07/10/06

O macaco nú...

A coisa começou de masinho.

Primeiro foram os hidratantes a desaparecer-me; comecei a ter de comprar em doses...triplas! Um pra mim e um pra cada um deles! Entretanto começam os pedidos específicos: este creme pra isto, aquele pr'aquilo; o bronzeador adequado a cada tipo de pele e pra mal dos meus pecados cada um de nós...três!, tem um tipo diferente; o pós solar; os champôs e respectivos cremes de tratamento e seguidores gel(es). Depois começa-me a desaparecer o creme depilador e eu que até nem sou nada peluda, uso a coisa só no verão e em zonas mais estratégicas tendo desistido, há que tempos, das 'ladyshavers' que me faziam doer com'o caraças,enfim...até aí a coisa ainda ia! Mas quando começam a querer 'usurpar-me' a esteticista para as depilações...a sério!, aí é que foi do caraças, mesmo! Já me tinha feito confusão ver tanta peludagem na banheira, sinal de que a coisa já não ia lá só com cremes depiladores, agora que um gajo (e pra mal dos meu pecados, no meu caso são dois gajos!) decida não se contentar com a cruz que é ter de fazer a barba [coisa que o tal Deus lá se lembrou de nos livrar pra nos compensar (ligeiramente!) da obrigação da maternidade, acho eu...] e resolva fazer depilação no peito, nas pernas, nas costas (qd é o caso), nas sobrancelhas, isto não lembraria ao Diabo...só mesmo aos METROSEXUAIS![uma referência interessante sobre o assunto]

Não que tenha uma especial atracção por cabeludos (apesar de apreciar homens de cabelo comprido e/ou barba, se bem tratados!), embora me tenha calhado um na rifa e esse não vai em metrosexualidades, confesso que me agrada um homem que tenha um gostinho especial pela sua imagem, afinal de contas os olhos também comem, né?!? Mas daí a esta 'paranóia' da depilação generalizada masculina...naaaaaa, não me convence! Acho uma trabalheira que não compensa. Acho que começa a ficar tudo muito normalizado, sei lá!

Ninguém me tira da cabeça que estas tretas, tal como o culto da imagem da mulher_tábua_de_engomar, não passa dum condicionalismo passado para as massas, via revistas de moda e cusquices mundanas, pelos criadores de moda essencialmente gays que da mulher invejam os pormenores e aos gajos os querem delicados; ou gajas que mal sabem criar coisas verdadeiramente originais e precisam de 'cabides' para convencer que aquilo é moda. Sou suspeita porque sempre persegui a ideia de ser magra e vivo numa eterna dieta, mas acho que é já mais um jogo de vida que um objectivo a alcançar. Mais ainda depois de ver esta praga da anorexia.

Que os deuses nos acudam, mas...o macaco está a ficar cada vez mais nú!


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

E lá voltamos à vaca fria III

A procissão ainda vai no adro, quero dizer com isto que este meu comentário é, ainda, resultado duma primeira abordagem/leitura. Também convém referir que não coloco nada, mas mesmo nada!, em dúvida que uma grande parte dos Prof's deste país estão mais naquela tónica do 'não bate bem' referido que os próprios alunos. Estes são ainda jovens e com uma forte capacidade de recuperação...

Ora então lá vai: depois da tal primeira abordagem/leitura deste blog e, concretamente, deste post, vou co&pastar [daqui] um pedacinho [digamos que a nota negativa, ou a mais negativa, vá-se lá saber...] da pérola «««Cabelo-em-pé-omnipotente - ansiedade; fraca resistência à frustração; dificuldades de relacionamento; instável; impulsivo; dificuldade em cumprir regras; agressividade crescente - isto foi o que a directora de turma disse; eu acrescento: arrogante, mal educado, cobarde, mentiroso, especialista em esquemas para se safar, mas nos quais implica os outros; problemas cognitivos, zero. Está ali para chatear. É o seu objectivo na vida.
Curiosamente, não é 319.»»»


