sem q eles a vejam logo...



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13/09/04

Pronto, Vasco...toma lá o desfraldar da bandeira branca...;-)





...gostaria de ter aquela em q Sam está ao piano, mas...;-)
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12/09/04

É espantoso...

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Parafraseando já não sei quem...II

Conversas de gajas e gajos...

- Ana, queres ir à ópera?
Euuuuu??? Eu não!, gosto lá de ópera...ainda se fossemos fazer um programinha, com a malta toda, no Hacienda...;-)
- Maria, queres ir à ópera?
À quê???? Ópera q ópera???
-Mulher, ópera!!!...ver a "Madame Buterfly"!
Ver quem??? Isso é aquela da "My Fair Lady"???
-Ai, o caraças! Qual myfairlady, qual carapuça!!!
- Raquel, queres ir à ópera?
Não! Quero ir ver o Cats!
- Ok, esse vamos depois...vou contigo se fores à ópera!?!
É pá, tu sabes que não aprecio ópera, faz-me sono!
- Caraças, Raquel, duvido que adormecesses com o Puccini...
Pois, mas prefiro ir ver o Cats...
- Tó, queres ir à ópera?
Rica, e se fossemos nós a fazer a ópera?;-)
- Parvo!, estou a falar a sério!
Eu também, querida...;-)
- Carlos, queres ir à ópera?
O quê?, tu ñ me digas q arranjaste bilhetes para a Madona?????...conseguiste, conseguiste???:-))))))
- Mafalda, queres ir à ópera?
É pá, eu até ia, nunca assisti a nenhuma, ainda mais ao vivo...tu sabes q eu adoro ir a essas coisas, uma pessoa parece q sai de lá com a alma lavada...lembras-te do Rui Veloso no CCB, pois...adorei!...mas, sabes?, este mês estou nas lonas!, depois da multa da falta da inspecção, de que ainda mal me recompus, levei outra hj por falta do cinto...ai a minha vida!, a minha vida é um melodrama!!!:-(((
-Ok...vamos, pró mês q vem, ver o Caetano Veloso!;-)
....
Amor, eu posso ir contigo à ópera!!!:-)
- Caraças!, e eu quero lá q alguém vá comigo à ópera!...quero q alguém vá à ópera, simplesmente, pela ópera!
'Tá bem, mas eu vou contigo...à ópera pela ópera... e prometo ouvir com atenção! ;-)
- Como se fosses capaz disso...ñ, ñ quero sacrifícios desses, até pq depois me sairia mt caro...


...raios parta a tanta ignorância junta....grrrrr



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Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?,WW

"Acham que o Séneca era um filho da p.uta?"

«Sêneca não foi aquele sujeito que disse que os homens são iguais (contra a escravidão), os males são devidos às paixões humanas (ambição, crueldade, sede de glória, etc) e o papel do soberano é o de encarnar a sabedoria realizando a ordem?,
decasttro
***
Mesmo que o tivesse sido, que o seja ainda agora ao conhecermo-lo, e assim continue a ser no futuro perante todos os 'connoiseurs', não é notável que seja dos f.d.p. que a história reza!? De resto, não foi caso único, o seu condiscípulo Nero seguiu-lhe de perto as peugadas. Admirável é a sucessão que se sucede sem cessar das civilizações, umas seguidas de outras, onde só os f.d.p. deixam as marcas imerredoiras da diferença irredimível entre ser-se besta ou bestial. O mundo político está nos antípodas de todo o jornalismo dos eventos diários, da totalidade dos blogs sofridos da população culta 'en miettes', dos telejornais, religiões, maçonarias e 'wishful thinkings' das almas gentis. A política singra na pura estética da acção possível no concerto das multidões, de molde a outorgar ao homem o máximo da liberdade, segundo o seu poder. Com Séneca e com todos os f.d.p. havemos de explorar e colonizar todo o espaço entre as estrelas.
Sic Itur Ad Astra !, vbm»


...gosto desta (última) visão da humanidade...onde todos são bestas com excepção dum, o que escreve que todos são bestas, menos um...o bestial!!!:->

...em resumo: há que ser filho(a) da puta para se merecer um lugar na história...seja ela qual for!?!...e que aos outros fique reservada a chafurdice das bestas...:->


***...***...***
Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?,WW

Ah, caro Vasco... és teimoso, mesmo, heinnnn!?!:->

(...irás desculpar-me, mas achei melhor não continuar a fazer dos comentários do teu blog uma extensão dos fóruns...assim com'assim este blog já é um bom depósito de patetices...pelo que podemos continuar nessa onda...:->)

