26/07/05

«Eu sou eu e a(s) minha(s) circunstância(s)...»

...a propósito de alguém me ter referido esta citação atribuindo-lhe uma autoria errada...e porque sempre achei esta citação como uma das mais interessantes (e aliciantes, na medida da busca a que me obriga) ...aqui deixo um pequeno excerto com a ajuda do CITADOR...

«Não são as Circunstâncias que Decidem a Nossa Vida

A nossa vida, como repertório de possibilidades, é magnífica, exuberante, superior a todas as históricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato é maior, transbordou todos os caminhos, princípios, normas e ideais legados pela tradição. É mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problemática. Não pode orientar-se no pretérito. Tem de inventar o seu próprio destino.

Mas agora é preciso completar o diagnóstico. A vida, que é, antes de tudo, o que podemos ser, vida possível, é também, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunstâncias e decisão são os dois elementos radicais de que se compõe a vida. A circunstância – as possibilidades – é o que da nossa vida nos é dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida não elege o seu mundo, mas viver é encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstituível: neste de agora. O nosso mundo é a dimensão de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital não se parece à mecânica. Não somos arremessados para a existência como a bala de um fuzil, cuja trajectória está absolutamente pré-determinada. A fatalidade em que caímos ao cair neste mundo – o mundo é sempre este, este de agora – consiste em todo o contrário. Em vez de impor-nos uma trajetória, impõe-nos várias e, consequentemente, força-nos... a eleger. Surpreendente condição a da nossa vida! Viver é sentir-se fatalmente forçado a exercitar a liberdade, a decidir o que vamos ser neste mundo. Nem mum só instante se deixa descansar a nossa actividade de decisão. Inclusivé quando desesperados nos abandonamos ao que queira vir, decidimos não decidir.

É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.

Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

19/07/05



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Se não tivesse decidido retirar-me do "circuito", apaixonava-me por este gajo, caramba!!!



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Apesar de, com o calor, adorar nada fazer...fazem-me falta estes borrifos de alma!

«(...)
Vem entregar a tua sublime candura de ave pura
Que afinal nunca soubeste ser e se já o soubesses
O que farias comigo, eu rosa-dos-ventos de voos perdidos?
Somos singelas miragens num mundo concreto em convulsão
Mas disso não supões nada, e eu, infelizmente, pressinto tudo...
(...)
in SULturas



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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

12/07/05

JURO!

Juro que, mal volte deste apagão mental provocado pelo calor, pelo chamamento do mar e pelo prazer de fazer nada!, trarei aqui um tema para discutir até "às raias do ódio"...O CIÚME!...o estúpido CIÚME, esse assassino do amor e da paixão!, juro!!!

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

ai!ai!ai! (eu, chocadíssima!!!)

«(...)Fica então uma salutar ideia para criação de uma nova cadeia de catedrais de catarse sociológico, para os desgraçados dos bons cidadãos de zonas suburbanas e outras aberrações periféricas: ABOMINO-TE (...) ABRENÚNCIO FOGUETEIRO! ETCAETERA! ETCAETERA!(...)»

posted by elmano @ 7/11/2005
...ó c'um caraças, Elmano!...q raio tens contra o Fogueteiro????!???? (eu, chocadíssima!!!)


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

05/07/05

O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer
Perros, Georges - [Escrevemos porque ninguém nos ouve ]


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Grata, Circe, q me vens socorrer neste vazio d'inspiração...;-)

At 5/7/05 15:08, circe said...
Emídio G, um HOMEM resistente, lutador, lúcido, já utópico não digo, e não é declarado 1 dia de luto nacional?????????

Ah, por ser Maçon? Por ser Democrata? Será que a Censura acabou? Ou é uma ilusão de óptica /audição minha verificar o
jeito cauteloso com que os outros me lêem knd os chamo camaradas?

HUM k esta gaja é comunista, carago, anda sempre a mandar bokas sobre a mais-valia e o camandro, e outras vezes põe-se a dizer que o Sá Carneiro + a Snu nos deram a mais linda história de Amor no
Portugal dos Pequeninos, e andou prái a adular o Lucas Pires, aquele CDS que diz a gaja ter sido o melhor Ministro da Cultura dos últimos séculos, e recorta todas as crónicas dum tal Pedro, que Mexia - e ainda mexe - com ela, atão mas se o gajo é de direita
bha, não diz coisa com coisa, sobretudo em dias de temporal, já que diz o pobo, o bento ataca muito os malucos....

ooops, tá na hora dos trabalhos
(re)forçados, até amanhã
ca(marada) ala k s faz tarde, ;)

CIRCE



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21/06/05

Não posso ir embora sem fazer uma referência aos que partiram...