Ora expliquem-me cá, ou lá como queiram!, como é que uma Prof (ou quem quer que seja) consegue, em meia dúzia de dias, fazer este belo diagnóstico multidisciplinar brilhantemente concluido com um «É o seu objectivo na vida». Isto já para não referir o tom sarcástico com que é referida uma avaliação psicológica remetida pela directora de turma, ao que parece, de somenos importância.

Mas, claro que isto sou eu a exercer o meu papel na teoria da conspiração anti-Prof's!, Pois...

Também me detive naquela d'«a miúda foi testemunha do assassinato da mãe, perpetrado pelo pai!» que, conforme é referido, 'não bate bem'...raio da miúda! Não sabia ver, calar e aguentar estoicamente!?! Ao contrário da outra miúda, com 'dificuldades emocionais e problemas de auto-estima', esta parece não ter tido direito a acompanhamento psicológico.

E não é menos interessante perceber quem são os putos que a Prof (os Prof's todos!) gostam; até podem ser potenciais assassinos...desde que não chateiem, nem matem a Prof!

Curiosamente não vi nenhuma crítica, nem sequer uma referência, ao organismo escolar que constitui as turmas, colocando numa mesma turma alunos considerados problemáticos. Será que a escola é, toda ela, constituida por alunos com estas características? E, não o sendo, porque diabo colocaram todos na mesma turma? Nos tempos das minhas andanças pelas Associações de Pais e, consequentemente, pelos Conselhos Pedagógicos [muito esporadicamente que não convém que os encarregados de educação saibam como as coisas se cozem lá dentro] havia as escolas de elite [em dois Concelhos por onde passei cada um tinha a sua] e em cada escola uma turma caixote-do-lixo; uma quando o azar não despejava todo o lixo na mesma escola e aí lá teriam de ser duas ou três! Já passaram uns anitos, mas parece nada ter mudado. Bem, pelo menos nos Concelhos que referi alguém conseguiu acabar com a "mama" [para os Prof's, principalmente!] das escolas de elite...

Depois admiram-se...



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E lá voltamos à vaca fria II

»»»Para ler e encaixilhar

Grande texto, o do Rui Tavares, hoje no Público, «Não façam só alguma coisa, fiquem parados», sobre reformas na Educação. Para abrir o apetite, duas passagens. Esta

«O consenso é o de que o estado da educação em Portugal é catastrófico. Se Vasco Graça Moura diz mata, Vasco Pulido Valente diz esfola, Maria Filomena Mónica desmancha, Miguel Sousa Tavares incinera, António Barreto espalha as cinzas e recomeça o ciclo: os professores são ignorantes, os alunos são violentos, os ministros são dominados pelos sindicatos e os sindicatos sentem prazer em que na escola não se aprenda nada. Esta imagem absurda é de tal forma dominante que a ministra da Educação não hesita em tirar dela proveito para diminuir publicamente os professores. Só há um problema: não é verdade.»

E esta:

«As reformas verdadeiras fazem-se com as pessoas reais. É fácil imaginar reformas com as pessoas que ainda não existem e achincalhar as que existem. Mais difícil é reconhecer que, se queremos restaurar a autoridade do professor na sala de aula, alguma coisa teremos de fazer para restaurar o seu prestígio na sociedade. Se queremos que os professores ganhem autonomia e se adaptem aos alunos que têm pela frente, em algum momento teremos de lhes dar confiança. E, acima de tudo, teremos de perceber que é com estes professores que qualquer reforma se fará, e que entre estes (ou quaisquer outros professores, da Tanzânia à Tasmânia) os excelentes serão sempre uma minoria. Uma reforma é um exercício de realismo.»

Postado por Fernando Venâncio em outubro 7, 2006«««


É claro que isto é uma coisa feia...copy&pastar!, mas...

...desculpem lá, ainda não meti o pézinho fora de casa pelo que de jornais...nicles! Mais tarde voltarei ao tema, claro, mas p'ra já era bom (como é referido no texto acima) que se começasse a fazer mais que 'alguma coisa', isto já não vai lá só com 'alguma coisa'...ou então que se deixe ir tudo buraco abaixo!...que, no meu entender, era mesmo o melhor: explodir com tudo e recomeçar de novo! Mas, meus amigo(a)s, não estou a referir-me apenas à educação e a Portugal...era mesmo a tudo: AO MUNDO, À HUMANIDADE!!!


