31/03/04

...ainda sobre Rui Knopfli...

"Ex cathedra ab abrubto"

«Eis que, chegado aqui, me resta o que resta...

Dois anos intensamente passados na Net, deram-me a oportunidade de discutir (discutir=troca de pontos de vista), de aprender (e apreender!) e de, acima de tudo, testar a humanidade do opinar.

Deste último, do testar a humanidade do opinar, e ressalvando na memória a força e oportunidade dos que passei a amar pelo que têm para partilhar e ensinar, levo, infelizmente, uma sensação de vazio. Levo esta sensação mas compreendo (porque disso dependia a "função") o receio com que a generalidade das pessoas se deparam ao terem que opinar por escrito:sentem-se definitivas, como se o amanhã lhes viesse pedir contas pela opinião que entretando terá deixado de estar conforme ao que o tempo dita.

Mas... eu digo ao que venho ! Calma!!
Nesta minha ÙLTIMA "conversa", "lição", "exaltação do absurdo", "opinião" ou "etc." (cada um fará o favor de se "sentar" na cadeira que lhe seja mais conveniente...), vou ser mais exigente e não pactuar com a facilidade de raciocínio de "clube do porreirismo".

A pretexto da homenagem que a Raquel aqui deixou expressa a Rui Knopfli, afirmei eu:
"O Rui Knopfli foi uma merda de poeta!!!".

Não cabe aqui saber, ou discutir sequer, se a Raquel "aceitou" o argumento pelo simples facto de não se dispôr a contra-argumentar, ou se o fez por o achar verdadeiro (o que não creio...).

Também não caberá, por deslocada, suscitar a discussão sobre se a técnica do versejar livre de Knopfli atinge a quadratura do círculo ("É o poema que faz o verso livre, e não o verso livre que faz o poema", diz Henri Meschonnic), ou se, pelo contrário, peca pela imperfeição na construção pelo excesso, entre outros, do recurso a cavalgamentos (teoriza Gustave Kahn: "a inversão e o cavalgamento são recursos que devem ser banidos do verso").

O que caberia aqui discutir, era: Quantos tiveram a curiosidade de saber QUEM FOI, O QUE FEZ e O QUE ESCREVEU Rui Knopfli?

E, desses quantos, o porquê?
Pela homenagem sincera e sentida da Raquel ?
Ou pela afirmação pura e simples de que "O Rui Knopfli foi uma merda de poeta!!!" ?

De "vampiros" de finados anda o mundo cheio e nada custa ser "solidário" perante a morte de uma qualquer pessoa: é "politica e socialmente correcto".
Enfim... modas a que não aderi.

E "advogados" e "diabos" há-os por tudo o que é sítio...E "aprendizes de feiticeiro" também os vai havendo, que a época é propícia...

É por demais evidente que as afirmações "merda de poeta", "não tem nada a dar" ou ainda "perde no peso da confrontação", só a mim vinculam, por muito que o uso de "nos faça" (resultante de "deformação" educacional) traga alguns engulhos compreensíveis a quem pretenda pôr a àrvore a tapar a floresta...(e aqui estava tentado a teclar ;-))) no final da frase para suavizar, mas sei que tal não é necessário).

Quanto ao "os que viveram a alma poeta", aí o caso muda de figura e é um "bico d'obra" tentar explicar... Enfim, coisas que a Esfinge e o Esquadro aconselham a recatar mas que eu, pobre Espírito, traduziria por "prosadores".
Porque, (e agora penitencio-me por não explicar...) a prosa é a forma suprema de poesia depois de esta se ter libertado das formas primárias da versificação.

E para rematar: "O Rui Knopfli foi uma merda de poeta!!!", mais não passa de um grito de revolta pelo que poderia ter sido.
Santayana dizia que o mundo é feito de essências: a forma de quanto é, quanto foi, quanto será e de quanto nunca será.

E a poesia de Knopfli foi "o que nunca será", isto é, como as flores nascidas para florescerem invisíveis e perderem a sua doçura no ar do deserto dos nossos sentidos mortais, ela, a poesia que não chegou à perfeição da prosa, só é acessível à eterna comtemplação.

In memoria aeterna erit justus.»


JR , 03/Jul/98
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NOTA da autora do blogue: este texto resultou da resposta a um outro texto, colocado num fórum, e que pretendia fazer uma homenagem a Rui Knopfli, por altura da sua morte:1998.

"Discussão"


- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.

Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.

- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?

- Não sou democrático.

Não havia resposta a dar. nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.

Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.

Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?



Mário Henrique Leiria
Contos do Gin-Tonic


30/03/04

"Amigo"

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca

Nem sei q título lhe dar...:->



«Não é preciso ter dinheiro para ter educação, nem é necessário ter estudos para se ter ideias próprias. Não, essa desculpa é apenas o pretexto dos preguiçosos para se acomodarem a viver na m.erda que tanto criticam.
E também falo por experiênia própria, com conhecimento de causa, se digo que as dificuldades viidas pelos pais não são justificação para a falta de educação dos filhos. Se há alguma miséria aqui em causa, é apenas a pobreza de espírito.»

...esta tem o selo da "Raquel(zinha)" ...no fórum do Sapo...
******
PASTELARIA

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Mário Cesariny - Nobilíssima Visão (1945-1946), in burlescas, teóricas e sentimentais (1972)

29/03/04

"Tu a quem não digo..."

Tu, a quem não digo que acordado

fico à noite a chorar;

tu, cujo ser me faz cansado

como um berço a embalar;

tu, que me não dizes quando velas

por amor de mim;

diz-me: - Se pudéssemos aguentar

sem a acalmar

a pompa deste amor até ao fim?



Ora olha os amantes e o que eles sentem:

mal vêm as confissões,

quão breve mentem!



Só tu me fazes só. Só tu posso trocar.

Um momento és bem tu, depois é o sussurar

ou um perfume sem traços.

Ai! a todas eu perdi entre os meus braços!

Só tu em mim renasces, sempre e a toda a hora:

Por nunca te abraçar é que te tenho agora.

RAINER MARIA RILKE


...uma pequena "homenagem", a ti...Vasco!;-)

A Liberdade

E um orador disse:


- Fala-nos da Liberdade.


E ele respondeu:


- Às portas da cidade,

e nos vossos lares,

dei convosco prostrados

em adoração

da vossa própria liberdade,



Como escravos que se humilham

diante dum tirano

e que o glorificam

enquanto ele os destrói.



Sim, no bosque do templo

e na sombra da cidadela

vi os mais livres que vós

usar a sua liberdade

como jugo e como algemas.



Meu coração sangrou dentro de mim;

pois não sabereis ser livres

senão quando o próprio desejo

de chegar à liberdade

se tornar para vós um arnês

e quando deixardes de falar da liberdade

como dum fim e duma conclusão.



Sereis livres de facto

não quando os vossos dias

decorrerem sem cuidados

e as vossas noites sem desejos

e sem fadigas,



Mas antes quando todas estas coisas

cercarem a vossa vida

e vos elevardes acima delas,

nus e libertos.



Mas como podereis estar acima

de vossos dias e vossas noites,

se não quebrardes as cadeias

que na alvorada do vosso uso da razão

fizeste pesar

sobre a vossa hora do meio dia?



De facto, o que chamais liberdade

é a mais forte destas cadeias,

ainda que os seus anéis

vos deslumbrem brilhando ao sol.



E tudo o que quereis afastar

para ficardes livres,

que é, senão fragmentos de vós mesmos?



Se é uma lei injusta que quereis abolir,

tal lei foi escrita pela vossa mão

na própria testa.



Não podereis apagá-la

queimando os vossos livros de leis

nem lavando as frontes dos vossos juízes,

ainda que entorneis todo o mar

em cima deles.



E se é um déspota

que quereis destronar,

vede, antes de mais, se o seu trono em vós

está bem destruído.



Porque, como pode um tirano

dominar os livres e altivos,

se não houver tirania

na liberdade deles

e vergonha na sua própria altivez?



E se é a inquietação que quereis expulsar,

tal inquietação foi escolhida por vós

e não tanto imposta de fora.



E se quereis dissipar o medo,

a sede desse medo é o vosso coração

e não a mão que vos assusta.



De facto, todas as coisas se movem

no mais íntimo do vosso ser

num constante semi-abraço,

tanto as desejadas como as temidas,

as repugnantes e as tentadoras,

as que procurais

como aquelas de que fugis.



Tais coisas movem-se dentro de vós

como luzes e sombras

em pares estreitamente unidos.



E quando a sombra

se debilita e desaparece,

a luz que demora,

torna-se sombra duma outra luz.



E assim a vossa liberdade,

desembaraçada de estorvos,

torna-se ela própria embaraço

duma liberdade maior.

Khalil Gibran nasceu em Becharre, no Líbano, em 1883 e faleceu em Nova Iorque em 1931. O seu corpo, levado para o Líbano, repousa na cripta do Mosteiro de Mar Sarkis, em Becharre.

, DI CAVALCANTI

«(...)Nada a fazer, há que fingir que é fingimento a não existência da dor, nada a fazer, mais nada a fazer.(...)»
disakala

***
Ciumento, Terno



Ciumento, terno, inquieto,

como um sol divino amava.

Matou-se o pássaro branco,

porque ao passado cantava.



Entrava ao poente em meu quarto:

"Ama-me e ri, escreve versos!"

Enterrei o alegre pássaro

além da fonte, ao pé do tronco antigo.



Prometi-lhe não chorar.

Tenho em pedra o coração.

E é como se em toda a parte

ouvisse a doce canção.


Ana Akhmátova...
...pseudónimo de Ana Andreievna Gorenki nasceu nos arredores de Odessa em 1889 e faleceu nos arredores de Moscovo em 1966

27/03/04

Algumas questões sobre...os amores...

...recordando uma velha discussão do Sapo...;-)

«Mas...renunciar ao prazer(físico) não transforma, necessáriamente, o amor...em amizade. (pq essa do amor-amizade...é o quê???)

Depois...essa renúncia é-o, quase sempre, força de circunstâncias...opções momentâneas...formas de lutar pela sobrevivência...preservação duma certa sanidade mental...

No entanto é uma renúncia q exige muito dos amantes... raramente se sobrevive a ela. E as promessas de renúncia tb raramente são cumpridas...

MaiTai

******

qual é o limite da dor?...quando é que se põe um ponto final no que nos dilacera e nos lança neste estado de quase esquizofrenia?

lac

*****

Como se sobrevive? Recorrendo à ilusão de q o tempo td apaga...ou a evasões mais ou menos anestesiantes...ou vivendo, definitivamente, até o afim...esse tal amor.
Acho q alguns amores impossíveis acabam por se transformar em eternos precisamente pela falta de concretização...e a fuga a essa concretização...o refúgio no ´"só espiritual" é, por vezes, uma (vã) tentativa de eternizar um amor...impossível!?...sei lá!, ainda ando em busca de respostas...

Qt a amores sublimes...acho q só conheço um: o de mãe!, mas até esse pode ser posto em causa...

E qt a limites de dor...e como colocar pontos finais...o tempo e nós mesmos acabamos por encontrar sempre as nossas próprias respostas...no devido momento. Nem sempre as melhores, nem sempre as mais adequadas, mas o se humano tem recursos infindáveis para fazer face à dor...talvez seja por isso q, todos os anos, temos sempre uma Primavera a seguir a um Inverno...na vida tb.!

MaiTai»

******

A contabilidade da vida..

A vida devia ser como uma empresa com contabilidade organizada. Deviamos elaborar relatórios mensais, balanços trimestrais e apresentação de contas anuais. Talvez assim não ficassemos agarrados, nos últimos momentos da nossa vida (ou, pelo menos, sempre que achamos que esses momentos estão a chegar), a fazer o filme andar para trás...

Recordando Rui Knopfli...

*

Naturalidade

Europeu, me dizem.
Eivam-me de literatura e doutrina
européias
e europeu me chamam.