Compreender, ou não compreender, alguém não passa tanto por psicologismos, nem tão pouco por julgamentos de carácter, ou juizos de valor. Repara que estou a dizer compreender alguém!... é que compreender pressupõe, desde logo, desejo de aceitar esse alguém, ora ninguém aceita o que não entende, né!?...eu, pelo menos, tenho sérias dificuldades em aceitar o que não entendo, por isso sou tão "questionadora"!;-)

Dado que não tenho bases, nenhumas, do foro da psicologia e menos ainda me pretendo juiza do meu semelhante, pouco mais me resta senão interpretar pelos meios que tenho ao alcance e aqui pouco mais nos resta que interpretar leituras. Ora quando refiro "o que leio de ti" para basear a minha "incompreensão de ti" não estou, nem me passa pela ideia, ajuizar-te ou, sequer, avaliar-te...é tão só isto mesmo: não entendo!...não entendo a incongruência da tua postura em relação a determinado assunto e só nesse!...e se outros assuntos suscitam em mim incompreensão, aí manda a minha lucidez identificar essa incompreensão à luz da minha ignorância. Ora, nesses casos, nunca me viste "discutir" contigo, pois não?

É claro que, de há muito, interpretei essas incongruências e manifestos de injustiça como sendo resultado dos afectos que só a ti dizem respeito. Por mais que a tua teimosia seja irritante por insistires em que te sejam aceites essas posturas, quando mais lógico seria "calar o assunto e cada um ficar na sua", mas não!, queres apesar de tudo que te reconheçam a razão, a ti!, e aos outros seja reconhecida a inverdade e a injustiça. É contra isso que me bato e não contra ti, ou contra os teus afectos. Bato-me pelo direito de reconheceres aos outros - e, agora, em especial a mim! - o direito de estar a ver algo que tu não estás...por opção, ou incapacidade, é contigo! Se eu aceito o teu direito a defenderes o que para mim é indefensável, reconhece-me, ao menos, o direito de eu não reconhecer essa tua verdade...porque a não entendo!

E repara que, aqui, de nada (me) serve o conhecer (no sentido literal/físico) as pessoas. Ou para poder formar ideias sobre as mesmas teria que, não só lhes ler as palavras, mas também lhes ouvir os sons, lhes ver os olhares, lhes "espiar" os gestos. Ora, isso não é possível, nem me interessa, assim só por si...Da mesma forma que algo nos faz dar atenção a certas pessoas que nos passam pela frente e a outras não, também aqui só damos atenção ao que nos cativa a atenção/interesse. E se, aqui, o que temos é a escrita, como não formar ideias com base nessa escrita? Como não interpretar o autor pelo que escreve? Como imaginar alguém honesto, quando as palavras destilam má-fé, velhacaria, sacanice, cretinice, pulhice, e muita, mas mesmo muita, paranóia!? E se isso é feito e refeito e tornado a fazer...queres que eu dê o benefício da dúvida de que, quem assim escreve, é uma pessoa integra, para lá dessa escrita? Desculpa, mas...com psicologismos, ou não, a escrita por mais que se invente transmite sempre algo do seu autor...pela positiva, ou pela negativa!, é assim a modos como um espelho...é preciso, depois, é saber "ler"...e olha que eu, nos bons anos que levo destas leituras...pouco me tenho enganado quando passo ao olhos-nos-olhos!:->

É por tudo isto que eu preferia que não insistisses em me fazer ver uma verdade que é só tua...É por isso que eu lamento não conseguir concentrar a minha disponibilidade na tentativa de te entender, já que insistes em me desconcentrar...:->


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Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?,WW

11/09/04


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

NÃO SOLTAR OS CAVALOS
Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por que? Retenho-me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que pudesse galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? Para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi: "é preciso não ter medo de criar". Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? Ou medo do aprendiz de feiticeiro que não sabia como parar? Quem sabe, assim como uma mulher que se guarda intocada para dar-se um dia ao amor, talvez eu queira morrer toda inteira para que Deus me tenha toda.

in "Para não esquecer" - 5ª ed. - Siciliano - São Paulo, 1992



MENTIR, PENSAR

O pior de mentir é que cria falsa verdade. (Não, não é tão óbvio como parece, não é truísmo; sei que estou dizendo uma coisa e que apenas não sei dizê-la do modo certo, aliás, o que me irrita é que tudo tem de ser "do modo certo", imposição muito limitadora.) O que é mesmo que eu estava tentando pensar? Talvez isso: se a mentira fosse apenas a negação da verdade, então este seria um dos modos (negativos) de dizer a verdade. Mas a mentira pior é a mentira "criadora". (Não há dúvida: pensar me irrita, pois antes de começar a pensar eu sabia muito bem o que eu sabia.)

in "Para não esquecer" - 5ª ed. - Siciliano - São Paulo, 1992





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