Mas...quando não se lê o que se quer e o que se ouve é um murmúrio saudosista, que outro remédio senão o de dizermos o que não lemos e de escrevermos o que gostaríamos de ouvir?,Quid Novi?
(Magritte)/"Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?",WW
Publicada por
amok_she
à(s)
12/09/2005 12:36:00 da manhã
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5 comentários:
Estar vivo não é sinónimo de viver. Muitos são aqueles que vivem como cadáveres antecipados. Concordo pois, na íntegra com o grande poeta falecido. E se a Amok me permite, sem querer abusar daquilo que é seu, deixo aqui um poema do enorme poeta Shelley que na minha óptica, fala disso mesmo do binómio Vida/Morte, que reza assim:
Julguei estar sentado à beira de um passeio, /Coberto de pó do verão,e uma grande corrente/De gente apressada circulava,/ Numerosa quanto os mosquitos no crepúsculo,/Todos em frente se precipitavam, mas nenhum sabia/De onde vinha, para onde ia, ou por que razão/Fazia parte daquela multidão, e assim/ Era lavado pela gente como pelo céu/Uma das mil folhas de um mundo estival. /Velhos e novos, homens e crianças,/Pareciam fundidos numa corrente poderosa/Alguns fugindo daquilo que temiam e outros/Perseguindo o objecto do medo alheio,/ E outros como caminhando para o túmulo/Contemplavam os pisados vermes rastejantes/E outros tristemente na escuridão entravam/Da sua sombra, morte lhe chamando/e alguns dela fugiam pois um espectro nela viam,/ E no tormento desse vão afano desfaleciam/Mas mais, enredando-se nos seus próprios movimentos/Sombras perseguiam ou evitavam que as nuvens/ Ou pássaros perdidos no céu da tarde/Projectavam no caminho onde nada crescia/E exaustos do esforço vão e fracos de sede/Não ouviam as fontes de onde o orvalho melodioso/Para sempre corre de grutas de musgo/E não sentiam a brisa que do bosque contava/ de caminhos de erva e de clareiras disseminadas/Com sábios ulmos e grutas frescas,/ e campos de violetas onde os sonhos crescem, mas/Perseguiam a sua séria loucura como se desde sempreo fizessem....
Bom fim de semana Amok
Lobo das Estepes
krida amok viva ó morta é obviu q ficas prá ternidad
Lobo, logo com um pouco mais de tempo farei um post com o "teu" poema...'brigada, mesmo!;-)
Ele há coisas! Atão não é que eu esta noite tive um sonho (ou um pesadelo?!) onde "a minha morte era um facto irreversível" mas quem "dirigia as operações" (contactos com a agência funerária, participações à família, amigos e conhecidos, etc etc) era, calcula tu, EU. Ou seja; eu estava morto mas não morri! O que convenhamos é um feito do caraças!! Quando acordei de manhã, pelo sim pelo não, belisquei-me, fiz-me ouvir a minha própria voz, dei uns passos e... estava tudo nos conformes!
Aposto que não me torna a acontecer outra; para eu poder tirar uma fotografia...
(...)quem "dirigia as operações" (contactos com a agência funerária, participações à família, amigos e conhecidos, etc etc) era, calcula tu, EU.
...e, ao menos, trataste de td... convenientemente????;-))))
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