...não!, não é no registo de tristeza que os quero recordar...partiram cheios da vida vivida que viveram!...não se limitaram a passar por cá, passaram e deixaram as marcas eternas de quem nunca morre...com Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves foram-se os últimos utópicos do nosso tempo...com Eugénio de Andrade foi-se O poeta da palavra simples que tudo (nos) dizia...do Amor!

(ainda cá voltarei, nem poderia não o fazer...)

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NÃO!NÃO!NAÕOOOOOOOOOO...

...não acabou NADA, gentes!

O calor faz(me) sempre destas...deserto prá praia!...e na praia ñ há net, claro!;-) É claro q tem havido mais umas coisitas q me têm feito perder o norte, perdão, o sul!;-) e nem a um cyber café tenho tido tempo para ir...como o fiz agora!...porra!, já tinha saudades disto!...e dos fractais!:-))) ...querem saber a melhor??? (ou pior, depende da perspectiva:->): ao entrar aqui, hoje, achei isto mt "pobrezinho"!...qd voltar tenho q dar uma grande guinada nesta coisa!...juro!
Não sei se vou ter tempo p'ra dar uma voltinha p'los meus blogs d'estimação...é claro q ao preferido já lá fui! ;-) :-> :-)))...mas fiquem certo(a)s q desistir ñ faz parte das minhas opções, nem sequer foi por cansaço...é mesmo o calor e uma adoração extrema por praia...houve tempos em q o "vício" da net até da praia me afastou, mas...os vícios curam-se, né?!?;-)

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07/06/05

Acabou...



"Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.
(...)
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar..."

- Vinicius de Moraes


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Mais fractais...acho que me apaixonei!:-)


silhouette Posted by Hello

'CAOS E ORDEM
A dualidade que rege o universo desde o seu primórdio.

O estudo dos fractais está ligado à teoria do caos, que busca padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório.

A ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de grande complexidade e beleza infinita, ligadas às formas da natureza, ao desenvolvimento da vida e à própria compreensão do universo. São imagens de objetos abstratos que possuem o caráter de onipresença por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, escapando assim, da compreensão em sua totalidade pela mente humana.'


Rodrigo Siqueira


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Wittgenstein e fractais...Vasco, ajuda aqui!;-)

in Grupo Fractarte
Epsilon Posted by Hello



...eu e a matemática é assim a modos que a relação de amor_ódio
mais marcante da minha vida...



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06/06/05

E depois das limpezas...;-)

...queria "falar" de Arte
...da Arte perante a qual me confesso uma ignorante absoluta(!)mente intuitiva...

...mas, depois dum dia passado na praia com um calor abrasador
...e a esta hora!?!
...só me ocorre dizer que Arte é tudo aquilo que me faz voar deste mundo - porco, feio e mau! - para o mundo da utopia!:-)

...bons son[h]os...
;-)
:-*


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05/06/05

Pequena experiência...silenciosa!;-) (temp.)

Acabei de silenciar - temporariamente! - a música de fundo...só para confirmar se as dificuldades de acesso de alguns se deve, mesmo, ao ficheiro da música.

Quanto às imagens, vou dar uma vista de olhos pelas mais antigas, mas as recentes têm estado a ser publicadas via sistema próprio do Blogger. Em todo o caso tenho acedido a este Blog através doutros computadores q não o meu - e o meu nem sequer é nenhuma máquina fórmula_um!;-) - e ñ tenho notado dificuldades, mas...eu só quero o vosso bem!!;-)))

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03/06/05

MJ Eloy 2

Posted by Hello
'Poeira de Cantor'
*
Acrílico sobre tela, 1,45x1,05 m
MJ Eloy 2003

Cultivar o deserto

como um pomar às avessas.



(A árvore destila

a terra, gota a gota;

a terra completa

cai, fruto!



Enquanto na ordem

de outro pomar

a atenção destila

palavras maduras).



Cultivar o deserto

como um pomar às avessas:



então nada mais destila; evapora;

onde foi maçã

resta uma fome;



onde foi palavra

(potros ou touros

contidos) resta a severa

forma do vazio.



João Cabral de Melo Neto
In ‘Cabral – Antologia Poética’,
ed. Sabiá, Rio, 1967, p252



*‘Poeira de Cantor’
é uma fórmula matemática da geometria fractal



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MJ Eloy I

Posted by Hello
MJ Eloy


Impressões da Mauritânia



Na paisagem é seca a tripa

e a boca não tem saliva.

nem mesmo há a mucosidade

do suor, da sombra, da árvore.