Não sei se o que escrevo tem raiz a raiz de algum
pensamento europeu.
É provável ... Não. É certo,
mas africano sou.
Pulsa-me o coração ao ritmo dolente
desta luz e deste quebranto.
Trago no sangue uma amplidão
de coordenadas geográficas e mar Índico.
Rosas não me dizem nada,
caso-me mais à agrura das micaias
e ao silêncio longo e roxo das tardes
com gritos de aves estranhas.


Chamais-me europeu? Pronto, calo-me.
Mas dentro de mim há savanas de aridez
e planuras sem fim
com longos rios langues e sinuosos,
uma fita de fumo vertical,
um negro e uma viola estalando.

21/03/04

"Sem que duma falácia se faça um apogeu"

«...Dá-me uma mentira, desde que seja verdade. Por todas as falácias ouvidas, e algumas desejadas, nem por isso sentidas, ou confirmadas. Por todos os desejados, sem possuír, e possuídos sem desejar. Por todos os apogeus imaginados.»

demim

Nesta minha casa entra toda a gente, mas...

...fica quem eu quero!

E tu, Raquel, não tens qualquer direito para cá permanecer... porque eu não gosto de ti!, tão simples como isto!

Nesta minha casa entra toda a gente, mas...fica quem eu quero!... entendes? Duvido!, mas mesmo assim aqui fica o recado.

Isto não é um fórum! Eu não sou tua amiga! Nem te conheço, sequer! Nem me interessa conhecer pessoas que fazem das suas patologias armas de arremesso contra "o outro"! Não me interessam as tuas dores; não me interessa se precisas de ajuda; não me interessa, sequer, se tentas suicidar-te, ou não, tantas vezes quantas sejam possíveis ao longo duma vida...vazia e sem sentido!, mas...a culpa não é minha. Desta culpa estou inocente!

Também não me interessa a tua opinião sobre a minha pessoa! Já bastas vezes to afirmei: a mim, só me toca quem eu deixo!...porque quero. De ti não me chega nada, a não ser que deves ser alguém com problemas graves, mas...pelos quais não consegui, nem consigo, interessar-me...de todo! Por isso, vais ver todas as tuas mensagens, aqui colocadas, apagadas! Porque... nesta minha casa entra toda a gente, mas só fica quem eu quero! Deixarei, no entanto, todas as mensagens que eu considere terem como intenção participar em qualquer discussão; ou manifestar alguma ideia; ou partilhar qualquer coisa...fora disso apagarei todas!

Agora...a escolha é tua!

18/03/04

«Necramor»

Egon Schiele, Embrace
I


Meu amor, verdadeiro apenas o mal dito,
Desde sempre impossível, sempre preterido,
Meu amor verdadeiro, em penas e maldito,
Desde sempre possível, sempre preferido.

Do veludo das rosas teremos espinhos,
Do espinho da rosa o veludo do sangue,
Quero-te sem que saibas, inalo-te em vinhos,
Sugo-te no cigarro : tombarás exangue!

Derradeira esperança, que da vida farta,
Capitules nos braços da morte, nos meus,
E que então eu te abrace, te estreite, te parta,
Homem em ti me finde e ressuscite deus!

A morte não separa, dir-te-ei que une,
Se não te tenho em vida quero-te na morte,
Que o teu corpo gelado aos terrores imune
Possa enfim me acolher como digno consorte.

Mas que nuvem te tolda? Fere-te a visão?
Pois bem, amor jamais meu, acaso observaste
A mulher excitada, o homem com tesão?
Duas mortes tentando, que isso te baste,
Preencher seus vazios com uma ilusão.

Meu amor é mais puro, mais digno e mais nobre,
Da morte que vivemos nada espero já,
Na morte que morremos não mais serei pobre,
Comigo levarei, qual um louco rajá,
Amor que nunca tive, amor que tudo encobre.

Não sabes que te amo e que não posso amar-te,
Não me amas nem sabes, nem sonhas sequer
Que em guerras que me travo és o meu estandarte,
Que o sol para brilhar teu semblante requer.

