26/02/08

Apetece-me relembrar (a mim mesma, principalmente!) isto...


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Como eu te percebo bém, ó velhota :-)

Mas... esqueces que "isto" está tudo regido na base dos contratos??

Casamento? ---> Contrato !

Arrendamento ---> Contrato !!

Acesso a isto e àquilo? ---> Contrato !!!

Não queres acesso a istou ou àquilo? ---> Pimba! Toma lá contrato!

Somos uns contratadores, é o que é... e depois queixamo-nos...

Até as amizades acabam em contratos: "Faltas-te-me? ---> Pagas!"

Já reparaste que até os novos-anarquistas se anulam ao primeiro encontro? Na ânsia de tudo des-regularem, a primeira coisa que fazem é um grupo para estudar um contrato-de-não-regulamentação...

Acho que sou o último dos anarquistas: exijo contratos de e para tudo só para, quando me apetecer, poder ter o gozo de transgredir...

É assim que modos de um eterno Peter Pan , sabes? A minha "Terra do Nunca" está sempre ali sobreposta à dos contratadores...

Ah... como adoro perguntar "E que mais?"... ou "E depois?" e ver estampada a irritação e o desespero na cara daqueles contratadores ... eh eh eh

Nããã~... não são os pais ou os avós os "culpados" pelo teu desespero ou desânimo... nãããã

"Culpada" és tu, por te achares pai/mãe e por te regeres por contratos (de boa-educação, de racionalidade, de "na-minha-idade-parecerá-bem?" etc) irreais...

Hummm.... quase estava pronto para fazer um contrato contigo... mas... hummm... pois era, lá se iria a minha "peter-mania" por água abaixo :-))

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...por aqui se vê como nunca entendeste nada de nada!:->
...se há coisas que são "sagradas", entre nós, e são exactamente essas "coisas" que nos alimentam uma busca qq - mesmo se do pote de ouro no fundo do arco iris, ou da terra do nunca, ou doutra merdice qq em q só nós acreditamos! - essas "coisas" são suportadas pela convicção (assumida!) da completa impossibilidade de estabelecer qq tipo de contrato... qq, entendes?!?...ou bem q se é anarca, ou ñ se é! :->

...e depois, no dia em q, entre nós, se estabelecesse um contrato era a tragédia total!...encontrávamos logo o pote de ouro...e descobriamos q, afinal, era pechisbeque! ; entravamos na terra do nunca e percebia-se q tudo existia e o nunca tinha sido uma ilusão de optica (a idade tem destas coisas!, eheheh)
...e nem quero imaginar o tudo o mais q seriamos capazes de descobrir para nos dar cabo das fantasias tão afanosamente trabalhadas no pré-contrato...:->


...pois, lá vamos nós!?...não, não vamos q eu já ultrapassei essa fase...:->

...ao que parece nós(!) devemos ter estabelecido um qq pacto (ou terá sido contrato!?:->) de não agressão verbal optando, em contrapartida, por deixar aberto o dique das palavras...escritas!...eu prefiro não ir por aí!

...continuas a misturar códigos de conduta com gestão de sentimentos e, acima de tudo, continuas a linearizar td para q te seja mais fácil a respectiva digestão!;-)
...eu só tenho problemas com as digestões das jantaradas fora de horas!:->

...e já ag, tu q gostas tanto de transgredir...já experimentaste olhar bem nos olhos de alguém - que amas! - e dizer-lhe: "amo-te, mas preciso(!) deixar-te"...e aguentares com esse olhar sem virares as costas para o não ver!???!...transgredir é fácil, meu velho, é fácil e dá pica, mas...os sentimentos dos outros não podem ser misturados com contratos e com obrigações sociais, nem sequer com pactos de bem viver...quando toca a mexer com os sentimentos a coisa fia mais fino...e é só disso q eu falo...e é só disso q eu me "queixo", pela minha incapacidade para os saber gerir...porque eu tb. gosto de transgredir, mas não gosto de olhar os olhos dos outros quando sou eu a ferir...

...qt à questão genérica...dá pano para mangas e claro q irei pegar-lhe para ver se geramos pr'aqui uma boa discussão...;-)

...ah!, tb. li pr'ai umas patetices, mas a essas já nem te vou responder...são "coisas" já demasiado batidas (entre nós) e eu...detesto estragar a felicidade alheia, mesmo se baseada no não querer ver, mais do que no não querer saber...;-)


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Por muito que penses que não, fi-lo em diversas etapas da minha vida. Umas vezes, para minha salvaguarda; outras, para salvaguarda desse(s) outro(s) alguém(s)..

Talvez que isso tenha tido a bondade de também acabar por (ou , essencialmente por) salvar esse amor.

Há três anos atrás, por exemplo, fi-lo porque tinha mesmo que fazê-lo, sob pena de me destruir a mim e a alguém.

Poderás dizer "mas era necessário ir por aí? era necessário agir assim?"...

Por muito filósofos que sejamos todos, a filosofia é um acto de interiorização e não de acção (sei que há por aí quem me desminta, mas...)

E a acção não espera que interiorizemos: fazemos (bem ou mal, melhor ou pior) e arcamos com isso.

Ora, pasados três anos, poderemos então filosofar?

Eu não consigo nem quero filosofar sobre o que fiz há três anos. Hoje, não tenho que pegar numa balança e pesar o que se passou entretanto. Pelo simples facto de que o que se passou é resultado do que eu agi e não do que poderia ter sido se não agisse ou se não agisse daquela forma...

Complicado?

Penso que não. Se, por algum acaso, o que se passava comigo se passasse com alguém que me pedisse opinião... ahhh!.. aí as coisas mudavam de figura... Puxava da minha sabedoria acumulada, desfiava prós e contras, e sei lá que mais..

Mas, nesse caso, sentia a responsabilidade de habilitar a outra pessoa com tudo o que estivesse ao meu alcance, enfim, sentia-me em parte responsável pela decisão de outrém...

E eu? Eu, não tenho que pesar nada perante mim, não tenho que "fazer contas"...

Fiz o que fiz... estive a 100% e não tenho que me arrepender de nada, mesmo quando o final é menos "apetecível"...

No que diz respeito aos "contratos", era só uma outra possível visão do que nos rodeia e do que, mesmo inconscientemente, nos leva a "fazer contas".


[dialogo travado algures lá prós idos de Jan' 2005...como o tempo passa...e como nos arrependemos do que não fizemos...quando já é, de todo, impossível fazer...o que quer que seja!]

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW