12/03/04

"Se não foi a ETA, podia ter sido"...????? (2)

“É importante saber se foi a ETA ou a Al-Qaeda. É evidente que ambas são coisas abomináveis – todo o terrorismo deve ser implacavelmente perseguido, sem tréguas nem cedências. Contudo, para a eficácia dessa luta e defesa é fundamental compreender o que move cada tipo concreto de irracionalidade terrorista, o que pretende estrategicamente. É certo que há, cada vez mais, uma espécie de nebulosa global de terrorismo à escala planetária que partilha métodos e técnicas, directa e indirectamente, quanto mais não seja por emulação de efeitos de magnitude (inflação da escala de danos), Contudo, essa nebulosa compõe-se de gente que, por diferentes razões e motivações, chegaram até lá. É crucial entender essas razões e motivações. Não é indiferente saber se as bombas foram levados por:
- a) alguém que se dispôs a morrer como mártir, depois de ter ouvido, com a necessário espírito piedoso, citações do Corão numa cassette :
- b) alguém que deixou uma bomba nos carris e um dia destes, numa aldeia do País Basco francês, se refastelará pantagruelicamente entre copos de “txacoli” e “bacalao al pil pil”.

(Edmundo Tavares)

12.3.04
07:55 (JPP)
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