II

Não quero possuir-te mas tão-só tocar-te
E sentir o teu corpo responder ao meu,
Mas não quero sentir-te sem que seja arte,
Sem que duma falácia faça um apogeu.

DeusExMachina, in Bibliotecl@ do Sapo

16/03/04

By Eu(zinho)

Entretanto, o grande educador Pacheco Pereira acorda hoje com uma revelação extraordinária e escreve no seu blog:

(...)
08:48 (JPP)
EM DEMOCRACIA


o povo é quem mais ordena. É tão simples como isto e, antes de ficar complicado, deve continuar assim simples.
(...)


Ó Pacheco! Se é assim tão simples, para que foi que complicaste tudo durante os dias anteriores?
15/03/2004 • 08:57:37

"Aonde é que tudo isto vai parar?"

"(...)
Cada vez mais penso naquela que é, por essência, a questão derradeira da filosofia:
(...) não há senão um único problema filosófico verdadeiramente sério: o problema do suicídio. Julgar que a vida vale ou não vale a pena ser vivida, é responder à questão fundamental da filosofia. (Albert Camus, Le Mythe de Sisyphe, Paris, Galimard, 1942)”(...)"

(Ivo Monteiro)
17:30 (JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: ESPANHA E O TERROR 2

15/03/04

"Se não foi a ETA, podia ter sido"...????? (3):->

"(...)Mas há outros olhos a ver o que aconteceu, e esses olhos não vêem o mesmo que eu vejo. Esses olhos são os da Al Qaida, quer tenham sido eles a fazer o atentado ou não. E o que eles vêem é inquietante e perigoso. Vêem a bomba ter resultados que lhes convêm, vêem o terror a dar resultados políticos. Eles não vão fazer a distinção entre as culpas do PP e os méritos da bomba. Eles são gente mais pragmática do que parece, ponderam as vantagens e inconvenientes de repetir a bomba, onde e como. É só uma questão de tempo."

ABRUPTO
10:55 (JPP)


Este Gajo está a passar-se!?!...a Al Qaida quer lá saber do PP, do PSOE, das eleições onde quer que seja e, menos ainda, dos efeitos eleitorais das suas acções terroristas!...terrorista quer dizer isso mesmo: espalhar o terror!, e é só isso que lhes interessa...a nível mundial!...ganhe o PP, ou o PSOE, onde quer que seja, para eles vai dar no mesmo: o mundo fica aterrorizado porque aquela causa está sem rei, nem roque...com a grande ajuda dos justiceiros deste mundo...Aznar/PP incluido!

...dever servir de muito, agora, andarem a atirar-nos areia para os olhos...


...agora que isto - «...ponderam as vantagens e inconvenientes de repetir a bomba, onde e como. É só uma questão de tempo...» - é uma grande verdade, lá isso é...

14/03/04

Virgínia Woolf # T.S. Eliot

“O que é que acontece com as amizades iniciadas aos quarenta anos? Será que se desenvolvem e duram? “

ABRUPTO
14.3.04
09:47 (JPP)


...sempre quero ver no que isto vai dar...?!?:->

13/03/04

"Contemple o fogo, fite as nuvens e, mal surja qualquer intuição ou, na sua alma, comecem a brotar inspirações, abandone-se a elas e não se ponha , antecipadamente, a considerar se isso apraz ao senhor professor ou ao senhor papá, ou a qualquer venerando Deus! Desse modo, a pessoa destrói-se. É um costume que nos deixará agarrados ao passeio e nos transformará em fósseis.(...)o nosso Deus chama-se Abraxas. Ele é Deus e Satanás: abarca em si próprio tanto o mundo límpido como o obscuro. Abraxas não tem nada a objectar a qualquer dos seus pensamentos ou sonhos. Nunca esqueça isto. Ele abandoná-lo-á, porém, se alguma vez se tornar irrepreensível e normal: repudiá-lo-á e procurará outra caldeira onde cozinhe os seus pensamentos."

Demian, Herman Hess

*************
"Quanto ao Sonho...

Uma vírgula no ponto errado da frase altera completamente o seu sentido. Grande parte das nossas falhas de comunicação partem de erros tão simples quanto este."

disakala