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06/10/06

Para a Maite...


Estes são os meus amores...perfeitos!

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E lá voltamos nós à vaca fria...

(...)
Os professores são uma profissão muito especial, com grandes fracturas internas, muito maus hábitos mas também um dos ambientes de trabalho mais árduos que se possa imaginar, tendo que defrontar problemas sociais, familiares, culturais, para que não tem meios nem qualificações, para que nem sequer é suposto que escola tenha eficácia. Mas há uma minoria de professores, uma minoria porque a profissão está muito degradada, que se dedica de forma quase "vocacional" ao ensino e esses desejavam há muito algumas das reformas que o Ministério se propõe fazer. Sucede que esses professores também sabem bem demais o papel negativo que o Ministério sempre teve e as enormes responsabilidades do aparelho burocrático-sindical que o domina. Revoltaram-se por passarem a bodes expiatórios de uma situação que sempre combateram, sem qualquer assunção de responsabilidades próprias do Ministério. Alguns pela primeira vez foram ontem a uma manifestação sindical.
(...) in ABRUPTO




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SULturas

SULturas...

...mas afinal....O QU'É Q'SE PASSA AQUI, HEINN?????CADÊ O NENHURES???

little black spot:

05/10/06

A merecer divulgação...alargada, o mais possível!



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As saudades que eu já tinha...

«(...)
Da minha alegre casinha

Tão modesta quanto eu

Meu Deus como é bom morar

Num modesto primeiro andar

A contar vindo do céu
(...)»


...sempre pl'os XUTOS, claro!!!;-)

Um especial agradecimento: ao Albertobei; à Maite; à MJ e ao Vostradeis...beijos pl'a(s) memória(s)...;-)



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25/07/06

Tinha jurado a mim mesma...

...que não mais me iria indignar com o que quer que fosse que se passasse neste mundo. Achei melhor dar-me por vencida e desistir de protestar por tudo e por nada. Raios!, da fama não me livro mas, pelo menos, pode ser que tenha um pouco mais de descanso por não ter de continuar a aturar a gentinha que, essa sim, sabe viver a vida!

Mas, já que isto me andáva a bailar na tola, por mais esforços que fizesse para me convencer que eu é que via tudo (e todos) a negro; e já que, pelos vistos, não serei só eu, embora pareça que continue a fazer parte duma ridícula minoria (e lá se me vão metade dos esforços para me juntar à manada!), enfim...um belo texto para me iludir mais um pouco...de que este mundo não está mesmo a apodrecer a olhos vistos...



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24/07/06

um amor ...

um amor atrevido [(...)"De nada nos vale, apelarmos às fronteiras certas da anatomia: amar a dobrar é apenas um desencontro triste com o que na altura se ama menos e uma alegria fortuita e pouco serena com o que então se ama mais.(...)"]


(na mouche!)

22/06/06

Na era do fast food, do usar e deitar fora, ora aí está mais uma!:->


...palavras pra quê?...é entrar, cambada, é entrar que o circo vai pegar fogo!ah valentes...quatro minutos, é?!?...irrrrrrraaaaaa!...que lerdinha eu sempre fui...:->

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...que o meu silêncio perante quem se permite perder algum tempo para aqui vir - e, de quando em vez, deixar uma palavrinha - não seja entendido como um menosprezar, um desmerecer, de tal boa vontade...
eu leio tudo e fica sempre qualquer coisinha comigo...

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Adeus


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.
Eugénio de Andrade



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19/06/06

...há uns bons anos atrás um dos meus 'pequenos-grandes' sonhos era ter um simples(?!) monte alentejano...era o assumir da minha necessidade de isolamento do 'inferno' que era "o outro", uma necessidade algo intermitente, assim como uma espécie de relação amor-ódio com a humanidade: queria-a bem longe de mim, mas não tanto que a não pudesse procurar quando me apetecesse! Mais recentemente um 'simples monte' já não me bastava: precisava que fosse, mesmo, uma ilha deserta! Hoje encontrei o que procurava...sem 'monte' e sem 'ilha'!...a 'multidão' que me rodeia proporciona o efeito desejado!