Nem o mar é de água: é de zinco,

tecto ondulado, estendido

até o além-olho, no areal

de um país praia integral.



Não há a água muda da poça,

a sílaba úmida da gota;

e só no azul-mar dos mantos

há a ilusão de água e de brando:



que o azul-céu é de um minério

igual aos do cobre e ferro

dos fundos veios, à chave,

sob oásis de azinhavre.


João Cabral de Melo Neto





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QUALQUER ZAROLHO EM TERRA DE CEGOS É REI!:-> ...OU GÉNIO!:-> ...OU DEUS!!!:->

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01/06/05

Para quem gosta de "dias de"...convinha meditar...


Criança... Posted by Hello

Declaração dos Direitos da Criança

Adoptada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de Novembro de 1959

PREÂMBULO


Considerando que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,

Considerando que as Nações Unidas, na Declaracão Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,

Considerando que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento,

Considerando que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,

Considerando que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,

A ASSEMBLEIA GERAL

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

PRINCÍPIO 2º

A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.

PRINCÍPIO 3º

Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.

PRINCÍPIO 4º

A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.

PRINCÍPIO 5º

À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

PRINCÍPIO 6º

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

PRINCÍPIO 7º

A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.

Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.

Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.

A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

PRINCÍPIO 8º

A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

PRINCÍPIO 9º

A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.

Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

PRINCÍPIO 10º

A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

Fonte de Consulta

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30/05/05

Moi aussi...c'est NON! NON! NON!


«O QUE É ISTO?

Gostaria que alguém me explica-se quais as vantagens e desvantagens de votar sim ou não à constituição europeia. Até agora só sei que nada sei e muito menos percebo. Ninguém me explica o que ganhamos e o que perdemos. Ninguém me disponibiliza uma Constituição legível ou, pelo menos um resumo dos seus itens mais relevantes (nem para me enganar). Será possível votar NÂO PERCEBO NÉPIAS ou PORQUE É QUE ME FAZEM ESTA PERGUNTA SE NÃO SEI DE QUE ESTÃO A FALAR? Honestamente acho que seriam as respostas mais dadas.
(...)»
Fernando Igreja, in SÍTIO DO NÃO

Numa abordagem mais concreta a questão é mesmo esta: ninguém fica, nunca, esclarecido para poder optar conscientemente. Acaba-se a ir atrás de tudo menos duma necessária racionalização da coisa. Vai-se atrás do que diz o partido. Vai-se atrás do que diz o pseudo-intelectual fazedor de opinião. Vai-se atrás do chefe porque, se é chefe, sempre deve saber mais. Vai-se atrás duma intuição que nos diz que, se quem está contra nós vai por aí, então nós não vamos por aí e vamos por ali!

Em alternativa, não querendo ir por aí, nem por ali...porque não!...ficamos onde estamos e não optamos! Não votando, ou votando branco, ou votando chamando uma série de nomes feios aos cabrões que nos querem lixar, duma forma ou de outra...que é essa a ideia que o pessoal tem dos politicos, cada vez mais!

Parece que os franciús se marimbaram na Constituição Europeia que também parece ser, dizem, uma grande merda!, e toca de votar NON por todas as razões menos pela merda da Constituição Europeia. Mas, ainda que mal pergunte, que interessa se o NON foi contra o desemprego, a falta de democracia, os problemas agrícolas, o risco de perda de soberania nacional, até mesmo contra o excesso de entrada de estrangeiros, se a Constituição Europeia é mesmo, ao que parece, uma grande merda!? É claro que não li a bendita (ou será maldita) da Constituição, mas pelos pontos que se vem apontando como negativos e, essencialmente, porque estes senhores da Europa, agora que alguns - mais inteligentes e ousados! - acharam por bem colocar em causa o que "eles" (nos) quer(ia)em impingir, querem convencer-se que a resposta ao NON é um "volte mais tarde" em vez de repensarem a questão reformulando o que está a ser proposto e se recusou, também eu votaria NON, também eu votarei NÃO! É que atrás dos franceses mais virão! A recusa da Constituição, pelos franceses, é complicado mas não pára o processo, dizem "eles"...então para que perguntam o que pensamos / queremos???? Porque é que ninguém coloca a coisa em termos diversos: "se eles disseram não, vamos ver porquê e tentar chegar a um acordo". Depois há sempre aquela dúvida: se "toda a gente", desde a direita à esquerda passando pelo centro e até por parte do PS francês achou que a Constituição não prestava...porque raio vou eu, tal como os franceses, duvidar disso? Afinal de contas, em democracia, quem manda...não é o povo? Ora bolas!, e eu a pensar que sim...:->

[Não deixem de ler o texto completo do link deixado no início...]


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