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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

“Muitos são os inquietantes mistérios. Nada, todavia, mais misterioso e inquietante do que o homem."- Sófocles, Antígona


...desde que iniciei estas 'lides virtuais' (já lá vão quase dez anos, raios!...) fiz desta citação, da 'Antígona', a minha "imagem de marca". Foi também com 'Antigona' que comecei a minha longa lista de nicknames, dos quais já esqueci/perdi quase todos, menos este que ficará para sempre associado a uma série de alterações na minha vida...para lá da 'imagem de marca' marcava, também aquela frase e todo o contexto da "estória sofcliana", a minha visão perante "o outro", o mundo, o estar aqui...

...hoje, olhando o mundo à minha volta - e este 'à minha volta' inclui, naturalmente, a tão famosa aldeia global que, por mal ou bem, vamos sendo forçados a reconhecer - já não me parece tão misterioso assim...o homem!...inquietante sim, na sua perpétua necessidade de destruição, da pequena à larga escala...inquietante sim, na sua ausência de novos sonhos, novos ideais...inquietante sim, na sua circular procura do caos que não renova...

...envelhecer parece ser, então, o perder da fé no mistério que seria o ser(se) humano...e ganhar uma contínua inquietação pelo vazio que isso transporta...pensei que demorasse mais tempo, no meu caso...pensei!...


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...leva-se a vida a beijar sapos na esperança de que nos saia, pelo menos, um princípe...na prática gastamos a vida a beijar pseudo-princípes que, rápidamente, se transformam em sapos...nnaaahcccc!




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29/05/06

(...) "Saúdo a todos os meus amigos. Que lhes seja dado a aurora desta longa noite. Eu, demasiadamente impaciente, vou-me antes".




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"É URGENTE COMEÇAR A FAZER NADA COM MÉTODO"

nenhures-a-sul
«(...)E naufragar pode vir a ser, simplesmen
te, dar de caras com aquela ilha perdida, desde sempre sonhada.(...)»


[...como sempre, parece-me que o meu 'mensageiro_de_serviço' voltou ao activo...no momento exacto, já que ando pr'aqui com 'umas' engasgadas a propósito do tudo e do nada - e este tudo e este nada esta ali todo escarrapachadinho, muito melhor dito do que eu o faria...e se temos quem o diga melhor que nós pra quê inventar o que já foi inventado?!? - só gostaria de (ainda) conseguir manter aquele optimismo...céptico, mas optimismo... eu, por mim, já o vou perdendo a olhos vistos...]

BARCELONA...sempre!







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28/05/06

Mas...vai recomeçar tudo...de novo?!?

Que raio de povo este que só se sente Nação se empolgado por "meia dúzia" de gajos que correm desalmadamente às voltas com uma bola...



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25/05/06

Geração Rasca - estórias do quotidiano político, social e cultural

Geração Rasca - estórias do quotidiano político, social e cultural...Pois!!!

Uma oferta que me soube a mel...

[Foto de MJE]

‘A colher na boca’



Prefácio



(…)

Estas são as casas. E se vamos morrer nós mesmos,

espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos

que não viram as torrentes infindáveis

das rosas, ou as águas permanentes,

ou um sinal de eternidades espalhado nos corações

rápidos.

- Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam

pelos muitos sentidos dos meses,

dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,

para que se faça uma ordem, uma duração,

uma beleza contra a força divina?

(…)


Herberto Helder


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E a UTOPIA timorense a morrer lá longe...

«Em Timor-Leste, confrontos entre polícias e militares agravam situação



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Ele há cada uma!!!

Poetry Café...
"Temporáriamente encerrado para..."


[Espero que tudo corra pelo melhor e tão rápido quanto possível... e que a JUSTIÇA TARDE MAS NÃO FALHE!]

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Este AMOK...


...entrou em colapso!
...ou terei sido eu???
...sei lá!













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15/05/06


Almedina Atrium Saldanha - 17 de Maio

CICLO FALAR DE BLOGUES: BLOGUES NO JORNALISMO

Falar de Blogues no Jornalismo

17 de Maio, 19:00 horas
Jornalismo e Comunicação, Manuel Pinto
Mas certamente que sim!, Paulo Querido
Sopa de Pedra e Blinkar, António José Silva

Não se trata de discutir se os blogues são jornalismo, mas de saber como pode o jornalismo aproveitar os blogues e as tecnologias que os apoiam para se revigorar.

Organização: José Carlos Abrantes e Almedina

Almedina Atrium Saldanha
Atrium Saldanha, Loja 71, 2.º Piso
Lisboa


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14/05/06

"Ain’t No Cure for Love"

I loved you for a long, long time
I know this love is real
It don’t matter how it all went wrong
That don’t change the way I feel
And I can’t believe that time’s
Gonna heal this wound I’m speaking of
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love.

I’m aching for you baby
I can’t pretend I’m not
I need to see you naked
In your body and your thought
I’ve got you like a habit
And I’ll never get enough
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love

There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they’ll never ever find that cure for love
There ain’t no drink no drug
(ah tell them, angels)
There’s nothing pure enough to be a cure for love

I see you in the subwayand I see you on the bus
I see you lying down with me, I see you waking up
I see your hand, I see your hair
Your bracelets and your brush
And I call to you, I call to you
But I don’t call soft enough
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love

I walked into this empty church I had no place else to go
When the sweetest voice I ever heard, whispered to my soul
I don’t need to be forgiven for loving you so much
It’s written in the scriptures
It’s written there in blood
I even heard the angels declare it from above
There ain’t no cure,
There ain’t no cure,
There ain’t no cure for love

There ain’t no cure for love
There ain’t no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they’ll never ever find that cure,
That cure for love

Leonard Cohen

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13/05/06

Roubaram-me as palavras...


Barcelona, La Rambla, Fev'06

Soneto da Separação

Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente. 


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10/05/06

Bem!,juro que não me vou perdoar durante muito e muito tempo!!!

...e de caminho também não vou perdoar à Vieira...à 100...à Rádio Comercial e em especial ao canastrão do José Cid!!!...acho que, de tanto remorso, vou acabar por renegar o meu riquinho amok...mas não resisti!!!grrrrr

Você é
Grande Grande Amor

você preenche todos os requisitos para ser o chamado “cidadão do mundo”. Adora viajar e imagina o dia em que pega na sua mala de cartão e parte à conquista do mundo. É alguém vivido, sempre a olhar para a frente e que gosta do imprevisto

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore , amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar,
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore , amour, meine liebe, love of my life


***...***...***
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09/05/06

SULturas.....UFFFAAAAA!!!:-)))

SULturas

...vou ficar atenta, claro:

nenhures-a-sul.blogspot.com

controversa maresia

controversa maresia

[(...)E é mesmo: o que escreves só é lido por quem te gosta. Repara, este post, por exemplo, é só para ti. É ou não é? E, na nossa vida, este espacinho limitado por fronteiras curtas mas carregadinhas de guardas republicanos atentos ao contrabando, só deve haver lugar para quem nos gosta e vice-versa. O resto é paisagem: paisagem desbotada, cócegas no coração, névoas matinais e caudas de cometa. Puf!
:)

escrito na areia por vieira do mar]


Sagrada Família, Barcelona, Fev'06
[Escolhi esta foto porque ilustra, para mim na perfeição, o quanto é difícil (tal como me deixou de rastos a descida daqueles "horrorosos" degraus infinitos!...pelo menos pareceram-me durante muitos dias!) fazer entender a nossa escrita... mesmo aos que nos amam, com mais ou menos pistas, com mais ou menos (in)directas...]


***

...não sei, nem me interessa, a quem é dirigido o post que acima linkei...quer dizer, posso saber porque está lá um link, mas...isso é(me) secundário, no mínimo!...interessa(me), sim!, o que se pode inferir do conteúdo de todo o post, ou melhor: o que eu posso inferir!...e o que eu posso inferir aplica-se a uma infinidade de situações resultantes da mesma infinidade de "cometas" que sempre passam pelas nossas vidas...por isso e só (!?) por isso decidi atribuir o destaque...quanto ao resto PUF! porque e citando a autora do post: «só deve haver lugar para quem nos gosta e vice-versa»

05/05/06

Papel de Fantasia: A MULHER QUE NAO QUERIA SER FOTOGRAFADA

Papel de Fantasia: A MULHER QUE NAO QUERIA SER FOTOGRAFADA

Não me perguntes porquê, mas "aquela" Luísa (a "tua" Luísa) fez-me lembrar "esta" Luísa... não me perguntes porquê...


Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.

Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada,
regressa a casa
é já noite fechada.

Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.

Ferve-lhe o sangue
de afogueada,
saltam-lhe os peitos
na caminhada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa,
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada,
bebeu a sopa
numa golada,
lavou a loiça,
varreu a escada,
deu jeito à casa,
desarranjada,
coseu a roupa,
já remendada,
despiu-se à pressa,
desinteressada,
caiu na cama,
de uma assentada,
chegou o homem,
viu-a deitada,
serviu-se dela,
não deu por nada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada,
puxa da filha,
dá-lhe a mamada,
veste-se à pressa,
desengonçada,
anda, ciranda,
desaustinada,
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
toca a sineta,
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.

Regressa a casa,
é já noite fechada.

Luísa arqueja
pela calçada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Calçada de Carriche - António Gedeão


04/05/06

Estou F..................................

...URIOSA!!!!!

Porra...não atino, mesmo, com a merda dos dígitos para entrar no site do meu banco, c'um caraças!...juro que, neste caso, até me dou ao trabalho de colocar as lunetas, pudera!, esta merda bloqueia ao fim de três tentativas e lá vou ter de voltar à porra do balcão para me darem novo envelopezinho com as tretas dos algarismos do contrato e das passwords com oito_dígitos_para_o_primeiro_nível_e
_mais_outros_oito_para_o _segundo _nível e
ora agora por questões de segurança altere as suas passwords

(acabadinhas de serem entregues em mão!)

e coloque o_2º_dígito_e_mais_ o_4º_e_mais_o_6º_e _mais_o_8º_do_primeiro_nível_e
_agora_coloque_os _oito_dígitos_da_password_do_primeiro_nível
_digite_a_nova_password (com oito dígitos!) _a_seguir_repita_a_nova_password (com os mesmos oito dígitos!) _avance_e_digite_a_password_do_segundo_nível (com oito dígitos!)_
e_agora_digite_a nova_password (com os tais oito dígitos!)_
a_seguir_repita_a nova_password (com os mesmos oito dígitos e
com isto uma pessoa já teve de inventar 16 dígitos!!!)
_
e avance!ufffaaaa


... ora, querem acreditar que depois desta maratona de dígitos
a porra da merda do processo retorna ao início porque, aqui d'el rei,
a porra dos dígitos não conferem (sei lá!?!)
com o esborratado do papelucho que me foi dado!???!
...é claro que à primeira acredito e tento de novo;
provavelmente tinha as lunetas sujas e/ou embaciadas
...à segunda ainda volto a tentar, mas começo a passar-me!
é que estou há seis meses sem poder aceder à conta, pela net,
porque tenho mais que fazer que ficar uma hora na fila do balcão
pra me darem a merda dos códigos e
...à terceira mandam-me à merda (não usam o termo mas é o mesmo!)...
é que blá, blá, blá o acesso está bloqueado por excesso de tentativas!
NÃO HÁ PACHORRA!!!! QUE RAIVA!!!


***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

01/05/06

E também me apetece relembrar...

Montjuic, Barcelona, Fev'06

...esta do António Variações!...por todas as razões...e mais uma!

ESTOU ALÉM

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só quero estar
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

António Variações

***...***...***
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW

Então...

Parque Guell, Barcelona, Fev'06

...com o meu agradecimento a ASKIM que, por sua vez, agradece a V...;-), vale (sempre!) a pena relembrar Joaquim Pessoa...


"Eu sei, não te conheço mas existes.
por isso os deuses não existem, a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira ou um grito.
Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca
Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti,
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira
de habitares
Em todas as palavras do meu canto.
Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,lentamente desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti, a ti que eu amo."

(Joaquim Pessoa )


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(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW